outubro 03, 2005

ARQUITECTURA ANALÍTICA - programa 2005-2006

disciplina anual (9 horas teórico-práticas por semana)

Docentes
Mestre Arqª Helena Pinto (regente)
Arqº Estº Luís Lourenço

Objectivos Gerais
A disciplina de Arquitectura Analítica tem por objectivo abrir caminho ao universo teórico e prático da Arquitectura, ao exercício da conformação do espaço e à prática do Projecto Arquitectónico. Neste início de percurso, serão dados aos alunos:

• Conceitos teóricos e práticos sobre as diversas fases e momentos da composição arquitectónica
• Meios e métodos de análise, leitura e representação do espaço arquitectónico
• Noções básicas de composição, proporção e harmonia
• Meios e processos de dimensionamento e construção dos espaços
• Iniciação ao léxico dos termos arquitectónicos, imagens e sinais

Programa
O programa a seguir terá uma incidência teórica e uma incidência prática. A primeira, terá por suporte alocuções, discussões, conferências e visitas de estudo. A segunda apoiar-se-á na prática de exercícios de análise e composição, com recurso ao desenho, à construção de modelos tridimensionais e à descrição gráfica e oral.

A incidência teórica apontará os seguintes vectores:
• Conceitos gerais de Arquitectura
• Função e Forma
• Construção e Forma
• Formas elementares
• Processo projectual
• Tipologia dos espaços
• Proporção, escala e dimensão


A incidência prática referir-se-á à elaboração de exercícios:

Primeiro Semestre
• Construção de modelos tridimensionais, com vista à construção da forma e à composição do espaço
• Criação de objectos arquitectónicos simples, evidenciando uma estrutura de percurso, temporalidade, organização, côr, luz, texturas e materiais
• Levantamento de espaços arquitectónicos simples

Segundo Semestre
• Levantamento e análise de espaços arquitectónicos e suas relações elementares com o meio envolvente. Os temas de trabalho referir-se-ão sempre à região de Setúbal.
• Criação de objectos arquitectónicos simples, implicando relações de carácter topológico, programático e tectónico.

Avaliação
A avaliação será contínua e feita através do acompanhamento dos trabalhos e da observação directa aos alunos, pressupondo a sua participação activa nas aulas, que funcionarão em regime de atelier. Na avaliação serão tidos em conta a qualidade das propostas, a assiduidade, o interesse e o empenho, e muito especialmente o progresso do aluno.

Material básico
Lapiseiras para minas moles e duras
Afia-minas
Régua T
Esquadro variável
Escala (régua) de 20 ou 30 cm
Compasso com extensão
Caderno de desenho A3
Bloco de papel de esquisso formato A3
Porta-lâminas para a construção de maquetes

Bibliografia Básica(títulos existentes na biblioteca a negrito)
ARNHEIM, Rudolph - La forma visual de la arquitectura (1975). Editorial Gustavo Gili, Barcelona 1978, 2001
CHING, Francis – Dicionário Visual de Arquitectura (A Visual Dictionary of Architecture). Martins Fontes, S. Paulo, 1999
CHING, Francis - Arquitectura, Forma, Espacio y Orden. Gustavo Gili, Barcelona
Le CORBUSIER - Por uma Arquitectura (Vers une Architecture (1923, 1958)). Ed. Perspectiva, S. Paulo, 1998
HERTZBERGER, Herman - Lições de Arquitectura . Martins Fontes, S. Paulo
RUDOFSKY, Bernard - Architecture Without Architects. University of New Mexico Press, Albuquerque, 1964
TANIZAKI, Junichiro – Elogio da Sombra (1933). Relógio d’água ed.

Publicado por Helena Pinto às 11:20 AM

TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITECTURA 1 - programa 2005-2006

disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)

Docentes
1º Semestre - Prof. Doutor (em Flosofia) Rodrigo Cunha
2º Semestre - Arqª Patrícia Pedrosa

1º Semestre

Objectivos Gerais
Introdução hermenêutica à Arquitectura e fenomenologia dos marcos arquitectónicos mais significativos.
Trata-se de apresentar a Arquitectura na plenitude das suas dimensões espaciais, temporais e transcendentes.

