junho 07, 2006
Arquitectura Analitica - 4º exercício 2005-06
enunciado do exercício O Abrigo
planta 1
planta 2
Publicado por Helena Pinto às 09:01 AM
março 03, 2006
Arquitectura Analítica - Trabalho de Grupo
ARQUITECTURA ANALÍTICA - 1º ANO
Ano lectivo 2005-2006
1. Introdução
«…posso dizer que a história da arquitectura constitui o material da arquitectura. Operamos na construção de um grande projecto unitário no tempo, trabalhando sobre determinados elementos que lentamente modificamos; e através disto chegamos seguramente à invenção.»
Aldo Rossi, in introdução à edição portuguesa (Ed. Cosmos, 1971) de A Arquitectura da Cidade (1966)
«Parafraseando Fernando Pessoa que disse, a minha pátria é a minha língua, eu penso que poderemos com propriedade dizer que a nossa pátria também é a nossa arquitectura. Daí o dever de a conhecermos e de a defendermos em comum, (…).
(…) O que digo aos alunos é que visitem obras de arquitectura, vejam as cidades, anotem e desenhem, decifrem, comparem, especulem, inventem, (…).
Alexandre Alves Costa, in Introdução ao Estudo da História da Arquitectura Portuguesa (FAUP, 1995)
«O homem primitivo parou sua carreta; decide que aqui será seu chão. Escolhe uma clareira, derruba as árvores mais próximas, aplana o terreno em torno; (…) Para construir bem e para repartir seus esforços, para a solidez e utilidade da obra, ele tomou medidas, admitiu um módulo, regulou seu trabalho, (…). Medindo, ele estabeleceu a ordem. Para medir, tomou seu passo, seu pé, seu cotovelo ou seu dedo. (…) criou um módulo que regula toda a obra; e esta obra está em sua escala, em sua conveniência, em seu bem-estar, em sua medida. Está na escala humana. (…)
Mas ao determinar as distâncias respectivas dos objectos ele inventou ritmos, ritmos sensíveis ao olho, nítidos nas suas relações. (…) O traçado regulador é uma satisfação de ordem espiritual que conduz à busca de relações engenhosas e de relações harmoniosas. Ele confere à obra a euritmia. (…) A escolha de um traçado regulador fixa a geometria fundamental da obra. (…)

Porta Saint-Denis, Paris
(Blondel, séc. XVII)
A massa principal é fixada, a abertura da porta é esboçada. Um traçado regulador imperativo, sobre o módulo de 3, divide o conjunto da porta, divide as partes da obra em altura e em largura, regula tudo sobre a unidade do mesmo número. (…)»
Le Corbusier, in Por uma Arquitectura (1998, Ed. Perspectiva, S. Paulo) (Vers une Architecture (1923, 1958))
Há algo de inerte e intemporal na lógica dos sistemas operativos arquitectónicos. Algo que nos permite falar de equilíbrio, de tensão, de percurso, de dimensão, e que é isento de uma expressão plástica adicional. Existem elementos qualificadores da imagem, que, para além das vertigens criativas conjunturais, reflectem um sentimento ancestral de composição, de simetria, de contemplação dos valores humanos imutáveis, a que poderemos chamar éticos e estéticos.
Existe um sentido racional, geométrico, intuitivo, que nos permite decifrar o erro, identificar o correcto. Nada disto tem suporte na tratadística; tudo isto foi perseguido pela tratadística. O incómodo ou o prazer causado pelos diversos sistemas formais que nos envolvem têm um suporte plástico, geométrico, físico, palpável. O gosto não se restringe a um “porque sim”. (…)».
Luís Conceição (enunciado deste exercício em anos lectivos anteriores)
2. Enunciado
(grupos de 3 / 4 pessoas)
Considere um edifício ou um conjunto edificado.
Exprima-o, decomponha-o, explique-o e descubra-o, segundo as vertentes a seguir enunciadas:
• materialidade - carga, massa, materiais de suporte
• sistema distributivo - entrada, circulação horizontal / vertical; tipologia
• epiderme - relação dentro / fora; luz / sombra; plasticidade
• geometricidade - simetria, axialidade, traçados reguladores
• inserção urbana - afirmação, neutralidade, capacidade generativa
3. Apresentação e prazos
• 6 de Janeiro
apresente constituição do grupo e proposta de estudo de edifício ou conjunto edificado, a ser aprovado pelos docentes
• 17 de Março
pré-entrega: esboço do trabalho definitivo, a entregar em 19 de Maio
• 19 de Maio
Dossier A4 contendo:
curta recensão escrita (autoria, enquadramento histórico, teórico e crítico); esquemas planimétricos e altimétricos interpretativos
Modelo tridimensional sintético
Apresentação para toda a turma do trabalho, recorrendo a organigramas, gráficos, projecções, filmes, etc. Com carácter teatral, festivo e convincente (vale quase tudo).
Setúbal, 21 de Dezembro de 2005
Publicado por Helena Pinto às 05:46 PM
Arquitectura Analítica - 3º exercício
ARQUITECTURA ANALÍTICA - 1º ANO
Ano lectivo 2005-2006
Publicado por Helena Pinto às 05:22 PM
janeiro 05, 2006
Arquitectura Analítica - 2º exercício 2005-2006
Publicado por Helena Pinto às 11:31 AM
maio 14, 2005
Arquitectura Analítica - 4º exercício 2004-2005
O Abrigo
Confrontando-se no Universo com as suas dúvidas, o Homem estabelece, relativamente à Natureza, de que é biologicamente parte integrante, uma relação de insegurança, por um lado, e de tentativa de compreensão, por outro, que o leva a tentar domesticá-la.
