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outubro 29, 2005

Recuperação dos Claustros - IPS

Apresentação e Discussão Pública da intervenção de recuperação dos Claustros do edifício dos Serviços da Presidência do Instituto Politécnico de Setúbal
2 Novembro 2005 - 17 h

Pátio dos Claustros

Publicado por Helena Pinto às 09:01 AM

outubro 25, 2005

Mapa de Estágios Curriculares 2005

Estágios Outubro 2005
Estágios Julho 2005

Publicado por Helena Pinto às 05:28 PM

outubro 24, 2005

projecto II - 1º exercício 2005-2006

JANGADA - TEATRO

teatroRossi.jpgAldo Rossi, 1979
Esquisso do Teatro del Mondo para a Bienal de Veneza.

1 - INTRODUÇÃO

“(...) Para si, os elementos geométricos, as formas básicas de cubo, cilindro e prisma, não reduzíveis ganham um «significado precioso» ao longo da história. O designer – segundo Rossi – combina os blocos de construção da tarefa que se encarregou, de acordo com as regras lógicas da ordem, como se partisse de um conjunto de blocos de recordações. O local para esse acontecimento é a cidade histórica: é esse o cenário teatral onde as pessoas desempenham somente papéis mudos. Aparecem, caminham uma curta distância e depois saem. Por conseguinte as memórias de Rossi não têm qualquer inscrição, porque não há nenhuma linguagem para além da geometria que possua durabilidade. As semelhanças com o teatro vêem-se bem: tal como uma janela para uma outra realidade, elas conferem uma expressão visual a excursões metafísicas.”
In GÖSSEL, Peter – Arquitectura no Século XX.
Köln: Taschen, 2001. p. 307.

A partir dos teatros do século XVIII, a que remonta a antiga tradição veneziana do teatro flutuante, que ancorava na cidade aquando do Carnaval, Aldo Rossi projectou um teatro-jangada em estrutura tubular de ferro e madeira. Construído para a Bienal de Veneza, de 1980, o Teatro del Mondo funcionou como uma Arca de Noé cultural durante o período em que esteve instalado na Punta della Dogana, sendo mais tarde rebocado para Dubrovnik e, por fim, desmantelado. O arquitecto italiano “desviando-se” da tipologia e da forma tradicional, orientou-se para o palco central de Shakespeare, mas, conceptualmente referia-se ao projecto como “um lugar onde a arquitectura terminasse e o mundo da imaginação começasse”

2 - ENUNCIADO

Após uma investigação sobre a evolução tipológica e formal dos teatros e uma pesquisa cuidada sobre o Teatro del Mondo de Aldo Rossi, cada aluno procederá à escolha de local e um percurso para o seu TEATRO-JANGADA.
Este exercício pretende, de um modo didáctico, fazer a transposição de um conjunto de referências funcionais, tipológicas, poéticas, espaciais e históricas para o plano do desenho e do modelo tridimensional. A passagem de uma situação efémera para a construção – o perene.

A cidade de Setúbal é banhada pelo rio Sado e situa-se junto à serra da Arrábida, tendo por estes motivos, uma situação privilegiada com a água e com a natureza. Este exercício pretende um conhecimento da orla marítima junto a Setúbal e junto a Tróia, permitindo a escolha de um local de ancoragem do teatro-jangada e de um possível percurso entre as duas margens do rio.

Pretende-se que o aluno elabore um programa de acordo com o enunciado e com as premissas propostas para este exercício. Deve ter em conta todas as especificidades funcionais mas também técnico-construtivas.

3 - OBJECTIVOS

”O que é a arquitectura? A expressão cristalina dos mais puros pensamentos humanos, do seu fervor, da sua humanidade, da sua fé, da sua religião. Mas quantos dos que vivem esta época compreendem completamente ainda a natureza omnisciente, beatificante da arquitectura? Vede, atravessamos as nossas ruas e quereríamos chorar de vergonha nestes desertos de brutalidade. As armadilhas cinzentas, vazias, estúpidas em que vivemos e trabalhamos, constituirão um triste legado para a posteridade. Há uma consolação para mim, a ideia, a construção de uma ideia de arquitectura, ardente, corajosa, destinada a satisfazer a época ridente que virá. Queiramos, ideemos e criaremos juntos as novas concepções construtivas.”

Apollon in Democracy – Walter Gropius (1883-1969)

Este exercício pretende de uma forma muito marcante relacionar o conceito do projecto e de todos os elementos constituintes desta disciplina (espaço, forma, estrutura, ritmo, proporção, equilíbrio, representação) com as disciplinas mais técnicas: estática, estruturas e tecnologias.
O projecto deve, na sua proposta final, através dos desenhos, textos e maquetas mostrar uma vertente técnica e construtiva, em que as soluções adoptadas e os materiais utilizados funcionem como elementos de consonância e de exaltação da parte conceptual desenvolvida.

Despertar para a análise do objecto arquitectónico tendo em conta a história, o designer, o contexto, o simbólico, o tipológico e o construtivo. Estudar e analisar de forma cuidada alguns exemplos significativos do programa pretendido. Reflectir tendo em conta alguns textos teóricos paradigmáticos sobre o tema.

teatroRossi1.jpg

4 – APRESENTAÇÃO

As peças desenhadas serão apresentadas em dois painéis (suporte rígido) de formato a1. Farão parte destes painéis os seguintes elementos:
Planta de Localização – esc. 1/1000,
Plantas, Cortes e Alçados – esc. 1/100
Pormenores Construtivos – esc. 1/20

Do processo farão parte todos os estudos de concepção e pesquisa de material relevante, desenvolvidos ao longo da pesquisa, permitindo uma leitura adequada da evolução de todo o trabalho. Este documento será apresentado em formato normalizado, dobrado em A4.
Maqueta em cartão ou balsa – esc. 1/100.
O trabalho termina com a apresentação oral por parte de cada aluno.

Entrega final – 28 de Novembro de 2005.

Bom trabalho.
Setúbal, 3 de Outubro de 2005

Miguel João Mendes Santiago Fernandes
Hugo Nazareth Fernandes de Cerqueira
Arquitectos

Publicado por Helena Pinto às 11:17 PM

outubro 21, 2005

Projecto IV - 1º exercício 2005-2006

Entrega até 20 de Dezembro 2005
Enunciado

Publicado por Helena Pinto às 11:54 PM

outubro 20, 2005

Exponor CONCRETA 2005

CONCRETA 2005
concreta.gif

21ª Feira Internacional de Construção e Obras Públicas
26 - 30 Outubro 2005

Conferências (I)MATERIALIDADE na ARQUITECTURA
nos dias 28 (Souto Moura) e 29 (Ábalos & Herreros)
Panfletos e formulários de inscrição na portaria e na reitoria da UMS

Actividades paralelas

Dia 26 de Outubro
- Dia do Comerciante - Marcação CE
- Prémio Engenheiro do Futuro

Dia 27 de Outubro
- 1º Encontro sobre Segurança em Trabalhos de Altura
- Seminário: Sustentabilidade e Certificação
- Seminário: Conflitos em Direito das Empreitadas
- Seminário: Estacas-Pranchas em Obras Portuárias
- Seminário O Vidro na Construção
- Protecção Passiva como garante da Prevenção contra Incêndios em Edifícios
- Acção de Formação: A Segurança na Construção Civil

Dia 28 de Outubro
- Contingency Permanent Recruitment
- Conferência sobre Domótica - Gestão Inteligente de Espaços e Eficiência na Engenharia de Edifícios
- Evento Ecomateriais - Seminário
- Lançamento do Livro Pavilhão Multi-Usos de Viana do Castelo - Eduardo Souto Moura

Dia 29 de Outubro
- Seminário Conhecer Antes de Intervir: Inspecções e Ensaios com vista à Reabilitação Estrutural de Edifícios Antigos

Dias 28 e 29 de Outubro
- Conferências de Arquitectura: (I)Materialidade na Arquitectura Contemporânea

Todos os dias
- Evento Ecomateriais: Exposição e Livro Ecomateriais

Publicado por Helena Pinto às 08:21 AM

Experimenta Design 2005

exd05.gif

Experimenta

CASA PORTUGUESA modelos globais para casas locais
Até 30 Outubro
Cordoaria Nacional / Torreão Nascente
Av. da Índia, Lisboa
12.00h - 19.00h (fecha às segundas e feriados)

Publicado por Helena Pinto às 01:14 AM

outubro 18, 2005

Identidades

Santiago de Compostela 20, 21, 22 de Outubro
Encontros de arquitectura

Publicado por Helena Pinto às 09:38 AM

outubro 08, 2005

PROJECTO 4 - programa 2005-2006

disciplina anual (12 horas teórico-práticas por semana)

Docentes
Prof. Arq.º Carlos Miguel (regente)
Mestre Arq.º José Sérgio F. Spencer

Objectivos gerais
O programa do ano propõe como objectivo primordial, que o aluno alcance a maturidade ao nível do projecto necessária para estabelecer a relação entre os conhecimentos adquiridos nas várias disciplinas curriculares.
Procurar-se-á a integração dos conhecimentos sectoriais adquiridos nos anos anteriores, quer no plano cultural e arquitectónico, quer no plano tecnológico.

Programa
O conjunto de exercícios a desenvolver ao longo do ano procuram estabelecer a transição dos conhecimentos adquiridos ao longo dos anos lectivos, numa aproximação à prática profissional futura.
Os programas deste ano incidem essencialmente na área temática dos equipamentos públicos, sempre relacionados com o território, quer na vertente urbana quer na paisagística.
Os exercícios propostos correspondem a pretensões de diferentes câmaras municipais da região, procurando simular-se uma relação de cliente/arquitecto através do contanto privilegiado
com essas entidades públicas.

Exercícios

Serão desenvolvidos três (3) exercícios práticos que de forma complementar procurarão desenvolver os objectivos referidos, para que o aluno possa proceder ao reconhecimento dos diversos elementos constitutivos da metodologia de projecto:

1º Exercício – (exercício de curta/média duração)
Pretende-se com este exercício estabelecer uma primeira avaliação dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso, possibilitando o desenvolvimento de um projecto até à fase de execução, com especial consideração pelos materiais e métodos construtivos.
O programa consiste num projecto tipo para uma ONG, que pretende alojar equipas de técnicos projectistas em diferentes pontos do mundo, para efectuarem acções de apoio às populações carenciadas.
Este exercício está coordenado com a disciplina de Gestão de Projecto e Obra, servindo de base de trabalho para a matéria aí ministrada.

2º e 3º exercícios
Os exercícios consistem no desenvolvimento de uma proposta de intervenção urbana e diversas peças de equipamentos públicos para o complexo mineiro do Lousal.
Este exercício/projecto será desenvolvido em coordenação com a disciplina de Desenho Urbano.
Propõe-se que sejam elaboradas propostas de intervenção urbana de pequena escala, que procurem estabelecer a integração das minas com o tecido urbano contíguo e com a paisagem natural envolvente.
O exercício tem como objectivo, levar os alunos a desenvolver um reflexão alargada sobre diferentes questões levantadas pelo discurso da arquitectura – da escala do território até às escalas do projecto de execução, integrando os conhecimentos adquiridos no âmbito das
diferentes disciplinas que compõem o curso.

Metodologia
As aulas desenvolvem-se numa estreita relação entre o acompanhamento dos exercícios práticos e aulas teóricas que serão introduzidas pontualmente como forma de apoio aos trabalhos específicos.
Serão efectuadas visitas a obras de arquitectura, bem como aulas especiais com a participação de arquitectos convidados.

Avaliação
A avaliação será continua, efectuada através do acompanhamento dos trabalhos e implementando o sistema de apresentações orais em fases intermédias e finais.

Interdisciplinariedade
Desenho Urbano – definição de programas e em apoio de projecto na área da sua integração urbana.
Gestão de Projecto e obras – como suporte das opções de projecto.

Bibliografia geral (títulos existentes na biblioteca a negrito)

Aalto, Alvar - La Humanizacion de la Arquitectura - Cuadernos Infimos 81, Tusquets Editores
Boullée, Étienne-Louis - Arquitectura. Ensayo sobre el Arte - 1985, Editorial Gustavo Gili
Hayes, K. Michael - Architectural Theory since 1968 - MIT Press
Helder, Herberto - Os passos em volta - 1963, Assirio e Alvim Ed.
Kahn, Loius I. - Conversa com estudantes - 2002, Editorial Gustavo Gili.
Koolhaas, Rem - Delirious New York - 1994, 010 Publishers, Rotterdam
Loos, Adolf - Paroles dans le Vide - 1979, Editions Champ Libre.
Mies van der Rohe, Ludwing - Escritos, diálogos - Coleccion de arquitectura .1, Colegio oficial de aparejadores y arquitectos técnicos, libreria yerba, murcia 1993.
Nesbit, Kate - Theorizing a new agenda for architecture: An anthology of architectural theory 1965-1995 – Princeton architectural press.
Tanizaki, Junichiro - Elogio da sombra - Relógio d'água, ed.
Terragni, Giuseppe – Manifestos, memorias, borradores y polémica - coleccion de arquitectura, 2004, editorial Gustavo Gili.

Publicado por Helena Pinto às 04:25 PM

DESENHO URBANO - programa 2005-2006

disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)

Docentes
Mestre Arq.º Miguel Peres Gentil Berger

1. Objectivos
Esta cadeira formatar-se-á enquanto continuação e, de alguma forma corolário, da de URBANISMO, ministrada no ano curricular anterior, constituindo-se como que uma sua concretização detalhada e estruturalmente mais complexa ao nível do fenómeno urbano.

A disciplina de Desenho Urbano tem portanto como objectivo confrontar os alunos com a prática consciente e disciplinarmente integrativa dos vários saberes já curricularmente adquiridos, concretizada através do desenho de estruturas urbanas pormenorizadas, entendido este como exercício de articulação dos elementos constitutivos dessas mesmas estruturas, bem como da configuração das suas formas possíveis.

2. Metodologia
O método a seguir no enquadramento dos alunos desenvolver-se-á através da sua condução na abordagem teórica e prática das diferentes escalas de estudo e desenho de um dado território – ‘estudo de caso’ – como meio de preparar e fundamentar a subsequente concretização de uma sua proposta de desenho detalhado para uma pequena parcela desse mesmo território, quer ao nível do conjunto urbano, como da peça arquitectónica singular.