Programa
1. Noção de Arquitectura: significado da palavra. Conceito de obra arquitectónica.
2. O que é construir?
3. Elementos substanciais da Arquitectura: o centro, a harmonia ou proporção, a geometria, a beleza, o habitar, o utilizar.
4. A questão do cânone.
5. Atributos da Arquitectura e sua recepção histórica: situação no espaço e no tempo, matéria e material, volumes, superfícies, cor, função, valores estéticos e estilísticos, taxinomias, etc.
6. Os grandes tratadistas e a teoria da arquitectura. Um texto de Vitrúvio. Um texto de Francisco d'Holanda.
7. A organização dinâmica do espaço. A diferença entre o sentido qualitativo do espaço e o sentido quantitativo do espaço. Dialécticas: Experiência vivida e medida, Espaço Livre e Espaço Construído. Crítica da interpretação do espaço psicologicamente projectado.
8. O lugar da arquitectura: dialéctica campo-cidade/pagus versus urbe. Abel e Caim. As necrópoles e as cidades utópicas. A fundação da primeira cidade: comentário a GEN. 4, 17-22.
9. Lugares essenciais e sua ordem ontocosmológica: a casa, o templo, a ágora, o centro comercial.
10. Fenomenologia da coluna: as colunas, essas florestas de símbolos.
11. O método arquitectónico e a composição. Plantas, Estruturas, Modelos e Dinâmicas espaciais.
12. A Arquitectura pitagórica da Antiga Hélade como "música petrificada". Da noção de harmonia cósmica à noção de medida.
13. Quatro paradigmas arquitectónicos: O Românico, o Gótico, o Manuelino e o Barroco.
14. Periodizações modernas e contemporâneas: Neoclassicismo, Revolução Industrial, Arts and Crafts, Arte Nova, Arte Deco, Racionalismo, Cubismo, Bauhaus. Alguns momentos da pós-modernidade; Neo-Racionalismo, Desconstrutivismo e Minimalismo. Perspectivas da arquitectura na era da globalização e da tecnociência.
15. Momentos fenomenológicos significativos: Prolegómenos a uma fenomenologia da arquitectura.
a) A arquitectura como Imago Mundi e Musica Mundana;
b) O conceito criacionista de arquitectura e os diferentes modelos epistemológicos;
c) A noção de ETHOS na arquitectura;
d) O conceito de belo. O sentido da beleza e o homo aestheticus
e) A casa na natureza: o ninho como modelo natural da arquitectura e a casa antropomórfica. Biomorfismo e artifício. o filme Microcosmos - o Povo da Erva, de Claude Nuridsany e Marie Pérennou. A arquitectura zen;
f) Genética da cidade;
g) O modelo ucrónico e utópico clássico da Politeia ['República'] platónica - ou Cidade de Deus - como cidade perfeita. Algumas variantes: Francis Bacon, Thomas More, Coménio, Swift, Bradbury.
h) O homo urbanus como habitante modelar da cidade e o cosmopolitismo.

Bibliografia (títulos existentes na biblioteca a negrito)

Alberti, De Re Aedificatoria.
Bachelard, Gaston, A Poética do Espaço (tradução de António da Costa Leal e Lídia do Valle Santos Leal), São Paulo, Abril Cultural, 1984.
Bayer, Raymond, História da Estética (tradução de José Saramago), Lisboa, Editorial Estampa, 1979.
Eco, Umberto, Arte e Beleza na Estética Medieval (tradução de António Guerreiro), Lisboa, Editorial Presença, 1989;
- A Estrutura Ausente (tradução de Pérola de Carvalho), Lisboa, Editorial Perspectiva, 1976.
Eliade, Mircea, Tratado de História das Religiões (tradução de Fernando Tomaz e Natália Nunes), [Cap. X - O Espaço Sagrado: Templo, Palácio, 'Centro do Mundo'], Lisboa, Edições Asa, 1994.
Flusser, Vilém, Ensaio sobre a Fotografia - Para uma Filosofia da Técnica, Lisboa, Relógio D'Água, 1998.
- Filosofía del Diseño - la forma de las cosas (traducción Pablo Marinas), España, Editorial Síntesis, 2002.
Holanda, Francisco de, Da Pintura Antiga [Cap. 43º - "Da Pintura Arquitecta"], Lisboa, Livros horizonte, 1984.
Lacerda, Aarão de, O Fenómeno Religioso e a Simbólica, Lisboa, Guimarães Editores, 1998.
Panofsky, Erwin, A Perspectiva como forma simbólica (tradução de Elisabete Nunes), Lisboa, Edições 70, 1999.
Vocabulário Técnico e Crítico de Arquitectura [Coordenadores: Maria João Madeira Rodrigues, Pedro Fialho de Sousa, Horácio Manuel Pereira Bonifácio], Lisboa, Quimera, 2002.
Vitrúvio, De Architectura.
Wu, John C. H., A Idade de Ouro do Zen, Lisboa, Círculo de Leitores, 1997.