Construção da cabana primitiva, segundo Filarete
Habitar entre o céu e a terra, significa, assim, estabelecer na natureza lugares artificiais, adaptados aos processos e aos meios de sobrevivência e de conforto que, em cada sistema cultural dominam e determinam um imaginário colectivo. A arquitectura das culturas primitivas pode, deste modo, ser interpretada como sendo a compreensão da natureza, definida em termos de facto, ordem, carácter, luz e tempo.
Cabanas primitivas reconstruídas por Perrault, a partir de Vitruvio
No seu habitáculo, o homem refugia-se da natureza e da acção incontrolável das suas forças. Esse artefacto arquitectónico constitui, deste modo, um espaço domesticado, e um retiro. O seu desenho, conteúdo e modo de apropriação diferem, contudo, de pessoa para pessoa, de cultura para cultura, de época para época. Ficam, no entanto, as relações ergonómicas, a expressão das funções vitais, o natural desejo de instituição de um refúgio seguro, confortável e confortante.
O habitáculo torna-se, assim, na sua essência mínima um refúgio uterino, simbolicamente representando o mundo e a vida na sua totalidade, e concretizando o conhecimento que o homem tem do seu meio: a paisagem natural da sua cultura.
Enfim, o mundo para ser compreendido, tem que ser interpretado, eis porque o Homem, para se “sentir em casa”, deve humanizar o que lhe pertence.
Luís Conceição
(Doutor Arquitecto, anterior regente da disciplina)
A cabana segundo Milizia
Viollet-Le-Duc e o primeiro abrigo
A cabana primitiva segundo Oscar Niemeyer
(Mais imagens e textos)
(Mais imagens e textos)
1. Tema
Estabeleça uma relação espacial com o sítio que lhe foi indicado (Quinta de S. Paulo), e configure, em suporte arquitectónico, um retiro de meditação e introspecção para um eremita contemplativo. Projecte-se na personagem do eremita. Construa-lhe um abrigo.
Institua, como programa funcional, as acções mínimas do quotidiano: alimentação, higiene e repouso; e ainda meditação, refúgio, recreio.
Entenda-o como um território edificado/não edificado. Estabeleça uma relação com a envolvente dominada pela natureza. Procure entender e justificar as premissas edificatórias e formais em função das características do lugar.
Recorra, para a construção, a materiais simples: terra, madeira, pedra, lona, cordas. Não se deixe intimidar pelos processos construtivos, colocando em primeiro lugar os aspectos de ordem conceptual. Seja imaginativo e exigente.

foto aérea da Quinta de S.Paulo
2. Apresentação e prazos
19 de Maio
Escolha do sítio, primeiras opções, programa de intenções.
Caderno com registos gráficos e textos
2 de Junho
Estudo prévio
Localização, esquissos de implantação (sobre planta topográfica a fornecer pelos docentes)
Plantas, cortes, alçados e maqueta de estudo (esc. 1:100)
Até 9 de Junho
Apresentação e discussão do estudo prévio
Julho (data a indicar, coincidindo com a 2ª frequência)
Entrega final (esc. 1:20) - plantas, cortes e alçados e maqueta de apresentação
Apresentação e discussão final do projecto.
Setúbal, 12 de Maio de 2005
Publicado por Helena Pinto às 09:29 AM
abril 08, 2005
3º exercício
ARQUITECTURA ANALÍTICA - 1º ANO
Ano lectivo 2004-2005
Docentes: Mestre Arqª Helena Pinto
Arqº Estº Luís Lourenço
3º. Exercício Individual
1.Introdução
dois poemas de Eugénio de Andrade
A Casa
Nem sempre a luz vem assim:
salta como um rapaz muro após muro,
entra pela janela.
O brilho dos medronhos chega ao fim:
extrema ponta dos dias,
aproximação da água.
Dia feito para a música, dizias;
ou para a dança, acrescentavas:
ritmo puro, sustido.
De muro em muro, sem nenhum peso,
entra pela casa.
Agora é ela que dorme comigo.
De palavra em palavra
De palavra em palavra
a noite sobe
aos ramos mais altos
e canta
o êxtase do dia.
2. Enunciado
• Tome como ponto de partida estes poemas e os conceitos bipartidos (dois mundos opostos e complementares): luz/trevas, dia/noite, claro/escuro, transparente/opaco.
• Estude, leia e analise o corte dado.
• Imagine e invente o espaço e a construção que este corte representa
• Desenhe a planta, outro corte e os alçados dessa construção.
3. Apresentação e prazos
• 31 de Março
esquemas gráficos, desenhos, textos, colagens, imagens e modelos tridimensionais de estudo
• 14 de Abril
Dossier A4 contendo:
Pequena memória descritiva e justificativa
Representação gráfica rigorosa - plantas, cortes e alçados (escala 1:50)
Modelo tridimensional (escala 1:50)
Setúbal, 10 de Março de 2005
Publicado por pTd às 01:50 AM