A disciplina abordará portanto um sistema territorial com uma problemática diversificada e complexa abarcando desde a preservação e recuperação patrimonial, até à reconversão, ambiental e paisagística. O programa da disciplina incidirá também no estudo, análise e investigação do fenómeno urbano como suporte de uma memória cultural, e civil, e do seu entendimento enquanto arquitectura.

Serão temas de reflexão e de prática operativa as questões da:
. Tipologia – tipologia edificativa, urbana e do espaço público.
. Estrutura do tecido urbano – a rua; a praça; as áreas homogéneas. O traçado primário e secundário.
. Forma urbana.

Entretanto a componente teórica visará estimular os alunos na investigação conceptual subjacente às diferentes componentes da problemática projectual proposta, englobando:
. A caracterização das temáticas do ‘’estudo de caso’;
. A caracterização do território, interpretação critica dos instrumentos de planeamento;
. O estudo de modelos conceptuais;
. A leitura e crítica de textos e conteúdos bibliográficos com realização de pequenas sinopses temáticas, bem como a assistência de conferências e participação em visitas de estudo relacionadas com a problemática disciplinar.

A componente prática abarcará por sua vez:
. A selecção e análise crítica comparativa de modelos urbanos de temática análoga ao ‘estudo de caso’ proposto;
. A caracterização do território e a leitura e interpretação critica dos instrumentos de planeamento nele vigentes;
. O estudo e desenvolvimento de modelo (s) conceptuais;
. A identificação e caracterização das ‘unidades de paisagem’;
. O desenho urbano;
. O projecto arquitectónico singular.


3. Sítio
Os exercícios a desenvolver incidirão sobre a pequena vila mineira do Lousal, pertencente ao Concelho de Santiago do Cacém, onde actualmente se desenrola uma riquíssima e bem sucedida experiência de recuperação e reconversão urbana e do seu respectivo património industrial, a par do desenvolvimento e concretização de estratégias urbanas de vitalização da comunidade e da estrutura ambiental do lugar.

4. Aulas
Os exercícios serão acompanhados por aulas de experimentação, com acompanhamento e esclarecimento aos trabalhos desenvolvidos pelos alunos, intercaladas por aulas de exposição de matéria teórica base.

4.1. Caderno Diário
O percurso do ano será acompanhado por um pequeno livro de esbocetos e apontamentos diversos onde os alunos registarão de forma impressiva os aspectos discursivos e gráficos com especial relevância para o tema e problemáticas territoriais e disciplinares a abordar no decurso do ano lectivo e que constituam as suas referências de memória. Este caderno servirá para exercitar a prática do desenho bem como a sua desejável intersecção com a palavra enquanto referência analógica, poética e discursiva.

4.2. Fichas A5 dos trabalhos
De todos os trabalhos gráficos serão elaboradas pequenas fichas em formato A5 até um máximo de 5 páginas numa estrutura gráfica uniforme para todos os alunos, que funcionará como base para a concretização de uma publicação final do ano.

Nestas páginas os alunos terão de mostrar a abordagem ao sítio e tema do ano, através de uma sintetize do trabalho desenvolvido na disciplina recorrendo às peças elaboradas durante o ano lectivo – esquemas, croquis, esquissos, desenhos rigorosos, memórias descritivas, etc.

5. Avaliação
A avaliação será contínua, efectuada através do acompanhamento e da apreciação do desenvolvimento dos trabalhos, complementada por exercícios de avaliação pontual e da participação e presença nas aulas e possui três componentes: a já referida avaliação continua, a avaliação periódica que incide sobre as apresentações públicas de cada um dos trabalhos etápicos realizados e um exame final, realizado perante júri, onde se avalia o resultado global de todos os trabalhos do ano, tendo em conta as classificações anteriores e as outras componentes de avaliação.

Será feito um registo de presenças em todas as aulas, relevando para a apreciação global um mínimo de 60 % presenças nas aulas.

6. Interdisciplinaridade
Como atrás já ficou referido, pretende-se que os alunos possam vir a integrar nos exercícios propostos, conceitos e conteúdos assimilados nas diferentes disciplinas dos anos anteriores, bem como do ano em curso tais como:

. Projecto – como disciplina própria, de referência nomeadamente nas questões das tipologias edificativas e da configuração da forma edificada da cidade.
. Reabilitação – como reflexão relacionada com a revitalização dos centros históricos.

Bibliografia de referência (títulos existentes na biblioteca a negrito)
. A Arquitectura da Cidade – Aldo Rossi – Gustavo Gilli
. Arquitectura da Cidade, Limite da Forma Urbana – Luís Afonso – FA UTL – Tese
. Morfologia Urbana e Desenho da Cidade – José Lamas – Fundação Gulbenkian / Fundação para a Ciência e Tecnologia, Lisboa, 2000.
. Formas Urbanas – Jorge Carvalho – Ed. Minerva Coimbra
. Ordenar a Cidade – Jorge Carvalho – Ed. Quarteto
. L’Urbanisme, utopies et realités – une anthologie – Françoise Choay – Ed. Seuil
. A linguagem silenciosa – Edward T. Hall – Ed. Relógio d’Água
. Elementos de Analisis Arquitectónico – José Manuel Garcia Roig – Ed. Univ. Valladolid
. Análise das tipologias urbanas – Luciano Patetta
. On Adam’s House in Paradise – The Idea of the Primitive Hut in Architectural History – Joseph Rykwert – Ed. MIT Press
. Textos de apoio e enquadramento específicos serão facultados gradualmente durante o decurso do ano lectivo.

Bibliografia complementar
ALBERTI, Leon Battista
L’Art D’edifier”, Éditions du Seuil, Paris, 2004.
ALEXANDER, Christopher
Uma cidade não é uma árvore”, in revista Arquitectura nº 95, Fevereiro 1967.
AYMONINO, Carlo
O Significado das Cidades”, Editorial Presença, Lisboa, 1984.
BENÉVOLO, Leonardo
Diseño de la ciudad vol. I., vol II, vol, III, vol IV, vol V La descripción del ambiente”, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1982.
CASTELLS, Manuel
"A Questão Urbana", Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1983.
CHOAY, Françoise
La règle et le modèle, Éditions du Seuil, Paris, 1980.
CHOAY, Françoise
L'Allégorie du Patrimoine, Éditions du Seuil, Paris, 1992.
CULLEN, Gordon
"A Paisagem Urbana”, Ed. 70, Lisboa.
FRAGA, Francisco Javier Monclús; BAÑALES, José Luis Oyón,
Elementos de Composición Urbana”, Edition UPC, Barcelona, 2001.
FRAMPTON, Kenneth
História Crítica da Arquitectura Moderna”, Martins Fontes, São Paulo, 1997.
GIEDION, Sigfried
Space, Time and Architecture”, Harvard College, 1982.
HALL, Peter
Cities of Tomorrow, Basil Blackwell, Oxford, 1988.
HOLL, Steven
Entrelazamientos, Steven holl, obras e proyectos, 1989 – 1995”, Gustavo Gili, Barcelona, 1997.
JENCKS, Charles
Movimentos Modernos em Arquitectura”, edições 70, Lisboa, 1992.
KOSTOF, Spiro
The City Assembled. the elements of urban form through history”, Thames & Hudson, Londres, 1992.
KOSTOF, Spiro
The City Shaped, Thames & Hudson”, Londres, 1991.
KRIER, Leon
"Arquitectura, escolha ou fatalidade"
KRIER, Robert
"L'Espace de Bâtir les Villes", Ed. Archives d'Architecture Moderne, Bruxelas, 1975.
KRIER, Robert
El espacio urbano”, Editorial Gustavo Gili, S.A.,Barcelona, 1981.
LAVEDAN, Pierre
Géographie des Villes”, Gallimard, Paris, 1959.
LE CORBUSIER
Maneira de pensar o Urbanismo”, Publicações Europa-América, Sintra, 1977.
LE CORBUSIER
La Charte d'Athènes”, Éditons de Minuit, SL, 1957.
LE CORBUSIER
The Modulor”, Fondation Le Corbusier, Paris, 2001.
LE CORBUSIER
Urbanismo”, Martins Fontes, São Paulo, 1992.
LEFEBVRE, Henri
La prodution de l'espace”, Anthropos, Paris, 2000.
LÔBO, Margarida Souza
Planos de Urbanização. A Época de Duarte Pacheco”, Direcção Geral do ordenamento do Território; Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Porto, 1995.
LYNCH, Kevin
A Imagem da Cidade”, Edições 70, 1982.
LYNCH, Kevin
A Boa Forma da Cidade”, Edições 70, 1999.
MEISS, Pierre von
De la Forme au Lieu (Une introduction à l’étude de l’architecture)”, .......
MERLIN, Pierre
L'Urbanisme”, Presses Universitaires de France, Paris, 1991.
MERLIN, Pierre; CHOAY, Françoise
Dictionaire de l'Urbanisme et de l'Aménagement”, Presses Universitaires de France, Paris, 1988.
MERLEAU-PONTY
O olho e o espírito”, Veja, 2002.
MERLEAU-PONTY
Fenomenologia da Percepção”, Martins Fontes, São Paulo, 1994.
MONTANER, Josep Maria
Arquitectura e Crítica”, Gustavo Gili, Barcelona
MONTANER, Josep Maria
Depois do Movimento Moderno, Arquitectura da segunda metade do século XX”, Gustavo Gili, Barcelona, 2001.
MORRIS, Anthony
Historia de la forma urbana. Desde sus orígenes hasta la Revolución Industrial”, Editorial Gustavo Gili S.A., Barcelona, 1991.
MUMFORD, Lewis
A cidade na História, suas origens, transformações e perspectivas”, Martins Fontes, São Paulo, 1982.
NORBERG-SCHULZ, Christian
Arquitectura Occidental, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1999.
NORBERG-SCHULZ, Christian
Genius Loci
PALLADIO, Andrea
Les quatre livres de l'architecture”, Arthaud, Paris, 1980.
PANERAI, Philippe; DEPAULE, Jean-Charles; DEMORGON, Marcelle
Analyse Urbaine”, Éditions Parenthèses, 1999.
PANERAI, Philippe; MANGIN, David
Project Urbain”, Éditions Parenthèses, Marselha, 1999.
POÈTE, Marcel
"Introduction à l'Urbanisme", Boivin, Paris, 1929 - 1ª edição. Reedição Col. Société et Urbanisme, Edit. Anthropos, Paris, 1974.
PORTAS, Nuno
Cerdà e os traçados”, in revista Arquitectura nº138, Setembro/Outubro 1980.
RAGON, Michel
Histoire Mondiale de l’architecture et l’urbanisme Modernes, Pratiques et méthodes, 1911 - 1971”, Editions Casterman, 1972.
ROWE, Colin; KOETTER, Fred,
Ciudad collage”, Gustavo Gili, S.A., Barcelona,1981.
RIBEIRO TELLES, Gonçalo; CALDEIRA CABRAL, Francisco
A Árvore em Portugal”, Assírio Alvim, Lisboa, 1999.
SORIA Y MATA, Arturo
La Cité Linéaire”, Centre d'Etudes et de Recherches Architecturales, Paris, 1979.
UNWIN, Raymond
Town Planning in Practice. An Introduction to the Art of Designing Cities and suburbs” - Ficher Unwing, London, 1909/1911. Tradução castelhana: “La Práctica del Urbanismo, una Introducción al Arte de Proyectar Ciudades y Barrios”, Gustavo. Gili, Barcelona, 1984.
VENTURI, Robert
Complexity and Contradiction in Architecture”, The Museum of Modern Art, New York, 1966.
VITRÚVIO, Marco Poleão
Os dez livros de Arquitectura”, Departamento de Engenharia Civil; Instituto Superior Técnico, Lisboa, 1998.
ZUMTHOR, Peter
Pensar la Arquitectura”, Gustavo Gili, Barcelona, 2004.

Publicado por Helena Pinto às 04:15 PM

REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS E SÍTIOS - programa

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Mestre Arq.ª Manuela Tomé

Objectivos Gerais
Pretende-se transmitir aos alunos uma preparação que lhes permita obter a sensibilidade, cohecimentos e metodologias conceptuais e processuais necessários à resoluçãoo da reabilitação da matéria edificada, seja ela edifício ou conjunto.
Para se intervir numa pré existencia é necessario conhecê-la e compreendê-la. Desenvolver os processos de análise e de sentido críitico que, juntamente com os conhecimentos adquiridos em interdisciplinaridade, nos permitam entender a continuidade dinâmica do objecto da intervenção e chegar a uma solução de respeito pela sua identidade e autenticidade em articulação com as mais recentes necessidades de uso conjugadas com a necessidade de introdução de novas tecnologias, no contexto a preservar, e a atitude a atingir.
Reabilitar impõe-nos também o conhecimento do quadro legal mais directamente relacionado com a salvaguarda do património arquitectónico, dos vários intervenientes no processo e dos procedimentos processuais que se tornam necessários na abordagem da intervenção.

Programa
- Introdução à Disciplina
- Introdução às matérias a desenvolver
- Bibliografia Geral e Específica
- Património, um valor a preservar
- Valor patrimonial de edifícios e sítios
- Conceitos e seu significado
- Enquadramento legal
- Legislação aplicável a acções de salvaguarda do património imóvel
- Procedimentos para a classificação de imóveis
- Cartas e convenções sobre património imóvel
- Agentes intervenientes num processo de reabilitação
- Metodologia processual de intervenção
- Estudos preliminares
- Inventariação de edifícios e de conjuntos urbanos
- Tipificação
- Definição de objectivos
- Definição das áreas de intervenção
- Acções para a valorização do património

Inter-relação disciplinar
0 programa foi delineado fazendo apelo aos conhecimentos já adquiridos pelos alunos ao longo do curso, nomeadamente nas disciplinas e matérias que a seguir se indicam e no pressuposto de uma estreita ligação interdisciplinar com as matérias do ano a que diz respeito.

ARQUITECTURA ANALÍTICA Função e forma
Construção e Forma
Tipologia dos espaços
Proporção escala e dimensão

ANTROPOMETRIA E ERGONOMIA Tipos da proporções
Numero de Ouro - Proporção divina ou áurea
Metrologia
Ergonometria

PROJECTO I Questões de Tipologia
Questões de análise morfológica
Os materiais e os processos de construção

TECNOLOGIAS I Caracterização física, química, patológica e ambiental dos materiais

ESTÁTICA Comportamento mecânico dos materiais empregues em estruturas

TECNOLOGIAS II Sistemas construtivos

TECNOLOGIAS III Sistemas construtivos

HISTÓRIA DA ARQUITECTURA PORTUGUESA A arquitectura na região de Setúbal
A arquitectura popular
0 estilo chão e a tradição Urbana portuguesa nos Sec XVI a XVIII
A arquitectura Portuguesa no Sec XX

Metodologia
Haverá uma incidência teórica e uma incidência prática. A componente prática incidirá em trabalhos a executar pelos alunos, onde serão aplicados os conhecimentos adquiridos no âmbito da matéria leccionada, que serão apresentados e discutidos em grupo, por fases correspondentes à respectiva aprendizagem.