2º Semestre

1. Introdução
A formação académica de um(a) arquitecto(a) é indiscutivelmente uma formação multidisciplinar que deve, em última instância, ajudar a construir um profissional capaz da síntese do que aprendeu e vivenciou. Para que isto possa acontecer, os instrumentos que permitem a aglutinação de conhecimentos e intuições devem ser permanentemente exercitados tanto através da linha como da palavra, sempre procurando que o sentido crítico seja aguçado.
É sob deste ponto de vista que se organiza o que seguidamente se apresenta e que serve de estrutura e orientação a esta disciplina.

2. Objectivos
O carácter prático e teórico da arquitectura são necessariamente complementares.
Quando a prática profissional dos(as) arquitectos(as) se esquece do lado reflexivo é inevitável que termine em respostas secas e destituídas de realidade.
Ao longo do trabalho que será realizado no marco desta disciplina, encontraremos múltiplos modos que se esperam contribuir para levar à actividade projectual um amadurecimento do espírito reflexivo, sustentado pela história, pela teoria e pela crítica.

3. Programa
Parte I
1.1. A teoria, a história e a crítica na formação dos arquitectos
1.2. Alguns conceitos: a operatividade da teoria
Parte II
2.1. O séc. XVIII e as transformações culturais
2.2. As cidades do séc. XIX
2.3. A Inglaterra de John Ruskin e William Morris: o movimento Arts & Crafts
2.4. O princípio da nova arquitectura estado-unidense: Louis H. Sullivan
2.5. Um introdução ao séc. XX através da Arte
2.6. O Estados unidos e a grande síntese: Frank Lloyd Wright
2.7. A Europa na transição I: Racionalismo estrutural e Viollet-le-Duc (Gaudí, Horta, Guimard, Berlage e Mackintosh)
2.8. A Europa na transição II: Secessão Vienense
2.9. Adolf Loos e a ética na arquitectura e na vida
2.10. Os avanços alemães: Deutsche Werkbund e Peter Behrens
2.11. A experiência do Expressionismo na arquitectura
2.12. A nova Itália: Antonio Sant’Elia e a Arquitectura Futurista
2.13. A experiência holandesa de De Stijl
2.14. A investigação e promessa: a Bauhaus e Walter Gropius
2.15. Da experimentação à consolidação : L. Mies van der Rohe
2.16. As várias caras de um mesmo arquitecto: Le Corbusier
2.17. A nova arquitectura clássica americana de Louis Khan
2.18. Alguns olhares latino-americanos: Luis Barragan, Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi
2.19. As múltiplas arquitecturas da segunda parte do séc. XX

4. Avaliação
Na avaliação dá-se primordial importância à presença participativa. Neste sentido, e tendo em vista uma avaliação continuada, encontramos um conjunto alargado de elementos que informam o que é, no final, a avaliação de cada aluno.
A relação entre os diversos elementos de trabalho/avaliação é a seguinte:
- Assistência/participação 10%
- Textos críticos 10%
- Fichas de leitura 10% Ficha-tipo
- Trabalho teórico 15%
- Frequência 55%

5. Bibliografia básica (títulos existentes na biblioteca a negrito)
Bachelard, Gaston. A Poética do Espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1998 [1957]
Benevolo, Leonardo. Historia de la Arquitectura Moderna. Barcelona: Gustavo Gili, 1990
[1960]
Frampton, Kenneth. Historia Crítica de la Arquitectura Moderna. Barcelona: Gustavo Gili,
2000 (10.ªed.) [1980]
Gombrich, E. H. The Story of Art. Londres: Phaidon, 1994 [1950]
Montaner, Josep Maria. Arquitectura y Crítica. Barcelona: Gustavo Gili, 2002 (3.ªed.)
[1999]
(Bibliografia complementar e específica será facultada no decorrer do semestre.)