Avaliação
Componente Prática 40% Componente Teórica 60%
A avaliação prática será processada através da apresentação e discussão dos exercícios a desenvolver por grupos de cinco alunos no decorrer das aulas práticas correspondentes aos módulos de matéria do programa.
A avaliação teórica será processada através de testes individuais e sem consulta, a terem lugar na última aula do mês de Janeiro e na última aula do ano lectivo.

Bibliografia (títulos existentes na biblioteca a negrito)

10 Anos Após o Sismo dos Açores de 1 de Janeiro de 1980, VOL.s I, n, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, 1992.
APPLETON, João Augusto da Silva - Edifícios Antigos, Contribuição Para o Estudo do seu Comportamento e Acções de Reabilitação a Empreender, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, 1991.
Arquitectura Popular em Portugal, Associação dos Arquitectos Portugueses, Lisboa, 1980.
CABRITA, António Reis, AGUIAR José, APPLETON, João - Manual de Apoio à Reabilitação dos Edifícios do Bairro Alto, Câmara Municipal de Lisboa, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, 1992.
Cartas e Convenções Internacionais, Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico I Direcção Regional de Lisboa, Lisboa, 1996.
CANTACUZINO, Sherban - Nuevos Usos Para Edificios Antigos, Editorial Gustavo Gili (S.A., Barcelona. 1979.
CHOAY, Francoise - L' Allegorie du Patrimoine, Editions du Seuil, Paris, 1992.
CORREIA, João Rosado - Monsaraz e o Seu Termo, Plano de Salvaguarda Uma Estratégia de desenvolvimento, Fundação Convento da Orada, Lisboa, 1994.
Critérios de Classificação de Bens Imóveis, Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico / Direcção Regional de Lisboa, Lisboa, 1996.
CULLEN, Gordon - Paisagem Urbana, Edições 70, Lisboa, 1984.
Legislação Nacional, Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico/Direcção Regional de Lisboa, Lisboa, 1996.
Dar Futuro ao Passado, Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico, Lisboa, 1993.
LYNCH, Kevin - .? De Que Tiempo es Este Lugar, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1972.
K1RSCHENMANN, Jorg C., MUSCHALLEK;, Christian - Diseño de Barrios Residenciales, Remodelacion y Crescimiento de la Ciudad, Editorial Gustavo Gili, SA., Barcelona, 1980.
Manual de Reabilitação do Património de Faro, Gabinete de Gestão e Reabilitação do Património Histórico, Câmara Municipal de Faro, Faro, 1997.
Monumentos, Revista Semestral de Edifícios e Monumentos, Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais Lisboa.
NORBERG-SCHULZ, Christian - Existence, Space and Architecture, London, 1971.
TEIXElRA, Gabriela de Barbosa, BELEM, Margarida da Cunha - Diálogos de Edificação Técnicas Tradicionais de Construção, Centro Regional de Artes Tradicionais, Porto, 1998.
THORNBERG, Josep Muntañola - La Arquitectura Como Lugar, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1974 TOSTÕES, Ana, SILVA, Jorge Filipe, CALDAS, José Vieira, FERNANDES, José Manuel, JANEIRO, Maria de Lurdes, BARCELOS, Nuno, MESTRE, Vítor - Arquitectura Popular dos Açores, Ordem dos Arquitectos, Lisboa 2000.
LOPES DOS SANTOS, VITOR MANUEL "0 Sistema Construtivo Pombalino" Faculdade de Arquitectura da U.T.L., Lisboa, 1995.
FOLHAS DE ACOMPANHAMENTO DA MATÉRIA - Documentos coligidos por Vítor Lopes dos Santos, U. M. Setúbal, 1999.

Publicado por Helena Pinto às 04:06 PM

DIREITO - programa 2005-2006

disciplina semestral (2 horas teóricas por semana - 2º semestre)

Docente
Dr. José dos Reis Gameiro

OBJECTIVOS GERAIS
Formação base nos conceitos e princípios jurídicos;
Identificação com a instrumentalidade do Direito na protecção do Ambiente;
Interligação da actividade administrativa pública, nas áreas do ordenamento do território e da sua ocupação, com a Arquitectura.

PROGRAMA

I- Introdução ao Direito
NORMAS SOCIAIS, NORMAS TÉCNICAS E NORMAS JURÍ-DICAS:
O DIREITO COMO INSTRUMENTO DE SOCIABILIDADE:
A COERCIBILIDADE DO DIREITO
AS FONTES DO DIREITO:
A PRODUÇÃO DO DIREITO:
OS RAMOS DO DIREITO:
INICIO E CESSAÇÃO DA VIGÊNCIA DO DIREITO:

II- O Direito do Ambiente
O AMBIENTE NA CONSTITUIÇÃO:
• Como fim do Estado;
• Como direito fundamental.
COMPOSIÇÃO DO DIREITO DO AMBIENTE:
• Componente pública
• Componente privada
O DIREITO ADMINISTRATIVO DO AMBIENTE:
• A Lei de Bases
• As leis sectoriais;
• As leis integradoras.
CONCEITOS FUNDAMENTAIS:
OS PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES:
A JUSTIÇA DO AMBIENTE:

III- O Direito do Urbanismo
ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO:
• Os Instrumentos de gestão territorial:
• Os Planos;
- classificação.
- vinculação
• Os planos de ordenamento
• As restrições à propriedade;
- Expropriações, servidões, restrições;
• Medidas preventivas;
• Instrumentos de execução dos Planos
OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO:
• As operações urbanísticas:
• O Loteamento;
• A Edificação;
OS PROCEDIMENTOS URBANÍSTICOS:
• Princípios gerais da actividade administrativa;
• Fases do procedimento;
• Tipos de procedimento:
• Decisório;
- De Licenciamento;
- De Autorização
• De planificação
• A titulação dos direitos:
• alvarás
A DEFESA DO PATRIMÓNIO NATURAL E CONSTRUÍDO:
AS VIOLAÇÕES URBANÍSTICAS:
• Embargos;
• Demolições;
• Actuações contra-ordenacionais.
AS RESPONSABILIDADES:
• Da Administração:
• Dos funcionários;
• Do operador urbanístico;
• Do Autor do projecto e do técnico responsável pela obra;

AVALIAÇÃO
É feita sobre exame final escrito, ponderado se for o caso, sobre intervenções, programadas, nas aulas, ou sobre trabalho escrito de investigação que o aluno opte por assumir.

Bibliografia
CORDEIRO, António – A Protecção de Terceiros em face de Decisões Urbanísticas, ed. Almedina, Coimbra, 1995.
CORREIA, Fernando Alves – O Direito do Ordenamento do Território e do Urbanismo, ed. Almedina, Coimbra, 2003;
CORREIA, Fernando Alves – Manual de Direito do Urbanismo, ed. Almedina, Coimbra, 2001;
COSTA, António Pereira da – Direito dos Solos e da Construção, ed. Livraria Minho, Braga, 2000;
MENDES, João Castro – Introdução ao Estudo do Direito, ed. Pedro Ferreira. Lisboa, 1997;
OLIVEIRA, Fernanda Paula Marques de – Perequação, Taxas e Cedências, ed. Almedina, Coimbra, 2001;
REIS, João Pereira – Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação, ed. Almedina, Coimbra, 2002;
VV.AA – A Execução dos Planos Directores Municipais, ed Almedina, Coímbra, 1998;
Revista Jurídica do Urbanismo e Ambiente – IDUAL, ed. Almedina, Coímbra:
“RevCEDOUA” – Revista do Centro de Estudos de Direito do Ordenamento, do Urbanismo e do Ambiente- Coímbra

Publicado por Helena Pinto às 03:59 PM

GESTÃO DO PROJECTO E OBRAS - programa 2005-2006

disciplina semestral (2 horas teórico-práticas por semana - 1º semestre)

Docente
Arq.º Roque N. Brás de Oliveira

Objectivos GeraisÉ objectivo deste curso transmitir aos alunos uma preparação que lhes permita obter a sensibilidade, conhecimentos e metodologias conceptuais e processuais necessárias ao seu desempenho na prática de coordenador de projecto e em obra.

Programa

ESTALEIROS E PLANEAMENTO DE OBRAS
CUSTOS

Orçamentação
Medições - critérios e regras gerais
Custos directos
Rendimentos
Determinação de custos unitários complexos (mão-de-obra, equipamento, etc.)
Custos de estaleiro e indirectos
Controlo de custos de empreitadas
Enquadramento legal
Tipos de concursos e empreitadas
Critérios de apreciação e adjudicação
Erros e omissões, trabalhos a mais, alterações de projecto
Facturação
Revisão de preços

PRAZOS

Controlo de prazos
Enquadramento legal
Multas ou prémios por atrasos ou antecipação
Prorrogações legais e graciosas de prazos - consequências

PLANEAMENTO DE RECURSOS

Cálculo de cargas
Cargas de mão-de-obra
Cargas de materiais ou equipamentos
Cargas financeiras (cronograma/plano de pagamentos)
Formação de equipas
Controlo de Qualidade e Segurança

Inter-relação Disciplinar
0 programa foi delineado fazendo apelo aos conhecimentos já adquiridos pelos alunos ao longo do curso, nomeadamente nas disciplinas e matérias que a seguir se indicam e no pressuposto de uma estreita ligação interdisciplinar com as matérias do ano a que diz respeito.

Metodologia
Haverá uma incidência teórica e uma incidência prática. A componente prática incidirá num trabalho a executar pelos alunos, onde serão aplicados os conhecimentos adquiridos no âmbito da matéria leccionada, que serão apresentados e discutidos em grupo, por fases correspondentes à respectiva aprendizagem.

Avaliação
Componente Prática 40% Componente Teórica 60%
A avaliação prática será processada através da apresentação e discussão dos exercícios a desenvolver por grupos de cinco alunos no decorrer das aulas práticas. A avaliação teórica será processada através de teste individual e sem consulta.

Bibliografia
Publicações temáticas do L.N.E.C. e documentação coligida pelos docentes, sob a forma de sebenta.

Publicado por Helena Pinto às 03:55 PM

outubro 07, 2005

PROJECTO 3 - programa 2005-2006

disciplina anual (12 horas teórico-práticas por semana)

Docentes
Prof. Arq.º Luís M. Santos Paixão (regente)
Arq.º Paulo Adelino

Objectivos Gerais

1 - Atendendo a que a sociedade e o tempo actuais se caracterizam, num dos seus aspectos, por tender a levar a assinatura do arquitecto à habitação unifamiliar (Domus), importa que os alunos adquiram a capacidade e a inteligência para identificar, analisar e compreender a complexidade e a riqueza do habitar nos seus aspectos simbólicos, funcionais, programáticos, construtivos e legais, tanto no respeitante à habitação unifamiliar isolada como aos conjuntos de habitação.

2 - Num mundo em que as agressões ao ambiente e os problemas da energia e dos recursos naturais renováveis estão cada vez mais na ordem do dia, atendendo a que a arquitectura e a arte de construir lidam directamente com estes problemas, será importante que os alunos aprofundem um repertório de soluções diversificado, no âmbito das opções dos materiais estruturais e de revestimento, que extravase as soluções correntes de recurso ao betão armado. A madeira, a pedra, o tijolo, a taipa, o adobe, serão explorados na sua adequação às circunstâncias do sítio e do programa.

3 - Sendo a arquitectura uma arte com uma forte componente do útil, só assim estarão reunidas as condições para cumprir um outro objectivo deste ano, que consistirá no desenvolvimento da capacidade de criar formas que respondam adequada e simultaneamente às componentes objectivas e artísticas dos problemas e constrangimentos que virão a ser colocados na vida profissional real, quer na encomenda privada quer na pública.

4 - No domínio da habitação em conjunto e no da criação de parcelas de cidade, estabelecer uma correcta articulação entre a arte da composição urbana e a do edifício, com suporte no estudo das características do espaço urbano, nas suas vertentes tipo-morfológica e topológica.

1.º Semestre - Conteúdos e Prática

O habitar: Interrogação sobre o conceito, com especial incidência sobre a contemporaneidade portuguesa, na perspectiva antropológica.
As funções e os elementos da habitação

EXERCÍCIO PRÁTICO 1a): Texto de 4 páginas sobre o habitar, exercício de projecto evocando os temas: a água e o fogo. Desenvolvimento à esc. 1:50.

Dimensionamento de lareiras.
Composição: análise comparativa na composição de diferentes casas; partido arquitectónico.
Materiais e estruturas: Estudo de estruturas e paredes em materiais tradicionais - Madeira, pedra, barro taipa e adobe.
Legislação: Regulamento Geral de Edificações Urbanas e outros aspectos legais ligados à concepção da habitação unifamiliar.
O programa: Questionário, definição do âmbito e complexidade.

EXERCICIO PRÁTICO 1: Projecto de uma habitação unifamiliar isolada utilizando apenas materiais tradicionais, com base nas respostas ao questionário de programa. Desenvolvimento até à esc. 1:50 e projecto de execução.

Apresentação de alguns exemplos da recuperação de construções para habitação.

2.º Semestre - Conteúdos e Prática

A cidade: Interrogação sobre o conceito, com especial incidência no caso de Setúbal.
Composição urbana
O espaço urbano: Características e exemplos.
Breve abordagem sobre o urbanismo português. Experiências mais relevantes.

EXERCÍCIO PRÁTICO 2a): Elaboração do projecto de um conjunto urbano de habitações isoladas e, ou em banda - Operação de loteamento; desenvolvimento até à esc. 1:500.

O edifício urbano de habitação em conjunto:
Colunas de acesso e distribuição - o sistema distributivo.
Ligação entre a morfologia urbana e a tipologia arquitectónica: o lote isolado, a correnteza de lotes, o quarteirão, a torre e a banda. As diversas noções de escala.
Espaço humano e espaço urbano.
O programa.
Aspectos legais relacionados com os edifícios de habitação em conjunto.
A composição urbana nos conjuntos de loteamento de habitação em banda ou isoladas. Cenografia e qualificação do espaço público.
A cidade imprevista
- A geração da complexidade
- Palco promotor de acontecimentos sobrepostos
- Laboratório da surpresa
- Factores de assimilação e factores de exclusão

EXERCÍCIO PRÁTICO 2: Projecto de um conjunto habitacional assumido com o parcela da cidade de Setúbal num local com alguma complexidade urbanística. Desenvolvimento da ideia até ao projecto de execução.

Avaliação
A avaliação será efectuada pela observação directa do desenvolvimento dos trabalhos (avaliação contínua) e pela crítica do resultado final, averiguando os aspectos mais ou menos conseguidos na adequação das propostas ao programa e ao sitio.

Bibliografia Básica (títulos existentes na biblioteca a negrito)

ÁLVARO SIZA 1954-1985, Editora BLAU
ÉLÉMENTS D’ANALYSE URBAINE, Philipe Panerai, Maurice Culot, Archives d’Architecture Moderne.
CORPO, MEMÓRIA E ARQUITECTURA, Charles Moore, Editorial Blume.
LA CASA: Forma y diseño Charles Moore / Gerale Allen / Donlyn Lyndon, Editor - Gustavo Gili S.A.
DEPOIS DA ARQUITECTURA MODERNA Paolo Portughesi, Editor - Edições 70
POUR UNE ANTHROPOLOGIE DE LA MAISON, Amos Rapoport, Editor - Dunod - Paris
LA CASA UNIFAMILIAR David Mackay, Editor - Gustavo Gili S.A.
ARCHITECTURAL COMPOSITION Rob Krier, Editor - Academy Editions
FUNÇÕES E EXIGÊNCIAS DE ÁREAS DA HABITAÇÃO Nuno Portas, Editor - LNEC
A POÉTICA DO ESPAÇO Gaston Bachelard, Editor - Martins Fontes
NEW METRIC HANDBOOK PLANNING AND DESIGN DATA, Patricia Tuttand and David Adler, Editor - Butterworth - Heinemann Ltd.
REGULAMENTO GERAL DAS EDIFICAÇÕES URBANAS Editor - Porto Editora
ARQUITECTURA E MITO, Bent Parodi, Editor - Pungitopo
A CIDADE ANTIGA Fustel de Coulanges, Editor - Livraria Clássica
STUTTGART: Teoria y practica de los espacios urbanos, Rob Krier, Editor - Gustavo Gili S.A (Edição francesa: “L’Espace de la Ville - Théorie et Pratique”, AAM Éditions)

Publicado por Helena Pinto às 07:05 PM

URBANISMO - programa 2005-2006

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Mestre Arq.º Miguel Berger

1. Objectivos

A cadeira de URBANISMO, no contexto do programa curricular da Licenciatura em Arquitectura da EESSD, interrelaciona-se de forma estreita com as cadeiras de Projecto e Arquitectura Paisagista, constituindo, com a de Desenho Urbano, ministrada no ano subsequente, o percurso curricular de introdução e investigação dos fenómenos territoriais em geral e dos urbanos em especial.

Esta disciplina tem portanto como objectivo conferir aos alunos uma primeira perspectiva de abordagem da problemática projectual através dos seus respectivos contextos territoriais específicos, sejam estes urbanos ou simplesmente rurais. Nesta abordagem disciplinar far-se-à a explanação dos quadros conceptuais e normativos subjacentes à prática urbanística, bem como à do ordenamento e planeamento territorial, estabelecendo-se a diferença das respectivas escalas e da natureza metodológica subjacente a umas e a outras.

2. Metodologia

Com vista a atingir os objectivos propostos partir-se-à do estudo de uma situação concreta relativa a um pequeno aglomerado urbano, por meio da dissecação e análise das diversas vertentes presentes primeiro na transformação e depois no uso e manutenção e desenvolvimento daquele território.

Para tanto seleccionar-se-ão diversos outros aglomerados, em contextos diferentes do de referência, mas de escalas análogas, como forma de, tentativamente, ir conduzindo os alunos na busca das analogias e dissemelhanças da sua composição tipo-morfológica, bem como na reflexão sobre as razões de ser da forma urbana, com vista à construção de um quadro de análise crítica sobre a natureza dos diversos territórios palco da actividade humana, sua conformação e iteracção.

Todo este percurso e abordagem far-se-à através da execução de trabalhos de natureza teórica e prática executados quer em grupo, quer individualmente, enquadrados por aulas com idêntica dicotomia, com vista à preparação dos alunos para a concretização de uma proposta de planeamento e outra de desenho urbano no território de referência.

A disciplina abordará portanto um sistema territorial com uma problemática diversificada mas de escala contida abarcando temas que vão desde a reconversão e expansão urbana, até à ambiental e paisagística. O programa da disciplina incidirá também no estudo, análise e investigação do fenómeno urbano como suporte de uma memória cultural, e civil, e do seu entendimento enquanto arquitectura.

Serão temas de reflexão e de prática operativa na uma escala contida de uma pequeno aglomerado urbano (2.000/3.000 habitantes) as questões da:
. Tipologia – tipologia edificativa, urbana e do espaço público.
. Estrutura do tecido urbano – a rua; a praça; as áreas homogéneas. O traçado primário e secundário.
. Forma urbana.

Entretanto a componente teórica visará a investigação conceptual e regulamentar subjacente ao enquadramento jurídico e institucional dos diversos processos urbanos:
. Os níveis de ordenamento e Planeamento do Território;
. Os Panos Regionais de Ordenamento e os Planos Especiais e Sectoriais;
. Os Planos Municipais de Ordenamentos do Território;
. O Plano de Pormenor e o Projecto de Loteamento.

A componente prática abarcará por sua vez:
. A selecção e análise crítica comparativa de modelos urbanos de temática análoga ao ‘estudo de caso’ proposto mas em contextos diversificados;
. A caracterização do território e a leitura e interpretação critica dos instrumentos de planeamento nele vigentes;
. A sistematização de uma Plano de Desenvolvimento Estratégico para um dos aglomerados estudados e respectivos Termos de Referência;
. A elaboração de uma proposta preliminar de acordo com os termos de referência elaborados;
. O desenvolvimento do desenho urbano da proposta com particularização ao nível do desenho arquitectónico de um pequeno espaço urbano equipado;

3. Sítio
Os exercícios a desenvolver terão como aglomerado de partida e referência sobre a vila do Poceirão, pertencente ao Concelho de Palmela, pequeno aglomerado urbano da periferia rural da Área Metropolitana de Lisboa, em processo de transformação e de especulação sobre o seu futuro e real papel no contexto da península de Setúbal.

4. Aulas
Os exercícios serão acompanhados por aulas de experimentação, com acompanhamento e esclarecimento aos trabalhos desenvolvidos pelos alunos, isoladamente ou em grupo, intercaladas por aulas de exposição de matéria teórica base.

4.1. Fichas A5 dos trabalhos
De todos os trabalhos gráficos serão elaboradas pequenas fichas em formato A5 numa estrutura gráfica uniforme para todos os alunos, que funcionará como base para a concretização de uma publicação final do ano.

Nestas páginas os alunos terão de mostrar a abordagem ao sítio e tema do ano, através de uma sintetize do trabalho desenvolvido na disciplina recorrendo às peças elaboradas durante o ano lectivo – esquemas, croquis, esquissos, desenhos rigorosos, memórias descritivas, etc.


5. Avaliação
A avaliação será contínua, efectuada através do acompanhamento e da apreciação do desenvolvimento dos trabalhos, complementada por exercícios de avaliação pontual e da participação e presença nas aulas e possui as seguintes vertentes: a já referida avaliação contínua, a avaliação periódica que incide sobre as apresentações públicas de cada um dos trabalhos etápicos realizados, a realização de provas escritas – testes e/ou frequências - e um exame final, realizado perante júri, onde se avalia o resultado global de todos os trabalhos do ano, tendo em conta as classificações anteriores e as outras componentes de avaliação.

Será feito um registo de presenças em todas as aulas, relevando para a apreciação global um mínimo de 60 % presenças nas aulas.

6. Interdisciplinaridade
Pretende-se que os alunos integrem nos exercícios propostos, conceitos e conteúdos assimilados nas diferentes disciplinas dos anos anteriores, bem como do ano em curso essencialmente ao nível do:
. Projecto – como disciplina própria, de referência nomeadamente nas questões das tipologias edificativas e da configuração da forma edificada da cidade.
. Desenho e construção da Paisagem.

Bibliografia de referência (títulos existentes na biblioteca a negrito)
. A Arquitectura da Cidade – Aldo Rossi – Gustavo Gilli
. Arquitectura da Cidade, Limite da Forma Urbana – Luís Afonso – FA UTL – Tese
. Morfologia Urbana e Desenho da Cidade – José Lamas – Fundação Gulbenkian / Fundação para a Ciência e Tecnologia, Lisboa, 2000.
. Formas Urbanas – Jorge Carvalho – Ed. Minerva Coimbra
. Ordenar a Cidade – Jorge Carvalho – Ed. Quarteto
. L’Urbanisme, utopies et realités – une anthologie – Françoise Choay – Ed. Seuil
. A linguagem silenciosa – Edward T. Hall – Ed. Relógio d’Água
. Elementos de Analisis Arquitectónico – José Manuel Garcia Roig – Ed. Univ. Valladolid
. Análise das tipologias urbanas – Luciano Patetta
. On Adam’s House in Paradise – The Idea of the Primitive Hut in Architectural History – Joseph Rykwert – Ed. MIT Press
. Textos de apoio e enquadramento específicos serão facultados gradualmente durante o decurso do ano lectivo.

Bibliografia complementar
ALBERTI, Leon Battista
L’Art D’edifier”, Éditions du Seuil, Paris, 2004.
ALEXANDER, Christopher
Uma cidade não é uma árvore”, in revista Arquitectura nº 95, Fevereiro 1967.
AYMONINO, Carlo
O Significado das Cidades”, Editorial Presença, Lisboa, 1984.
BENÉVOLO, Leonardo
Diseño de la ciudad vol. I., vol II, vol, III, vol IV, vol V La descripción del ambiente”, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1982.
CASTELLS, Manuel
"A Questão Urbana", Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1983.
CHOAY, Françoise
La règle et le modèle, Éditions du Seuil, Paris, 1980.
CHOAY, Françoise
L'Allégorie du Patrimoine, Éditions du Seuil, Paris, 1992.
CULLEN, Gordon
"A Paisagem Urbana”, Ed. 70, Lisboa.
FRAGA, Francisco Javier Monclús; BAÑALES, José Luis Oyón,
Elementos de Composición Urbana”, Edition UPC, Barcelona, 2001.
FRAMPTON, Kenneth
História Crítica da Arquitectura Moderna”, Martins Fontes, São Paulo, 1997.
GIEDION, Sigfried
Space, Time and Architecture”, Harvard College, 1982.
HALL, Peter
Cities of Tomorrow, Basil Blackwell, Oxford, 1988.
HOLL, Steven
Entrelazamientos, Steven holl, obras e proyectos, 1989 – 1995”, Gustavo Gili, Barcelona, 1997.
JENCKS, Charles
Movimentos Modernos em Arquitectura”, edições 70, Lisboa, 1992.
KOSTOF, Spiro
The City Assembled. the elements of urban form through history”, Thames & Hudson, Londres, 1992.
KOSTOF, Spiro
The City Shaped, Thames & Hudson”, Londres, 1991.
KRIER, Leon
"Arquitectura, escolha ou fatalidade"
KRIER, Robert
"L'Espace de Bâtir les Villes", Ed. Archives d'Architecture Moderne, Bruxelas, 1975.
KRIER, Robert
El espacio urbano”, Editorial Gustavo Gili, S.A.,Barcelona, 1981.
LAVEDAN, Pierre
Géographie des Villes”, Gallimard, Paris, 1959.
LE CORBUSIER
Maneira de pensar o Urbanismo”, Publicações Europa-América, Sintra, 1977.
LE CORBUSIER
La Charte d'Athènes”, Éditons de Minuit, SL, 1957.
LE CORBUSIER
The Modulor”, Fondation Le Corbusier, Paris, 2001.
LE CORBUSIER
Urbanismo”, Martins Fontes, São Paulo, 1992.
LEFEBVRE, Henri
La prodution de l'espace”, Anthropos, Paris, 2000.
LÔBO, Margarida Souza
Planos de Urbanização. A Época de Duarte Pacheco”, Direcção Geral do ordenamento do Território; Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Porto, 1995.
LYNCH, Kevin
A Imagem da Cidade”, Edições 70, 1982.
LYNCH, Kevin
A Boa Forma da Cidade”, Edições 70, 1999.
MEISS, Pierre von
De la Forme au Lieu (Une introduction à l’étude de l’architecture)”, .......
MERLIN, Pierre
L'Urbanisme”, Presses Universitaires de France, Paris, 1991.
MERLIN, Pierre; CHOAY, Françoise
Dictionaire de l'Urbanisme et de l'Aménagement”, Presses Universitaires de France, Paris, 1988.
MERLEAU-PONTY
O olho e o espírito”, Veja, 2002.
MERLEAU-PONTY
Fenomenologia da Percepção”, Martins Fontes, São Paulo, 1994.
MONTANER, Josep Maria
Arquitectura e Crítica”, Gustavo Gili, Barcelona
MONTANER, Josep Maria
Depois do Movimento Moderno, Arquitectura da segunda metade do século XX”, Gustavo Gili, Barcelona, 2001.
MORRIS, Anthony
Historia de la forma urbana. Desde sus orígenes hasta la Revolución Industrial”, Editorial Gustavo Gili S.A., Barcelona, 1991.
MUMFORD, Lewis
A cidade na História, suas origens, transformações e perspectivas”, Martins Fontes, São Paulo, 1982.
NORBERG-SCHULZ, Christian
Arquitectura Occidental, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1999.
NORBERG-SCHULZ, Christian
Genius Loci
PALLADIO, Andrea
Les quatre livres de l'architecture”, Arthaud, Paris, 1980.
PANERAI, Philippe; DEPAULE, Jean-Charles; DEMORGON, Marcelle
Analyse Urbaine”, Éditions Parenthèses, 1999.
PANERAI, Philippe; MANGIN, David
Project Urbain”, Éditions Parenthèses, Marselha, 1999.
POÈTE, Marcel
"Introduction à l'Urbanisme", Boivin, Paris, 1929 - 1ª edição. Reedição Col. Société et Urbanisme, Edit. Anthropos, Paris, 1974.
PORTAS, Nuno
Cerdà e os traçados”, in revista Arquitectura nº138, Setembro/Outubro 1980.
RAGON, Michel
Histoire Mondiale de l’architecture et l’urbanisme Modernes, Pratiques et méthodes, 1911 - 1971”, Editions Casterman, 1972.
ROWE, Colin; KOETTER, Fred,
Ciudad collage”, Gustavo Gili, S.A., Barcelona,1981.
RIBEIRO TELLES, Gonçalo; CALDEIRA CABRAL, Francisco
A Árvore em Portugal”, Assírio Alvim, Lisboa, 1999.
SORIA Y MATA, Arturo
La Cité Linéaire”, Centre d'Etudes et de Recherches Architecturales, Paris, 1979.
UNWIN, Raymond
Town Planning in Practice. An Introduction to the Art of Designing Cities and suburbs” - Ficher Unwing, London, 1909/1911. Tradução castelhana: “La Práctica del Urbanismo, una Introducción al Arte de Proyectar Ciudades y Barrios”, Gustavo. Gili, Barcelona, 1984.
VENTURI, Robert
Complexity and Contradiction in Architecture”, The Museum of Modern Art, New York, 1966.
VITRÚVIO, Marco Poleão
Os dez livros de Arquitectura”, Departamento de Engenharia Civil; Instituto Superior Técnico, Lisboa, 1998.
ZUMTHOR, Peter
Pensar la Arquitectura”, Gustavo Gili, Barcelona, 2004.