Publicado por Helena Pinto às 11:13 AM

GEOMETRIA - programa 2005-2006

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Prof. Arq.º Roque N. Brás de Oliveira

Objectivos Gerais
Pretende-se que o conhecimento teórico dos vários sistemas de projecção cilíndrica e cónica seja interiorizado pelo aluno de tal modo que a sua utilização em situações concretas decorrentes do decurso de um projecto lhes permita ler desenhos, esboçar espaços, volumes, objectos e representar a forma de vários modos.
Familiarizarem-se com a terminologia arquitectónica.

Metodologia
O programa será desenvolvido em aulas teóricas semanais de 2h e em aulas práticas de 1h aonde serão aplicados os conhecimentos adquiridos na resolução de problemas concretos.

Avaliação
A avaliação será obtida pela apreciação formativa dos trabalhos práticos, participação nas aulas, assiduidade e finalmente pelos testes e frequências que serão em numero não inferior a 3 durante o ano lectivo.

Lógica do Programa
O programa foi organizado nos seus diferentes itens procurando adequá-lo aos currículos heterogéneos dos alunos (antes e após reforma, cursos tecnológicos etc.) e a uma cronologia da aprendizagem tendo em conta a interdisciplinaridade sobretudo com a cadeira de Arquitectura Analítica num progressivo aumento de complexidade:

Assim:
• Habilitar os alunos para a leitura dos elementos de representação em arquitectura que lhes são fornecidos no inicio do curso: levantamentos de terrenos e edifícios.
• As axonometrias como sistema de representação útil para o desenvolvimento da ideia.
• Estudo da luz e sombra como componentes valorizadores dos elementos arquitectónicos nos diferentes sistemas de projecção.
• Desenvolvimento da dupla projecção interpenetração de sólidos, superfícies regradas e empenadas como situações com potencialidades plásticas e possíveis de concretizar em várias escalas nos objectos arquitectónicos.
• Projecção central ou cónica como sistema de projecção autónomo e privilegiado de representação no espaço.

Programa
1. MÚLTIPLA PROJECÇÃO ORTOGONAL E CONVENÇÕES
Plantas, Cortes e Alçados e seus elementos
2. AXONOMETRIAS
Isométrica, Dimétrica, Trimétrica, Militares e Cavaleira
Axonometria explodida
3. DUPLA PROJECÇÃO ORTOGONAL
Interpenetração de Sólidos
Superfícies regradas e empenadas
4. SOMBRAS PRÓPRIAS E PROJECTADAS
Em Plantas, Cortes, Alçados e Axonometrias
Na dupla projecção, múltipla projecção e axonometrias
5. PERSPECTIVA
Síntese histórica
Observação de um modelo de Perspectógrafo
Estudo e prática da projecção central, tendo como preocupação a sua aplicação a situações concretas
Sombras

Bibliografia (títulos existentes na biblioteca a negrito)

TEIXEIRA de AGUILAR, Leonildo. Alguns Conceitos Geométricos, Edições LusoLivro, Lda.
F. IZQUIERDO ASENSI. Editorial Paraninfo Magallanes, 25:
- Geometria Descriptiva,
- Geometria Descriptiva Superior Y Aplicada
- Exercícios de Geometria Descritiva I (Sistema Diédrico)
- Exercícios de Geometria Descritiva II (Cotado e Axonométrico)
CHING, F. Manual de Dibujo Arquitectónico, Barcelona, Gustavo Gili, 1976.
ADRIANO LUCAS – D. LIMA MAYER Apontamentos de Geometria Descritiva e Teoria das Sombras, Edição Escola Superior de Belas Artes de Lisboa - 1973
PINHEIRO, Carlos da Silva:
- Geometria Descritiva e Teoria de Sombras
- Superfícies regradas
- Perspectiva
CUNHA, L. Veiga da Desenho Técnico. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1974.

Publicado por Helena Pinto às 11:01 AM

CAD (Desenho e Projecto assistidos por computador) - programa 2005-2006

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Arq.º Carlos Perry

Objectivos Gerais
Introduzir e preparar o sujeito para o universo do CAD - Desenho e Projecto assistido por computador, nunca perdendo de vista a especificidade da prática, e no caso vertente da aprendizagem, do arquitecto.

Proporcionar uma aprendizagem dirigida ao utilizador, ao indivíduo que pretende operar a máquina como ferramenta comum de trabalho, com facilidade e naturalidade, concentrando-se no seu principal propósito, a prática do projecto de arquitectura em todas as suas facetas, tal como o marceneiro se concentra no móvel a produzir dedicando muito pouca da sua atenção ao martelo que está a utilizar...