Publicado por Helena Pinto às 06:59 PM

ECONOMIA - programa 2005-2006

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Dr. João Aldeia

Objectivos Gerais
Formação base nos conceitos e leis económicas
Integração histórica da evolução da teoria económica
Interligação e integração da Economia com outras áreas do conhecimento,
e especificamente a Arquitectura

Conteúdo programático

Introdução
Metodologia da Economia.
Correntes e Escolas do pensamento económico.

Microeconomia e Mercados
Definição, noções e conceitos.
Factores produtivos.
Lei da Procura.
Lei da Oferta.
Mercado.
Elasticidade.
Utilidade.
Curvas de Indiferença.
Custos.
Oferta em concorrência perfeita.
Monopólio e oligopólio.
Concorrência monopolística.
Moeda.
Mercado de Emprego.
Preços e inflação.

Macroeconomia
Definição, noções e conceitos.
Contabilidade Nacional.
Despesa e Função Consumo.
Poupança e Investimento.
Oferta e Procura agregadas.
Ciclos económicos.
Comércio Internacional.
Taxas de câmbio e Sistema Financeiro Internacional.
Desenvolvimento Económico.

Economia da Construção
O Sector da Construção.
Construção Civil e Obras Públicas em Portugal.
Eco-eficiência e Avaliação de Ciclo de Vida.
"Desconstrução".

Metodologia
A Cadeira será estruturada em torno de aulas teóricas e aulas práticas com exercícios de aplicação das matérias dadas.

Avaliação
A avaliação será feita através de duas provas escritas semestrais (frequências) e/ou exame final.

Bibliografia básica (títulos existentes na biblioteca a negrito)

ECONOMIA, Paul Samuelson e William Nordhaus, Ed. McGraw-Hill de Portugal, Lisboa., 1993
DESENVOLVIMENTO REGIONAL, A. Simões Lopes, Ed. Fundação C. Gulbenkian, Lisboa, 1980
GUIA DOS INDICADORES ECONÓMICOS, THE ECONOMIST, Ed. Caminho, Lisboa, 1994
L´ARCHITECTURE DES VILLES, Ricardo Bofill e Nicolas Véron, Ed. Odile Jacob, Paris, 1995
GESTÃO DE PROJECTOS, Victor Sequeira Roldão, Ed. Monitor, Lisboa, 1992
A METODOLOGIA DA ECONOMIA, Mark, Blaug, Ed. Gradiva, Lisboa, 1994
O QUE OS ECONOMISTAS SABEM, Robert B. Carson, Ed. Jorge Zahar, Rio de Janeiro,1992

Publicado por Helena Pinto às 06:45 PM

HISTÓRIA DA ARQUITECTURA PORTUGUESA - programa 2005-2006

disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Mestre Arq.º R. V. Almeida

Objectivos gerais

Pretende-se que os alunos se sensibilizem para a especificidade da Arquitectura Portuguesa, e para a problemática das abordagens regionalistas ou etnocêntricas, distinguindo questões de atraso e de resistência no âmbito da Arquitectura Portuguesa e da sua inserção no mundo contemporâneo.

A disciplina pretende constituir um suporte de conhecimento histórico e teórico, conducente a um correcto entendimento da actuação actual que o arquitecto tem dentro de uma realidade temporal e espacial concreta que é a do final do século XX e a da região de Setúbal e do sul de Portugal. O programa articulará o estudo da obra de arquitectura enquanto facto único e irredutível, com o conjunto de relações que estabelece com o seu meio, e com a corrente mais alargada das formas da Arquitectura entendidas num campo temporal alargado. Esta articulação permitirá mais uma vez definir e focalizar o tema dominante da disciplina, a arquitectura como constância e câmbio. A dialéctica estabelecida entre estes dois vectores, permite problematizar em seu torno, temas mais vastos da história da Arquitectura, das teorias da Arquitectura e dos processos projectuais. Pretende-se ainda que os alunos aprofundem metodologias de investigação que permitam a constituição de um património científicamente válido de informação para a região.

Como objectivos específicos pretende-se que os alunos se familiarizem com as seguintes questões:
- Aprofundamento do estudo da Constância e Câmbio.
- Estudo de obras e de temas de arquitectura portuguesa.
- A arquitectura popular como manifestação arquitectónica e cultural.
- A classificação e o estabelecimento de "tipos" formais
- Tradição e Modernidade na Arquitectura Portuguesa.
- A cidade portuguesa ao longo da história.
- A cidade portuguesa actual: modos de transformação ao longo do século XX.
- Ideologias nacionalistas na arquitectura portuguesa.
- Os fenómenos de autor na arquitectura portuguesa contemporânea.

Interrelação Disciplinar
Projecto III – Tecnologias III – Urbanismo

Conteúdos Programáticos

Primeiro Semestre
1. A Arquitectura na região de Setúbal
1.1 Arquitectura de excepção.
1.2 Arquitectura corrente.

2. A Arquitectura Popular: Mentalidade e arquitectura
2.1 A postura do problema. Arquitectura de excepção, arquitectura corrente e arquitectura popular.
2.2 Tradições formais, construtivas e espaciais: fenómenos de resistência e atraso.
2.3 Regionalismo na arquitectura portuguesa.
2.4 Contaminação e mestiçagem na arquitectura portuguesa: a casa "do brasileiro", a casa do emigrante e as aglomerações de génese ilegal (clandestinas).
2.5 Exemplos de contaminação por via erudita: a casa rural dos arredores de Lisboa.
2.6 Tipos e tipologias na arquitectura popular.
2.7 Povoados portugueses: a vila e a aldeia.
2.8 Formas tradicionais de actuação e controle do território.
2.9 Exemplos contemporâneos de intervenções em casas rurais.

3. A Formação da Cidade Portuguesa
3.1 A tradição antiga e a dominação islâmica
3.2 O Povoamento e a formação da nacionalidade
3.3 Cidades de Fundação
3.4 As primeiras renovações urbanas e o espaço público

Segundo Semestre
4. O Estilo Chão e a Tradição Urbana Portuguesa nos séculos XVI a XVIII.
4.1 A influência italiana na arquitectura portuguesa do século XVI.
4.2 Sinais de resistência e afirmação da arquitectura portuguesa: Geometria, austeridade e desornamentação.
4.3 Afirmação e consolidação de valores nacionais na arquitectura portuguesa nos séculos XVII e XVIII.
4.4 A arquitectura militar: breve introdução aos principais sistemas de fortificação dos séculos XV a XVIII e sua importância no contexto da arquitectura e da cidade europeia.
4.5 A arquitectura militar em Portugal: sua importância na formação de uma escola portuguesa de arquitectura e urbanismo.
4.6 A prática urbana em Portugal nos séculos XVI e XVII.
4.7 As cidades portuguesas nos territórios de além-mar: novas fundações urbanas e a eventual especificidade do urbanismo português.
4.8 Os novos traçados urbanos na época pombalina: a Baixa de Lisboa, Vila Real de Santo António, Porto Côvo e o Porto dos Almadas.

5. A Arquitectura Portuguesa no século XX.
5.1 Ecletismo de início de século.
5.2 A introdução do betão armado e as procuras de modernidade.
5.3 As iniciativas do estado na arquitectura dos anos 30, 40 e 50: monumentalidade, classicismo e modelos de renovação urbana.
5.4 A arquitectura como instrumento de actuação urbana.
5.5 A nova modernidade dos anos 50: novas tecnologias, novos materiais e novos programas.
5.6 A ambiguidade da arquitectura portuguesa entre a tradição e a modernidade: Januário Godinho, Keil do Amaral, Fernando Távora e Álvaro Siza.
5.7 As expansões urbanas nas décadas de 50 e 60.
5.8 O processo revolucionário: a suspensão da arquitectura e as operações S.A.A.L.
5.9 Os anos 80 e 90 na arquitectura portuguesa.
5.10 O território e a paisagem: duas novas noções.
5.11 A transformação acelerada do território português nos últimos anos: expansões urbanas, loteamentos casuísticos, aglomerações clandestinas e as infraestruturas de transportes e comunicações.
5.12 A arquitectura como meio de actuação alternativo aos instrumentos correntes de ordenamento do território.
5.13 As intervenções no património: património monumental, cultural e contemporâneo.

Avaliação
A avaliação será feita através da observação directa aos alunos ao longo das suas intervenções ao longo do ano lectivo, e ainda através de testes escritos e de trabalhos teórico-práticos. Os trabalhos incidirão sobre os temas do programa, sendo cada tema específico definido por prévio acordo entre o docente e o(s) aluno(s).

Bibliografia(títulos existentes na biblioteca a negrito)

A bibliografia indicada está referenciada às edições actuais disponíveis em Português. Sempre que possível é indicada a data de edição original.
Durante as primeiras semanas do ano lectivo será distribuída uma bibliografia complementar comentada, sobre alguns dos temas do programa.
É ainda de referir que, desde 1980, têm vindo a ser realizados trabalhos académicos no âmbito de dissertações de mestrado e de doutoramento, que, apesar de permanecerem na sua maior parte inéditos, constituem um acervo importante para os estudos de arquitectura em Portugal; de referir como instituições mais importantes neste aspecto o Departamento de História de Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, as Faculdades de Letras das Universidades de Lisboa e do Porto e ainda as Faculdades de Arquitectura de Lisboa, Porto e Coimbra.

Bibliografia básica
A Arquitectura Popular em Portugal. Lisboa: Associação dos Arquitectos Portugueses, 1992.
Arquitectura do Século XX: Portugal. Lisboa-Frankfurt: DAM, Portugal-Frankfurt 97, 1997.
Arquitectura Popular dos Açores. Lisboa: Ordem dos Arquitectos, 1999 (no prelo).
ALMEIDA, Rogério Paulo Vieira de - O Peso da História. In Almeida, Rogério Paulo Vieira de - Álvaro Siza: O Tempo e o Sentido - A Obra e o Arquitecto 1948-1995. Porto: FAUP, 1999 (no prelo).
ARAÚJO, Renata Malcher - Cidades de Fundação Portuguesa na Amazónia. Porto: FAUP, 1998.
Arquitectura Portuguesa Contemporânea: Anos Sessenta / Anos Oitenta. Porto: Fundação de Serralves, 1991.
CALDAS, João Vieira - A Casa Saloia dos Arredores de Lisboa. Porto: FAUP, 1999 (no prelo).
História da Arte Portuguesa. Lisboa: Círculo de Leitores, vol. III, 1995.
KUBLER, George - Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e Diamantes. Lisboa: Vega, 1988 (1ª ed. 1972)
PORTAS, Nuno - A Evolução da Arquitectura Moderna em Portugal, uma Interpretação. In ZEVI, Bruno - História da Arquitectura Moderna. Lisboa: Arcádia, 1978.
RIBEIRO, Orlando - Mediterrâneo: Ambiente e Tradição. Lisboa: F. C. G., 1987.

Bibliografia complementar
ALMEIDA, Pedro Vieira de - A Arquitectura Moderna em Portugal. Lisboa: Alfa, 1986.
ALMEIDA, Rogério Paulo Vieira de - Panorama da Arquitectura Portuguesa Actual. In Enciclopédia Portugal Moderno: Artes e Letras. Lisboa: POMO, Vol. 7, 1992.
BARROS, Henrique de ; BASTOS, Eduardo Alberto Lima - Inquérito à Habitação Rural. Lisboa: Universidade Técnica de Lisboa, 1943-1948, 2 vol.
CORREIA, José Eduardo Horta - Urbanismo em Portugal. Lisboa: Alfa, 1991.
CORREIA, José Eduardo Horta - Arquitectura Portuguesa: Renascimento, Maneirismo e Estilo Chão. Lisboa: Presença, 1991.
CORREIA, José Eduardo Horta - Vila Real de Santo António. Porto: FAUP, 1998.
COSTA, Alexandre Alves - Introdução ao Estudo da Arquitectura Portuguesa. Porto: FAUP, 1995.
Desenho Etnográfico de Fernando Galhano. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica; Centro de Estudos de Etnologia, 1985.
FERREIRA, Alfredo Durão de Matos - Aspectos da Organização do Espaço Português. Porto: FAUP, 1995.
KUBLER, George - La Configuración del Tiempo. Observaciones sobre la Hist¬oria de las Cosas. Madrid: Nerea, 1988 (1ª ed. 1962)
LEVI-STRAUSS, Claude - Tristes Trópicos. Lisboa: Ed. 70, 1981 (1ª ed. 1959)
LINO, Raul - Casas Portuguesas. Lisboa: Cotovia, 1992.
LOBO, Margarida de Sousa - Duas Décadas de Planos de Urbanização em Portugal. Porto: FAUP, 1995.
MACHADO, José Luis Pinto - Habitação Rural. Lisboa: Instituto Fontes Pereira de Melo, 1984.
MARTINS, Mário Correia - A Côr na Arquitectura de Lagos. Lagos: Câmara Municipal de Lagos, 1994.
Moderno Escondido. Porto: FAUP, 1997.
Património Cultural Construído. Loures: Câmara Municipal de Loures, 1988.
Points de Répère: Architectures du Portugal. Bruxelles: Fondation Europalia International. 1991
PORTAS, Nuno - A Cidade como Arquitectura. Lisboa: Livros Horizonte, 1969.
RIBEIRO, Orlando - A Arrábida: Esboço Geográfico. Sesimbra: Câmara Municipal de Sesimbra, 1986.
RIBEIRO, Orlando - Geografia e Civilização: Temas Portugueses. Lisboa: Livros Horizonte, s.d.
RIBEIRO, Orlando - Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1987.
Universo Urbanístico Português. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1998.
TOSTÕES, Ana Cristina dos Santos - Os Verdes Anos: Arquitectura Portuguesa nos Anos 50 ou o Movimento Moderno em Portugal. Porto: FAUP, 1997.

Publicado por Helena Pinto às 06:16 PM

TECNOLOGIAS 3 - programa 2005-2006

disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Arq.ª Maria do Céu C. Medeiros Martins

Objectivos gerais
Este curso será o culminar da formação lectiva na área generalista das tecnologias construtivas. Todavia, e antes da materialização de um projecto de execução de Arquitectura, importa desenvolver alguns aspectos, apenas passíveis de bom entendimento nesta fase do aprendizado, tal como a técnologia da Arquitectura dos grandes vãos e a legislação específica e normativa a ter em consideração durante a execução do projecto.

PROGRAMA
I - Introdução
-Definição do âmbito da disciplina e seu plano de trabalhos.-Bibliografia geral e específica
II - Redes e Instalações especiais.
III – Sistemas construtivos de vector activo, superfície activa, massa activa e mistos.
-Análise e descrição dos sistemas.
IV - Regulamentação específica aplicada à tecnologia arquitectónica.
V - O projecto de execução

Metodologia
Aulas teóricas e teórico-práticas.
O curso será ministrado em módulos teóricos, seguidos de módulos práticos, com recurso, sempre que possível a situações de simulacro o mais próximo possível da realidade, de modo a preparar e a adequar as capacidades do aluno à prática do exercício da Arquitectura na sua vertente tecnológica.
Esta disciplina será apoiada por uma vertente de mecânica a desenvolver em simultâneo no curso de Estruturas.

Avaliação
Componente Prática 40% Componente Teórica 60%
A avaliação prática será processada através da apresentação e discussão dos exercícios a desenvolver por grupos de cinco alunos no decorrer das aulas práticas correspondentes aos módulos de matéria do programa.
A avaliação teórica será processada através de testes individuais e sem consulta, a terem lugar na última aula do mês de Janeiro e na última aula do ano lectivo.

Bibliografia Geral (títulos existentes na biblioteca a negrito)

1. Collier’s Enciclopédia; aa.vv.; MacMillan Educational Company, New York, P. F. Collier, Inc., London e New York; 1989
2. BUILDING METHODS AND PRODUCTS -EDITOR DAVID MARTIN AADP REG ARCH, 1984, THE ARCHITECTURAL PRESS.
3. Koncz, Tihamer – Construccion Industrializada, H. Blume Ediciones, Madrid, 1977
4. Hengel, Heino – Sistemas de Estruturas, Hemus Editora, Ldª, Brasil, 1981
5. DATAWIN 99 (CD)– Legislação Portuguesa, OBRAS, Jurinfor, Lisboa, 1999
6. Regulamento Geral da Edificações Urbanas, Porto Editora, Ldª
7. Instruções para cálculo de honorários referentes a projectos de Obras Públicas. Porto Editora, Ldª
8. MORAIS, Isaltino e José Gomes Luís Estatuto Jurídico do Licenciamento Municipal de Obras Particulares, Editora Rei dos Livros, Lisboa, 1996.
9. Regulamento de Segurança Contra Riscos de Incêndio em Edifícios de Habitação
10. Regulamento de Segurança Contra Riscos de Incêndio em Edifícios Administrativos
11. Regulamento de Segurança Contra Riscos de Incêndio em Edifícios Escolares
12. Fotocópias temáticas fornecidas pelos docentes da disciplina

KIND-BARKAUSKAS, Friedbert; et al., Concrete construction manual, Birkhauser Publishers, Sonnenstrassa 17, D-80331 Munchen, Germany
MASCARENHAS, Jorge, Sistemas de Construção – Volume III, Livros Horizonte
MASCARENHAS, Jorge, Sistemas de Construção – Volume IV, Livros Horizonte
NATTERER, Julius; et al., Timber construction manual, Birkhauser Publishers, Sonnenstrassa 17, D-80331 Munchen, Germany
PEREIRA, Telmo (coord.), Gestão da Construção, Verlag Dashover, Edições Profissionais, Lisboa
PFEIFER, Gunter; et al., Masonry construction manual, Birkhauser Publishers, Sonnenstrassa 17, D-80331 Munchen, Germany
SANTOS, Fernando; et al., Edifícios: Visão Integrada de Projectos e Obras, Ingenium Edições, Lisboa
SCHITTICH, Christian; et. al., Glass construction manual, Birkhauser Publishers, Sonnenstrassa 17, D-80331 Munchen, Germany
SCHULTZ, Helmut C. ; et al., Steel construction manual, Birkhauser Publishers, Sonnenstrassa 17, D-80331 Munchen, Germany
SCHUNK, Eberhard; et al., Roof construction manual, Birkhauser Publishers, Sonnenstrassa 17, D-80331 Munchen, Germany
SOUSA, A. Vaz Serra e; et al., Manual da alvenaria de tijolo, Associação Portuguesa de Materiais Cerâmicos, Coimbra.
SOUSA, A. Vaz Serra e; et al., Manual de aplicação de revestimentos cerâmicos, Associação Portuguesa de Materiais Cerâmicos, Coimbra.
SOUSA, A. Vaz Serra e; et al., Manual de aplicação de telhas cerâmicas, Associação Portuguesa de Materiais Cerâmicos, Coimbra.

Publicado por Helena Pinto às 06:09 PM

ESTRUTURAS 2 - programa 2005-2006

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Prof. Eng.º Fernando Cabral

1. Introdução
Esta disciplina insere-se no curso de Arquitectura na sequência das cadeiras de Estática do 2º. ano e de Estruturas do 3º. ano, que constituem um conjunto de matérias que visam criar uma linguagem comum entre profissionais do ramo de arquitectura e engenharia.

2. Objectivo
Esta cadeira, em particular, tem o objectivo de criar um espírito de liberdade na formação dos estudantes de arquitectura, no sentido de os desinibir das limitações impostas no dimensionamento dos espaços pela lógica da sua construtividade. Concretamente, pretende-se que os arquitectos tenham uma formação adequada para que possam ganhar coragem de projectar estruturas “arrojadas”.

3. Conteúdo programático
O programa da cadeira é ponderadamente articulado com outras disciplinas do mesmo ano e contém duas fases distintas:
3.1 - Análise e projecto de estruturas de cobertura de grandes espaços, com recurso às diversas tecnologias de construção. Definição das exigências funcionais requeridas para cada situação e apreciação qualitativa e quantitativa da distribuição de esforços. Reforço e recuperação de estruturas sujeitas a acções de acidente. Abordagem aos comportamentos dos materiais estruturais, os materiais naturais, a pedra e a madeira, os materiais fabricados tradicionais, a taipa e o adobe, o tijolo, o betão, o aço e os de tecnologias recentes tais como os lamelados colados de madeira, as telas, os compósitos, etc.. Técnicas construtivas e soluções estruturais, estruturas tridimensionais, atirantadas, pré-esforçadas, etc..
3.2 - Técnicas de construção de edificações urbanas. Fundações directas e indirectas, muros de suporte em caves, caixas de escada resistentes, estruturas laminares e porticadas, análise de resistência aos sismos e a ventos excepcionais. Estruturas de betão armado e metálicas. Pormenores construtivos. Problemas específicos de edifícios de grande altura.

1º SEMESTRE
Introdução à Concepção Estrutural
Introdução ao Funcionamento Estrutural
1-Lajes Maciças apoiadas em Vigas
2-Lajes Aligeiradas Pré-Esforçadas
3-Lajes Fungiformes
4-Outros Tipos de Lajes
Betão Armado
1-Composição do Betão
2-Características Resistentes do Betão
3-Características Resistentes das Armaduras
4-Ensaios de Betão
5-Transporte e Colocação do Betão
6-Compactação e Cura
7-Moldes
8-Aspectos Construtivos de uma Betonagem
Concepção de Estruturas de Edifícios Correntes de Betão Armado
1-Critérios Gerais a Considerar na Concepção
2-Tipos de Soluções Estruturais
3-Concepção de Estruturas de Edifícios
Concepção Sísmica de Edifícios
Métodos de Dimensionamento
1-Lajes
2-Vigas
3-Pilares
4-Tirantes
5-Sapatas

2º SEMESTRE
Estruturas Pré-Esforçadas
1-Introdução
2-Tipos de Pré-Esforço
3-Características das Estruturas Pré-Esforçadas
4-Dimensionamento de Estruturas Pré-esforçadas
5-Forças Equivalentes ao Pré-esforço
Estruturas Mistas
1-Introdução
2-Lajes
3-Vigas
4-Pilares
Estruturas de Madeira
Técnicas para Recuperação de Estruturas e Reconversão de Edifícios
1-Introdução
2-Tipo de Intervenção
3-Edifícios com Estrutura em Alvenaria
4-Edifícios com Estrutura em Betão Armado

4. Metodologia
A forma de transmissão de conhecimentos será baseada em exemplos práticos e exercícios propostos no sentido da descoberta das soluções possíveis e análise crítica da melhor solução para cada situação. Os problemas abordados deverão pôr sempre em causa a liberdade e os constrangimentos relativos aos confrontos e às dificuldades construtivas.

5. Material didático produzido
Folhas teóricas cobrindo toda a matéria leccionada nas aulas teóricas
Utilização de software interactivo (Microsoft powerpoint)
Fichas de exercícios com problemas práticos de dificuldade crescente

6. Avaliação
Dois testes semestrais de avaliação
Exame 1ª e 2ª épocas
Avaliação contínua; participação nas aulas práticas de resolução de exercícios

Bibliografia (títulos existentes na biblioteca a negrito)

FARINHA, J.S. Brazão; REIS, A. Correia - Tabelas Técnicas - ed. P. O.B.
CARVALHO, Eduardo Cansado; OLIVEIRA, Carlos Sousa - Construção Anti-sísmica – edifícios de pequeno porte- DIT 13, LNEC
LIMA, J. D´Arga e; MONTEIRO, Vítor; MUN, Mary – Betão armado. Esforços normais e de flexão - LNEC
LIMA, J. D´Arga e – Betão armado. Armaduras. Aspectos gerais - LNEC
LIMA, J. D´Arga e; MONTEIRO, Vítor; PIPA, Manuel – Betão armado. Esforços Transversos, de torção e de punçoamento - LNEC
Regulamento de Segurança e Acções em Edifícios e Pontes - INCM
Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado - INCM
Regulamento de estruturas de aço para edifícios - INCM


Publicado por Helena Pinto às 05:58 PM

outubro 06, 2005

PROJECTO 2 - programa 2005-2006

Disciplina anual (12 horas teórico-práticas por semana)

Docentes:
Mestre Arq.º Miguel Santiago (regente)
Mestre Arq.º Hugo Nazareth Fernandes

OBJECTIVOS

A Disciplina de Projecto tem por objectivo confrontar os alunos com o exercício do Projecto Arquitectónico, nas vertentes complementares da teoria de enquadramento e da sua prática específica. A disciplina de Projecto promove uma experiência curricular a desenvolver ao longo de um ciclo de estudos de dois anos lectivos (biénio do 2º e 3º anos - Projecto I + Projecto II), explorando conteúdos programáticos, teóricos e práticos:

O objectivo essencial da disciplina de Projecto de Arquitectura II do terceiro ano tem como base dois critérios fundamentais:

A montante, na aposta da continuidade dos hábitos de metodologia do projecto de base, no despertar da consciência crítica do aluno para um acto que se quer intelectual antes de ser técnico, naquilo que se entende por criação e análise do espaço arquitectónico, através de exercícios práticos de carácter experimental, faseados por aulas teóricas que visam a contextualização dos temas abordados. No encorajamento da expressão gráfica, que para além da nomenclatura técnica e das normas universais as quais é afecto, é portador de mensagens a nível semiológico que remetem para mecanismos cognitivos supraconscientes da ordem do sensível passíveis de serem descodificados. Deste modo – no seguimento do segundo ano – o correcto entendimento e manuseamento dos conceitos aplicados sob método é comparado ao produto final, que nunca deixará de ser sempre objecto de procura de excelência, criando bases para as metas seguintes.

A jusante, encorajando o desenvolvimento da criatividade técnica e construtiva, aumentando a capacidade de resposta dos alunos para diferentes situações programáticas, tipológicas, construtivas etc., transmitindo noções de qualidade do desenho arquitectónico como linguagem própria, pelo rigor e coerência do desenho técnico, aumentando o grau de informação, recriando ritmos do projecto de execução a partir da escala 1/50.

Em termos gerais, pretende-se ainda a continuidade dos seguintes critérios – anteriormente abordados em Projecto I:

Transmitir os conceitos de Valor e de Verdade do objecto arquitectónico perante si próprio, expressos tanto pela suas capacidades utilitárias como pelas suas capacidades simbólicas, decorrentes dos mecanismos mais ou menos empíricos da resolução da forma e do espaço.

Transmitir os conceitos de Integração, Continuidades e Roturas do objecto pensado/objecto projectado numa determinada realidade (rural ou urbana), com vista ao correcto entendimento dos Valores, Significados e Códigos desse mesmo objecto, contextualizado em relação ao território.

Encorajar a procura de excelência a nível da representação visual do projecto, não só através dos meios convencionais, (desenho à mão levantada e desenho técnico, incluindo perspectivas reais, estudos de sombras, aplicação de aguarelas, pintura a lápis de cor, aguadas, traçados reguladores e maquetas), mas também utilizando o CAD e os sistemas multimédia (concepção tridimensional; apresentação de perspectivas de realidade; inserção do objecto virtual no espaço real; criação de animações em realidade virtual; criação de apresentações em CD-ROM’s ou outros dispositivos).