Levar o aluno a conseguir atingir um razoável domínio da utilização de meios informáticos, a partir de uma base de computador pessoal, no âmbito da execução de peças de desenho de arquitectura, desde o nível universitário até ao nível profissional, dando particular atenção à produção de peças desenhadas em duas dimensões.

Paralelamente, de uma forma coloquial, serão administrados os princípios básicos do desenho técnico, normas, nomenclaturas e convenções, com especial ênfase para o desenho técnico de arquitectura.

Abordagem de outras disciplinas do desenho técnico, relevantes para a prática do arquitecto como, por exemplo, desenho topográfico, desenho esquemático de redes, etc.

Ao longo do ano serão apresentados alguns aplicativos mais comuns em base windows, enquanto que paralelamente se versará sumariamente sobre Hardware - estrutura da máquina e dos seus principais componentes - sistemas operativos, etc., dentro do universo da utilização em atelier de arquitectura.
No domínio específico do CAD será utilizado como base de trabalho o aplicativo MICROSTATION 95 da Bentley.

Programa
Introdução aos computadores
Software e Hardware
Tipos de Computadores
Anatomia estrutural de um computador pessoal
Principais periféricos
Introdução aos procedimentos básicos
Noção básica de sistema(s) operativo(s)
Manuseamento básico da máquina
Manuseamento básico de documentos
Aplicações básicas em Windows
Tratamento de texto
Bitmap (desenho livre)
Desenho Técnico
Tipos de desenhos técnicos
Normalização
Tipos de linha e traços utilizados em desenho técnico
Projecções ortogonais
Cortes e secções
Escrita normalizada e legendas
Cotagem

CAD
Conhecimentos teóricos
Ferramentas básicas de CAD
Convenções de desenho rigoroso em computador
Ficheiros Semente
Ficheiros de referência
Formatos de ficheiros
Plotagem
Ferramentas avançadas do CAD
Prática
Trabalhos práticos baseados em formas geométricas básicas
Trabalhos práticos de desenho de arquitectura em 2D, apoio a disciplinas centrais do curso
Noções básicas de computação gráfica
Criação e tratamento de imagem

Bibliografia (títulos existentes na biblioteca a negrito)
(Manuais dos aplicativos)
OLSON, Nancy A. – MICROSTATION´95 Fundamentals. Editora: New Riders Publishing Indianapolis, Indiana
Trabalhando com MICROSTATION´95 Editora: Érica
CUNHA, Luis Veiga da - DESENHO TÉCNICO - Editora. Serviço de Educação, Fundação Calouste Gulbenkian.
CARRIÇO, José António - WORD 7.0 Editora: CTI - Centro de Tecnologias da Informação

Publicado por Helena Pinto às 10:40 AM

ANTROPOMETRIA e ERGONOMIA - programa 2005-2006

disciplina semestral - 1º semestre (2 horas teóricas por semana)

Docente
Arq.º (Doutor em Antropologia) Valter Carlos Cardim

Conceitos Gerais
• A ergonomia é uma ciência experimental, de carácter interdisciplinar e auxiliar da metodologia da arquitectura e do design.
• As questões projectuais devem ser manipuladas cientificamente, tendo para isso que se adquirir os conhecimentos e fazer uso das metodologias para interferir durante o projecto e durante o sistema produtivo.
• As condições de “trabalho” ou as situações em que ocorre o relacionamento entre o Homem e o “mundo artificial”, devem ser adaptadas às capacidades e limitações humanas, do ponto de vista fisiológico, psíquico e sociológico.
• Para se ter melhores resultados projectuais é necessário ter em conta a segurança, o bem estar e o conforto, tornando mínimo o desgaste biológico.
• A realização de estudos, pesquisa e experimentação terá de ser correcta, eficaz e coerente com os pressupostos da arquitectura e do design.
• O estudo ergonómico visa a diminuição de riscos e especulações projectuais e fundamenta as decisões, contribuindo para uma maior maturidade projectual.

Objectivos Gerais
a) Caracterizar as principais áreas da intervenção da Antropometria e Ergonomia;
b) Dar a conhecer as metodologias mais correntes da Antropometria e Ergonomia;
c) Entender a Ergonomia como ciência auxiliar da metodologia da arquitectura e do design;
d) Adquirir conhecimentos científicos, prática das metodologias, pesquisa e experimentação, no âmbito do sistema-Homem-objecto-actividade humana;
e) Responder eficazmente aos pressupostos da arquitectura e do design integrando os princípios antropométricos e ergonómicos.
f) Assegurar a melhoria das condições de trabalho nos aspectos físicos e psicológicos.
g) Responder eficazmente aos pressupostos da arquitectura e do design.