Transmitir a noção de auto responsabilização do aluno pelas suas propostas perante a sociedade, a cultura e a civilização, numa perspectiva de consciencialização daquilo que mais tarde virá a entender como o código deontológico profissional.

CONTEÚDOS

O terceiro ano do curso tem como tema principal o estudo das variações tipológicas face a diferentes programas e territórios, retomando o tema do habitat, desenvolvido até ao nível da habitação colectiva de carácter misto, assim como na maior complexidade do programa de um equipamento público, através de exercícios práticos faseados em três partes, a entregar sob forma de painéis na fase um e dois, respondendo a critérios específicos de análise: ora na sua vertente conceptual (estudo do espaço; volumetria, geometria; imaginário; representação), ora na sua vertente práctica e construtiva (relação e organização da forma/espaço; programa; contexto; utilização; tecnologias e expressão dos materiais). Finalmente, sob forma de painéis finais, portofolio, maqueta e/ou representações tridimensionais.

METODOLOGIA

Sob forma de:

1. AULAS DE EXPOSIÇÃO DE MATÉRIA BASE.
2. AULAS DE ACOMPANHAMENTO, EXPERIMENTAÇÃO E APLICAÇÃO.
3. AULAS TEÓRICAS
4. VISITAS DE ESTUDO


Nas aulas de acompanhamento procedem-se a exposições orais das várias fases da proposta, por parte do autor, de modo a consolidar, por um lado, o método de avaliação contínua praticado nesta disciplina (pelo treino sistemático de apresentação em público), e permitindo, por outro, à totalidade da turma um acompanhamento em tempo real do trabalho de cada um dos colegas, cabendo ao docente suscitar o debate, a troca de opiniões, o levantar de dúvidas, numa análise interactiva dos vários aspectos particulares que visam a rectificação dos mecanismos mentais operativos e uma clarificação geral das metodologias de projecto em arquitectura.

As aulas teóricas incidem sobre conceitos, projectos e sistemas construtivos, através do visionamento de slides, filmes e outros suportes, com vista à promoção do debate teórico em aula, promovendo e sensibilizando a aproximação interdisciplinar à Teoria e História da Arquitectura – como memória da cultura arquitectónica – ao Desenho – enquanto forma de expressão e comunicação de ideias – assim como às Tecnologias – como aproximação ao rigor tectónico num enquadramento sustentável – ou ao Paisagismo – como parte integrante da visão global necessária ao arquitecto.

As visitas de estudo organizam-se no contexto dos trabalhos realizados ou de carácter mais abrangente, não obrigatoriamente vinculadas aos trabalhos em curso, sendo entregues aos docentes relatórios após cada visita.

O aluno será ainda encorajado a ampliar os seus horizontes de conhecimento através da sua iniciativa própria, nas leituras variadas, assim como pelas démarches individuais que levam à vivência e à experiência dos lugares.

MATERIAL DIDÁCTICO PRODUZIDO

Portofolios; painéis de estudo; maquetas de estudo; relatórios escritos e apresentações sob formato digital.


CRITÉRIOS GERAIS DE AVALIAÇÃO

A avaliação é contínua, incidindo sobre a assiduidade, no empenho pelo trabalho, na participação do aluno, no seu talento, na aplicação, na persistência e no zelo demonstrados tanto a nível dos mecanismos mentais assim como na clarificação do exercício finalizado. Ou seja:

1. QUALIDADE DA PROPOSTA
2. ASPECTOS TÉCNICOS E FUNCIONAIS
3. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA E PLÁSTICA
4. CUMPRIMENTO DO ENUNCIADO
5. PARTICIPAÇÃO E ASSIDUIDADE

CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE AVALIAÇÃO

1. PAINÉIS DE ESTUDO DA FASE 1
2. PAINÉIS DE ESTUDO DA FASE 2
3. PORTOFOLIOS, PAINÉIS E EXPOSIÇÃO DO TRABALHO FINAL
Os exercícios são avaliados segundo três fases correspondentes a três entregas. Os painéis de estudo (fase um e dois) são avaliados segundo resposta aos critérios do programa da disciplina (estudo do espaço; volumetria, geometria; imaginário; representação; relação e organização da forma/espaço; programa; contexto; utilização; tecnologias e expressão dos materiais).

Da entrega final devem constar:

Portofolios com identificação do trabalho, autor, disciplina, etc.; memória descritiva; planta de localização; plantas; cortes; alçados; representações tridimensionais (maquetas; fotos de maquetas; axonometrias; modelos virtuais, etc.); esquissos demonstrativos do processo criativo associado ao projecto, esquemas, etc.

Painéis de apresentação em formato A1 tipo KapaLine; Identificação do trabalho, autor, disciplina, memória descritiva (integral ou parcial) etc. estudos de concepção; plantas, cortes e alçados; peças à escala 1/10 000; 1/5000; 1/2000; 1/1000, 1/500, 1/200 e 1/100, 1/50, 1/20; 1/10; 1/5; 1/2 ou 1/1, consoante as necessidades.

Os portofolios são avaliados segundo os seguintes critérios específicos:

- Apresentação gráfica
- Memória descritiva
- Cumprimento do enunciado
- Desenhos técnicos
- Qualidade da proposta

Os painéis finais são avaliados segundo os seguintes critérios específicos:

- Leitura
- Composição
- Síntese (considerando as peças gráficas, ideias ou esboços mais importantes para o devido esclarecimento da proposta).

A exposição do trabalho realizado deverá passar por uma apresentação oral do trabalho, pelo seu autor, na aula, com apoio nas peças gráficas dos respectivos painéis, podendo o aluno recorrer a maquetas de estudo, ao portofolio ou a outras formas de apoio com vista a um mais amplo esclarecimento da proposta (projecção de slides, vídeo, data-show, etc.). A obrigatoriedade de uma apresentação da proposta em maqueta deverá variar consoante os trabalhos. A apresentação oral do aluno será avaliada segundo os seguintes critérios:

- capacidade de transmissão da proposta, através de uma síntese das intenções assumidas pelo autor explanadas nos painéis e na(s) maqueta(s).
- capacidade de argumentação do autor.

No final do Ano Lectivo proceder-se-á a um avaliação geral dos trabalhos elaborados, com vista a uma melhoria ou mesmo um total reequacionamento de um dado exercício, caso tal se justifique, segundo observação dos docentes, constituídos em júri durante os períodos de exame.


Bibliografia básica (títulos existentes na biblioteca a negrito)

AMENDOLA, Giandomenico – La Ciudad Postmoderna. Madrid: Celeste Ediciones, 2000.
BENÉVOLO, Leonardo, História de la Arquitectura Moderna, GG, Barcelona
BLACKBURN, Simon, Dicionário de Filosofia, Gradiva, 1997
CHING, Francis., Architecture: Form, Space & Order, Van Nostrand Reinhold, 1979, New York
CONSIGLIERI, Victor, A morfologia da Arquitectura 1920-1970, vol I e II, Referência/Editorial Estampa, 1994.
CULLEN, Gordon, Townscape, Architectural Press, 1971.
ELIADE, Mircea – O sagrado e o profano - a essência das religiões. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.].
FRANCASTEL, Pierre – Arte e Técnica no Séc. XIX e XX. Lisboa: Ed. livros do Brasil, [1963].
FRAMPTON, Kenneth, História crítica da arquitectura moderna, Martins Fontes, São Paulo, 2000.
GOITIA, Fernando Chueca, Breve História do Urbanismo, Editorial Presença, Lisboa, 1982
GOITIA, Fernando Chueca, Protótipos na Arquitectura Greco-Romana, Ulmeiro, 1996
HEREU, Pere; MONTANER, Josep Maria; OLIVERAS, Jordi – Textos de Arquitectura de la Modernidade. Madrid: Editorial Nerea, S.A., 1994.
KOOLHAAS, Rem – Delirious New York. Roterdão: 010 Publishers, 1994.1ª edição: 1978.
KRIER, Léon, Arquitectura, Escolha ou Fatalidade, Estar Editora, Lisboa, 1999.
KRIER, Rob, Urban Space, Academy Editions, 1991, Londres.
LYNCH, Kevin – A imagem da Cidade. Lisboa: Edições 70, 1982.
MOUTINHO, Mario, A Arquitectura Popular Portuguesa, Editorial Estampa, Lisboa, 1979.
MONTANER, Josep Maria – Las formas del siglo XX. Barcelona: Ed. Gustavo Gili, 2002.
MUNFORD, Lewis – Arte e Técnica. Lisboa: Edições 70, 1986.
PEVSNER, Nicolaus, Origens da Arquitectura Moderna e do Design, Martins Fontes, São Paulo, 1999.
ROSSI, Aldo – A Arquitectura da cidade. Lisboa: Edições Cosmos, 1977.
ZEVI, Bruno, Saber ver a Arquitectura, Dinalivros/Martins Fontes, 1989, Lisboa
ZEVI, Bruno – A linguagem moderna da Arquitectura. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1984.

Bibliografia complementar
ÁBALOS, Iñaki – La Buena Vida. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, SA, 2000.
ALEXANDER, Christopher – El Modo Intemporal de Construir. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 1981.
BAUDRILLARD, Jean, Le sistème des objets, Gallimard, Paris, 1968.
BACHELARD, Gaston – La poétique de l’espace. 9º édition Paris: Presses Universitaires de France, 1978.
BENEVOLO, Leonardo – As origens da Urbanística Moderna. Lisboa: Editorial Presença L.da, 1981.
BENEVOLO, Leonardo – A cidade e o arquitecto. Lisboa: Edições 70, 1984.
BENEVOLO, Leonardo – A Cidade na história da Europa. 1ª ed. Lisboa: Editorial Presença L.da, 1995.
CALABRESE, Omar, A Idade Neobarroca, Edições 70, 1987.
CALVINO, Italo – As cidades invisíveis. Lisboa: Editorial Teorema, 1993.
CALVINO, Italo – Porquê ler os clássicos. Lisboa: Editorial Teorema,[DL. 1994].
CALVINO, Italo – Seis propostas para o próximo milénio. 2ª ed. Lisboa: Editorial Teorema, 1992.
CONSIGLIERI, Victor, As Etapas da Significação Arquitectónica 1930-1990, Faculdade de Arquitectura, Universidade Técnica de Lisboa, 1997.
DORFLES, Gillo, O Elogio da Desarmonia, Edições 70, 1986.
ECO, Umberto – Obra aberta. Lisboa: Difel L.da., 1982.
ECO, Umberto – Viagem na irrealidade quotidiana. 3ª ed. Lisboa: Difel L.da., 1993.
FONATTI, Franco – Princípios Elementales de la Forma en Arquitectura, GG, sd, Barcelona.
GRAÇA DIAS, Manuel, Ao Volante, Pela Cidade (dez entrevistas de arquitectura), Relógio D’Agua Editores, Lisboa, 1999.
GRAÇA DIAS, Manuel, O Homem Que Gostava de Cidades, Relógio D’Agua Editores, Lisboa, 2001
KOOLHAAS, Rem – S, M, L, XL. New York: The Monacelli Press, 1995.LE CORBUSIER, A cidade moderna, s.d.
KRIER, Rob, Architectural Composition, Academy Editions, 1991, Londres.LE CORBUSIER – Maneira de pensar o Urbanismo. Lisboa: Publicações Europa América, 1970.
LYOTARD, Jean François – A condição pós-moderna. 2ª ed. Lisboa: Gradiva - Publicações, L.da, 1989.
LYOTARD, Jean François – O inumano: considerações sobre o tempo. Lisboa: Editorial Estampa, 1989.
MERLEAU-PONTY, Maurice, L’OEil et l’Esprit, Éditions Gallimard, Paris, 1964.
MASCARENHAS, Jorge, Sistemas de Construção, Livros Horizonte, 2001.
MIDDLETON, Robin [ed.lit.] – The idea of the City. London: Architectural Associations, 1996. (conjunto de entrevistas elaboradas entre 1971-1990, reunidas posteriormente pelo editor literário).
MONTANER, Josep Maria – Por la modernidad superada / Arquitectura arte y pensamiento del siglo XX. Barcelona: Ed. Gustavo Gili, 2001.
RODRIGUES, António Jacinto – Teoria da arquitectura - O projecto como processo integral na arquitectura de Álvaro Siza. 1ª ed. Porto: FAUP publicações, 1996.
SUMMERSON, John, A Linguagem Clássica da Arquitectura, Martins Fontes, São Paulo, 1997
TAFURI, Manfredo – Projecto e Utopia. Lisboa: Ed. Presença, 1985.
VAN LIER, Henri, L’Animal Signé, De Vischer, 1978.
VIRILIO, Paul, A Inércia Polar, Paris, 1990, Publicações D. Quixote, col. Ciência Nova.

Publicado por Helena Pinto às 10:55 AM

ARQUITECTURA PAISAGISTA - programa 2005-2006

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Arq.ª Paisagista Inês Norton de Matos

Programa

1. Organização da disciplina

A disciplina de Arquitectura Paisagista, de caracter teórico - pratico decorrerá ao longo 36 aulas de 3 horas dividas por 2 semestres.
Ao longo do Ano serão estudados conceitos e elaborados exercícios com o objectivo de incentivar os alunos à investigação sobre as principais dinâmicas que afectam a construção da paisagem e a transformação do território.
Os exercícios propostos na disciplina de Arquitectura Paisagista, sempre que possível, contextualizarão os exercícios propostos no estudo da disciplina de projectos de arquitectura.

2. Principais conceitos teóricos a desenvolver ao longo do ano

PAISAGEM E SISTEMAS NATURAIS
Estudo dos conceitos de Natureza, Território e Paisagem.
O Território como suporte físico da construção da paisagem.
Paisagem como espaço cultural. Natureza como qualidade.
Conceito de limite, escala, estrutura, unidade de paisagem, elementos de composição, percepção, experiência do espaço.
Dinâmicas ecológicas e geomorfologia, pedologia, hidrologia, clima, vegetação.

PAISAGEM E DINÂMICAS SOCIO-CULTURAIS
Estudo da ideia de paisagem.
A paisagem como produção socio-cultural e a sua transformação no tempo.
Caracterização de arquétipos e de topologias.
A paisagem: espaço aberto construído e espaço aberto naturalizado.