Síntese Programática
1. O que é a ergonomia
Definição
Nascimento e evolução
Abordagens em ergonomia
Aplicações da ergonomia

2. Antropometria
Antropometria: Medidas
Nascimento e evolução
Diferenças individuais
Etnias e evolução
Antropometria estática
Antropometria dinâmica

3. Antropometria: Aplicações
Uso de dados antropométricos
Critérios de aplicação
Espaço de trabalho

4. Organismo humano
Aparelho locomotor (sistema esquelético, sistema articular, sistema muscular)
Função neuromuscular
Metabolismo

5. Biomecânica ocupacional
Trabalho e estética e dinâmica
Posturas de trabalho
Análise da postura
Aplicações de forças
Transporte e levantamento de cargas
Problemática do sentar

6. Posto de trabalho
Análise do posto de trabalho
Análise da tarefa

7. Recepção da informação
Visão; audição; tacto; outros sentidos
Interacção dos sentidos

8. Ambiente
Temperatura
Ruído
Iluminação
Cores

9. Abordagem ergonómica de sistemas
Conceito de sistema
Sistemas abertos e fechados
Optimização de sistemas
Sistema Homem-máquina
Evolução do sistema
Desempenho humano
Reforço do comportamento
Homeostase
Confiabilidade

10. Dispositivos de controle
Movimentos de controle
Tipos de mecanismos de controle

11. Dispositivos de informação
Percepção de informação (Teoria da Gestalt, etc.)
Dispositivos visuais
Dispositivos auditivos

12. Transmissão e processamento de informações
Sistema sensório-motor
Memória humana / aprendizagem
Teoria das decisões

13. Factores humanos no trabalho
Energética do comportamento humano
Fadiga; stress; monotonia; motivação
Influências; idade; deficiências físicas; etc.

Avaliação
Componente prática 30% / Componente Teórica 70%
A avaliação prática será processada através da apresentação dos exercícios a desenvolver por grupos de, no máximo, 3 alunos ou individuais no decorrer do curso.
A avaliação individual será auferida pela leitura e apresentação de uma síntese crítica de um livro (20%) e pela aplicação de um teste individual sem consulta (50%).

Bibliografia básica (títulos existentes na biblioteca a negrito)
1 – Montmollin, Maurice de. A Ergonomia. Instituto Piaget, 1995.
2 – Grandjean, Etienne. Manual de Ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. Porto Alegre: Bookman, 1998.
3 – Castillo, Juan José e Villena, Jesus (Editores). Ergonomia, Conceptos y Métodos. Editorial Complutense.
4 – Panero, Julius & Zelnik, Martin. Dimensionamento humano para espaços interiores: um livro de consulta e referência para projectos. Barcelona: Gulstavo Gili, 2002.
5 – Gomes Filho, João. Ergonomia do Objeto – Sistema Técnico de Leitura Ergonómica. São Paulo: Escrituras, 2003.
6 – Hall, Edward T.. A Dimensão Oculta. Lisboa: Relógio D’Água.
7 – Dul, Jan & Weerdmeester, Bernard. Ergonomia prática. São Paulo: Edgard Blucher, 2001.

Bibliografia complementar
1 – Kodak´s Ergonomic Design for Peopel at Work. Kodak´s ergonomic design fopr people at work. The Eastaman Kodak Company, New Jersey: John Wiley & Sons, 2003.
2 – Pheasant, Stephen. Bodyspace: anthropometry, ergonomics and the design of work. New York: Taylor & Francis, 1988.
3 – Iida, Itiro. Ergonomia: projecto e produção. São Paulo: Edgard Blucher, 2002.
4 – Green, W. S. & Jordan, P. W.. Human Factors in Product Design: current and Future Trends. Taylor and Francis, 1999.
5 – Moraes, Ana Maria & Mont’Alvão, Cláudia. Ergonomia, conceitos e aplicações. Rio de Janeiro: 2AB Editora, 1998.
6 – Pennick, Nigel. Geometria Sagrada. São Paulo: Pensamento.
7 – Doczi, Gyorgy. O Poder dos Limites. São Paulo: Mercuryo.
8 – Thornberg, Josep Muntañola. Topogénesis – Fundamentos de una nueva arquitectura. Barcelona: UPC.
9 – Ching, Francis. Architecture: Form, Space & Order, Van Nostrand Reinold
10 – Massimo, Cresta: Lineamenti di Ecologia Umana. C.E.S.I., 1998.
11 – Fiorenzo, Facchini: Antropologia, Evoluzione, Uomo, Ambiente UTET; 1988 (Zanichelli ed.).
12 – Duran, Daniel. A sistémima. Dinalivro, 1992.
13 – Normas Técnicas sobre Acessibilidade. Lisboa: Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência, 1997.

Publicado por Helena Pinto às 10:29 AM

abril 10, 2005

DESENHO 1 - programa 2004-2005

disciplina anual (6 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Prof. Arq.ª Ana Leonor Tomás

Desenhar é parte integrante desse estranho compromisso emocional, intelectual e espiritual que mantemos com esta enorme bola colada aos nossos pés...

Objectivos Gerais
Aprender a ver pelo Desenho
Entender o Desenho como forma de pensar
Conhecer a Gramática do Desenho, explorar e interpretar as potencialidades dos elementos básicos da linguagem visual

Conteúdos Programáticos
A Gramática do Desenho: Ponto/ Linha/ Plano (mancha)
Características Gráficas
Potencialidades expressivas
Exploração e adequação de utensílios e suportes
Determinantes da qualidade dos elementos gráficos
Desenho de contorno/ Desenho gestual

Estudo da Forma
O objecto à escala da mão como sujeito susceptível de um conhecimento mais profundo
Reconhecer e registar características das formas
A selecção e a decisão inerentes ao processo de registo
Exploração de grafismos e adequação à sua finalidade
O campo visual

Forma/ Plano/ Volume (Objectos à escala da mão/ figura humana)
Espaço positivo/ negativo
Forma como plano e volume
Qualidades estruturais
Massa/ características lineares
Valor/ características espaciais/ construção de escalas de valores
Tramas lineares/ mancha
Usos expressivos do valor
Texturas/ categorias de texturas

Composição
Posição relativa no espaço
Relações de escala e proporção
O espaço no plano do Desenho

Material de Base
Folhas A3 papel de máquina 80 mg
Grafites ( minas brandas), marcadores, canetas de aparo, pincéis
Bloco A5- Diário Gráfico

Elementos para avaliação
Processo de avaliação contínua (regime presencial)
Selecção pontual (composição de portfolio) dos exercícios realizados ao longo do ano
Diário Gráfico (Avaliação mensal)
Trabalhos finais (Semestre e final de ano lectivo)

Bibliografia Básica
COLLIER, Graham, Form, Space and Vision, an introduction to drawing and design, Prentice-Hall, Inc., Englewood Cliffs, New Jersey 1985.
KANDINSKY, Wassily, Point, Ligne, Plan, Denoel / Gonthier, Paris, 1970.
RUSKIN, John, The Elements of Drawing, The Herbert Press, London, 1991.
SAUSMAREZ, Maurice de, Desenho Básico - As Dinâmicas da Forma Visual, Editorial Presença, Lisboa.
MUNARI, Bruno, Comunicação Visual, Editorial Presença, Lisboa.
GEORGE, Frederico, Ver pelo Desenho, Lisboa, CML, 1993
NICOLAÏDES, Simon, The Natural Way to Draw - A Working Plan for Art Study, Houghton Mifflin Companny, Boston
SPARKE, Penny, Diseño: Historia en Imagenes, Madrid, Hermann Blume, 1986.
ITTEN, Johannes, Design and Form, Van Nostrand Reinhold, New York.
KLEE, Paul, Théorie de l’Art Moderne, Médiations.
KLEE, Paul, The Thinking Eye, Paul Klee Notebooks Vol. 1.
CORBUSIER, Oeuvre Plastique, peintures et desseins, architecture, Ed. Albert Moraucé
CORBUSIER, Le Corbusier Sketchbooks, vol. 1, Thames and Hudson, London 1981.
FOCILLON, Henri, Vie des Formes, PUF, Paris 1981.
MASSIONI, Manfredo, Ver pelo Desenho,
MUNARI, Bruno, A Arte Como Ofício, Editorial Presença, Lisboa.
COSTA, Daciano, Croquis de Viagem de Daciano Costa 1994, Catálogo de Exposição, Sala do Risco, Lisboa.

Publicado por Helena Pinto às 11:13 AM

TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITECTURA 1 - programa 2004-2005

disciplina anual (4 horas por semana)

Docente
Prof. Arq.º João Carlos C. Antunes

Objectivos Gerais
Introdução às questões da disciplina e de uma exegese e hermenêutica da Arquitectura.

*Só se busca o que se sabe que existe... ou se tem a esperança ou o desejo que exista; mas se não existe... criamo-lo*

O programa foi elaborado tendo como pressuposto procurar uma mais fácil directa e natural identificação dos alunos, neófitos, com a disciplina - a Arquitectura - e suas diversas possíveis matérias e dimensões; assim considerou-se ser mais ajustado o delinear desta sua primeira abordagem histórica, conceptual e fenomenológica, através dos seus contextos modernos e contemporâneos.

Inter-relação Disciplinar
Arquitectura Analítica - relação estreita
Desenho I

Programa

1. O Belo não construído e a organização do espontâneo.

2. A Obra d’Arte como emissor ou meio/continente de uma Beleza intrínseca versus beleza extrínseca ou desse mesmo meio/continente.
A arte e o sentimento estético
As teorias do processo criativo e de conhecimento
As teorias da Percepção

3. Análise, caracterização e taxinomia das constantes poéticas na obra arquitectónica ao longo dos tempos: aquilo que traduz o que é perene no Homem, porque inerente e específico à sua condição e natureza.
A Geometria
Os valores estéticos e da unidade semântica das formas
Unidade/Contraste/Simetria
A proporção e o Cânone
O estilo
A matéria
Superfícies
Cor
Função

4. É a Arquitectura uma arte tecnológica; uma tecnologia artística; ou ambas as coisas?
A Arquitectura como disciplina
A dimensão tecnológica da projectação
O método arquitectónico
- as fases do projecto
- os programas
os clientes
Os grandes tratadistas

5. A organização do espaço e a composição de volumes, tradutores da necessidade e da circunstância, mas construtoras de outras circunstâncias delas (ou nelas) imanentes.

A composição
- A dominante do Plano/Planta
- Espaço Livre/Construído
- Leitura, análise e crítica de programas arquitectónicos
- O método arquitectónico
Propostas/Postulados/Comprovação/Postulados/Propostas
- Estrutura/Modelo/Tipo
- Volume/Espaço Estático/Dinâmico

6. Dos modelos ideológicos ao sistema projectual.
O discurso do Poder, as suas tipologias e manifestações/representações
A Cidade/o Campo
O Território na arquitectura
Outros territórios

7. Período Neo-Clássico e o movimento Moderno
Evoluções culturais/territoriais/técnicas
Neoclassicismo
Utopias
Revolução Industrial
Reacção Arts and Crafts
Arte Nova
Arte Deco
De Stijl
O racionalismo
O cubismo/ movimento Bauhaus
Actualidade
- Pós-modernismo
- Neo-Racionalismo
- Regionalismo
- Desconstrutivismo
- Minimalismo

Bibliografia

Ensaios sobre a filosofia da experiência estética
BACHELARD, Gaston – A Poética do Espaço
HEIDEGGER, Martin – Ensaios
ORTEGA Y GASSET – A Desumanização da Arte
MERLEAU-PONTY, Maurice – O Olho e o Espírito

História da arquitectura
BENEVOLO, Leonardo – História da Arquitectura Moderna
FRAMPTON, Kenneth – História Crítica da Arquitectura Moderna

Ensaios e escritos sobre Arquitectura por Arquitectos e Críticos do Período Moderno e Contemporâneo
LE CORBUSIER, Jean Pierre Jeanneret - ‘Vers une Architecture’ *Para uma Arquitectura*
ZEVI, Bruno - Saber ver a Arquitectura
VENTURI, Robert - Complexidade e Contradição na Arquitectura
QUARONI, Ludovico - Oito lições de Arquitectura JENKS, Charles – Movimentos Modernos em Arquitectura

Teoria da Arquitectura
GELERTNER, Mark – Sources of Architectural Form (A critical History of Western Design Theory)
CONSIGLIERI, Victor – A Morfologia da Arquitectura (Vol. I e II)
MEISS, Pierre von – De la Forme au Lieu (Une introduction à l’étude de l’architecture)

Tratadística
VITRUVIO (Marco Vitruvio Polio) – De Architectura
ALBERTI, Leon Baptista - De Re Aedificatoria

Publicado por Helena Pinto às 10:49 AM