3. Programa detalhado

Os conceitos enunciados serão aplicados e experimentados nos diferentes exercícios propostos ao longo do ano.
Será proposto o estudo e a análise sectorial, das diversas componentes que constituem a paisagem enquanto construção do território, com o objectivo de proporcionar ao aluno de arquitectura:
a) a aquisição dos conhecimentos necessários no reconhecimento da potencialidade, capacidade e vocação de construção de um determinado lugar.
b) a capacidade de integrar a construção arquitectónica numa matriz de relações de complementariedade e de indispensabilidade que sustentam a construção de uma determinada paisagem.
c) desenvolver a sensibilidade de intervenção a diferentes escalas, proporcionando diferentes experiências de leitura e apreensão das dinâmicas da paisagem.

O Estudo da construção e transformação paisagem será abordado sobre o ponto de vista natural, temporal, espacial, socio-cultural, e estético.
Serão estudados os temas da génese geomorfologica e sistemas naturais, morfologias e topologia da paisagem, e biótopos.
Serão analisados sistemas de paisagem a várias escalas territoriais, unidades de paisagem; estruturas; percursos, hierarquia, organização territorial e a relação com a ocupação territorial no tempo e no espaço.
Serão estudadas as tipologias adoptadas na construção do espaço e a sua relação ideológica e temporal. Estudo de tipologias como o jardim, a praça, a quinta, a rua, o pátio, a alameda, o parque, o jardim público, o espaço urbano, e ainda as tipologias do espaço rural, campos, socalcos, matas, compartimentação. Serão ainda estudados aspectos de composição, de desenho, memória e percepção.

Avaliação

Avaliação através da apresentação e discussão dos exercícios práticos (individuais e em grupo), a desenvolver ao longo do ano.

BIBLIOGRAFIA (títulos existentes na biblioteca a negrito)

CALDEIRA CABRAL, F. 1993. Fundamentos da Arquitectura Paisagista. Instituto da Conservação da Natureza, Lisboa.
CALDEIRA CABRAL, F. e RIBEIRO TELES, G. 1960. A Árvore em Portugal. Ministério das Obras Públicas. Direcção-Geral de Urbanização. Centro de Estudos de Urbanismo e Centro de Estudos de Arquitectura Paisagista do Instituto Superior de Agronomia, Lisboa.
JELLICOE, G. e JELLICOE S. 1987. The Landscape of Man. Shaping the Environment from Prehistory to Present Day. (1ª ed. 1975, ed. rev. e amp. 1987). Thames and Hudson, London.
RIBEIRO, Orlando, Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico
SCHAMA, Simon, Landscape and Memory
MAGALHÃES, Maria Manuela Raposo, Morfologia da Paisagem
HUNT, John Dixon, The After Life of Gardens
NYS, Philippe et al., Les Enjeux du Paysage
CORNER, James, Recovering Landscape
SOJA, Edward, Post-modern geographies
KROLL, Lucien, Tout est Paysage
BERQUE, Agustin, Théorie du Paysage
MOSSER, Monique, L'art du Jardin Occidental. De la Renaissance a nos jours
BAZIN, Germain, Paradeisos
FORMAN, Richard T., Land Mosaics

Publicado por Helena Pinto às 09:39 AM

SOCIOLOGIA - programa 2005-2006

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana - 2h/s no 1º semestre, 4h/s no 2º semestre)

Docente
Dr. ª Ana Paula Ferreira

Objectivos

Pretende-se que o aluno:
• desenvolva capacidades de observação e reflexão sobre o social;
• se conscientize da necessidade de uma observação e reflexão sistemáticas e interdisciplinares;
• se aperceba da importância do papel das ciências sociais na tentativa de “desmontar” a complexidade da vida social, rejeitando soluções lineares;
• reconheça nas ciências sociais a responsabilidade de preparar as sociedades para a mudança que caracteriza o mundo actual.

Programa

Parte I
1. As Ciências Sociais no Mundo Contemporâneo
1.1. O Ecossistema Terra – A realidade social como subsistema da realidade natural;
1.2. A Unidade e a complexidade do social;
1.3. A Complementaridade e a interdependência das ciências sociais;

2. A Sociologia como Ciência Social
2.1. Os Factos Sociais – O Objecto da Sociologia;
2.2. Sociologia Geral e Sociologias Especializadas;
2.3. O Objectivo da Sociologia;

3. Os Elementos Primários da Vida Social
3.1. Processos de Interacção Social;

4. A Socialização
4.1. Processo de Socialização;
4.2. A Socialização como processo de transmissão cultural;
4.3. Agentes de socialização;
4.4. Socialização, Papel social e Estatuto social.

Parte II
1. Sociologia Urbana
1.1. A grande cidade moderna
1.2. A questão habitacional
1.3. A prática do planeamento
1.4. Teorias da Urbanização – Teóricos: Tonnies, Simmel, weber, wirth e Escola de Chicago.

Parte III
1. Ecologia Social
1.1. Ecologia social do habitat urbano, nomeadamente em relação com a qualidade do habitat, os problemas sociais em áreas degradadas, os grupos sociais de risco e os projectos de intervenção no âmbito do desenvolvimento social local;
1.2. Política Social de Habitação;
1.2.1. O que é que a forma como se constrói, como se organiza um território, tem que ver com o modo de vida?
1.2.2. Que explicações existem para a desertificação das cidades?
1.2.3. Actualmente serão as cidades menos atractivas?
1.2.4. O que podemos dizer sobre a organização do espaço?
1.2.5. Os bairros sociais, na sociedade portuguesa, são uma espécie de condomínio que os exclui?
1.2.6. Não será possível encontrar soluções para os casos de grande concentração populacional em que os aspectos arquitectónicos funcionam como factor de exclusão?
1.2.7. Combinar etnias, pessoas de diferentes tipos e metê-las em urbanizações separadas e afastadas dos “outros”, pode ser uma forma de tentar resolver o problema da criminalidade?


Bibliografia (títulos existentes na biblioteca a negrito)

BARATA, Óscar Soares, Introdução às Ciências Sociais, 5ª Edição, Bertrand Editora, 2º volume, Venda Nova, 1998
BOUNDON, Raymond, (et al), Dicionário de Sociologia, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1990
CASTELLS, Manuel, Problemas de Investigação em Sociologia Urbana, Ed. Presença, Lisboa, 1976
CAVACO, Maria Helena, A Educação Ambiental para o Desenvolvimento, Escolar Editora, Lisboa, 1992
DUBAR, Claude, A Socialização – Construção das Identidades Sociais e Profissionais Porto Editora, Colecção Ciências da Educação, Porto, Novembro de 1997
ÉTIENNE, Jean (et al), Dicionário de Sociologia : As noções os mecanismos e os autores, Plátano Edições Técnicas, Lisboa, 1998
LEDRUT, Raymond, Sociologia Urbana, Forense, Rio de Janeiro, 1971.
MELLOR, J. R., Sociologia Urbana, RÉS-Editora, Lda.
ROSSI, Aldo, A Arquitectura da Cidade, Ed. Cosmos, Lisboa, 1977.

Publicado por Helena Pinto às 09:37 AM

TECNOLOGIAS 2 - programa 2005-2006

disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Arq.º Carlos Perry

Objectivos gerais
Tendo como objectivo geral o desenvolvimento das capacidades do aluno na área de Tecnologias Construtivas, apresenta-se, o processo a utilizar no decorrer do curso proposto, como um processo de ensino aprendizagem em termos globais e qualitativos, possibilitando estratégias e métodos variados. A compreensão crítica do envolvimento arquitectónico e ambiental conduzirá a uma aplicação de conceitos, primeiramente intuídos e depois generalizados, a novos contextos sócio-culturais e tecnológicos, revelando-se valiosos instrumentos noutras situações de trabalho, quer na fase de introdução de novos temas, quer na fase de desenvolvimento destes, induzindo o relacionamento de dados antecedentes à prática do Projecto e da Obra, e a aplicação de tecnologias adequadas.

PROGRAMA

I - Introdução
-Definição do âmbito da disciplina e seu plano de trabalhos.-Bibliografia geral e específica
II - Redes Técnicas
III - Coberturas de edifícios
IV – Sistemas construtivos em madeira e mistos de alvenaria estruturada a madeira.
-Análise e descrição dos sistemas.
V - Sistemas construtivos em alvenaria e com estrutura em betão armado.
-Análise e descrição dos sistemas.
-Processos construtivos tradicionais e inovadores.
-Cuidados a observar em projecto de arquitectura, em função do sistema construtivo a utilizar.
VI - Sistemas construtivos em Aço e mistos Aço/B.A.
-Análise e descrição dos sistemas.
-Processos construtivos tradicionais e inovadores.
-Cuidados a observar em projecto de arquitectura, em função do sistema construtivo a utilizar.

METODOLOGIA
Aulas teóricas e teórico-práticas.
Uma primeira fase essencialmente dedutiva possibilitará o desenvolvimento e o aperfeiçoamento das capacidades de observação, análise e síntese, conduzindo o aluno à elaboração de conceitos e generalizações. Mais tarde, através da discussão e avaliação das suas próprias conclusões poderá então generalizar princípios e conceitos para contextos diferentes, agora numa estratégia indutiva.

AVALIAÇÃO
Componente Prática 40% Componente Teórica 60%
A avaliação prática será processada através da apresentação e discussão dos exercícios a desenvolver por grupos de cinco alunos no decorrer das aulas práticas correspondentes aos módulos de matéria do programa.
A avaliação teórica será processada através de testes individuais e sem consulta, a terem lugar na última aula do mês de Janeiro e na última aula do ano lectivo.

Bibliografia Geral(títulos existentes na biblioteca a negrito)

Collier’s Enciclopédia; aa.vv.; MacMillan Educational Company, New York, P. F. Collier, Inc., London e New York; 1989
BUILDING METHODS AND PRODUCTS -EDITOR DAVID MARTIN AADP REG ARCH, 1984, THE ARCHITECTURAL PRESS.
SEGURADO, João Emílio dos Santos, Trabalhos de Carpintaria Civil 7ª Edição, Biblioteca de Instrução Profissional, Livraria Bertrand, Lisboa, s.d.
BRANCO, J. Paz; Manual do pedreiro; L.N.E.C.
COLARES, José Pedro dos Reis; Manual dos Marceneiro, Biblioteca de instrução de profissional, Livraria Bertrand, Lisboa
COLARES, José Pedro dos Reis; Trabalho de Carpintaria Civil, Biblioteca de instrução profissional, Livraria Bertrand, Lisboa
COSTA, F. Pereira da; Enciclopédia prática de construção civil; Portugália Editora, Lisboa
RUIZ, José Zurita; Formulário para a construção; Plátano Editores, 1993, Porto
Biblioteca de Instrução Profissional, Acabamentos das construções, Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris-Lisboa.
Biblioteca de Instrução Profissional, Formador e Estucador, Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris-Lisboa, 2ª edição
LNEC, Curso de especialização sobre revestimentos de paredes - 1º módulo, Lisboa, 5 a 9 de Novembro de 1990
Regulamento de Canalizações de Águas e Esgotos
Guyot, Alain e Izard, Jean Louis, Arquitectura Bioclimática, Tecmología y Arquitectura, GG, 1980
Carvalho, Licínio Catarino de, Iluminação Natural no Projecto de Edifícios, LNEC / ICT, Inf. Técn., Edifícios / DIT 14
Silva, Armando Cavaleiro e Malato, João José , Geometria de Insolação de Edifícios, LNEC / ICT, Inf. Técn., Edifícios
VIEGAS, João Carlos, Ventilação Natural de Edifícios de Habitação, LNEC
MASCARENHAS, Jorge, Sistemas de Construção – Volume I, Livros Horizonte, 2001
MASCARENHAS, Jorge, Sistemas de Construção – Volume II, Livros Horizonte

Publicado por Helena Pinto às 09:34 AM

TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITECTURA 3 - programa 2005-2006

disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)

Docentes
Prof. Doutor Fernando António Baptista Pereira (regente)
1º semestre - Dr. Gustavo Portocarrero
2º semestre - Dr. José Neto

I - Objectivos da cadeira

a) Contribuir para o enriquecimento e valorização da memória visual dos futuros profissionais da arquitectura.
b) Desenvolver a capacidade de leitura da imagem, do objecto e do elemento construído, no tempo e no espaço.

Mais do que um mero acumular de datas, nomes e imagens, em sucessão mais ou menos linear pela História do Homem, pretende-se, nesta cadeira, equacionar as grandes transformações e, sobretudo, a mudança no imaginário das diferentes culturas humanas abordadas e o modo como a arte e a arquitectura expressaram essa mudança.
Daí a importância concedida, no programa da cadeira, às grandes etapas de periodização histórico-artística, centrada na Europa Ocidental e bacia do Mediterrâneo desde o Paleolítico Superior ao final da Idade Média. Perante tão amplo arco cronológico, impunha-se uma selecção de culturas e de momentos que, nas nossas condições actuais, aponta claramente para a opção eurocêntrica. As culturas não europeias, quando referidas, são-no na perspectiva do seu contributo para os sucessivos modelos artísticos dominantes na Europa.
O programa prevê ainda uma introdução teórico-metodológica, em que são abordadas as grandes hermenêuticas histórico-artísticas do século XX, ao longo da qual os alunos são introduzidos no manejo dos operatórios indispensáveis à leitura da obra de arquitectura e do objecto artístico.

II - Conteúdos e Desenvolvimento do Programa

1º Tema: Introdução à Teoria e História da Arte e da Arquitectura:
1.1. O objecto da História da Arte e da Arquitectura. História da Arte e História da Arquitectura; Crítica de Arte e Crítica de Arquitectura.
1.2. Arquitectural, Escultural e Pictural na História da Arquitectura.
1.3. As principais etapas de construção do Discurso Historiográfico sobre a Arte e a Arquitectura.

2º Tema: A Génese das Formas Artísticas e do Espaço Arquitectónico:
2.1. Artefactos das primeiras sociedades de caçadores-recolectores: funções, formas e materiais;
2.2. Pintura e Escultura: a pintura rupestre e a arte móvel no Paleolítico Superior. O suporte e o espaço figurativo; sistemas simbólicos e sequências de evolução formal;
2.3. Arquitectura: das primeiras construções efémeras ao megalitismo. Tipos de estruturas e funções.

3º tema: A Arte e a Arquitectura nos Impérios Agrários e nas Sociedades Agro-Pastoris:
3.1 A Arquitectura e a Arte da Civilização Egípcia: a cidade dos mortos e o templo.
3.2 A Arquitectura e a Arte da Civilização Mesopotâmica: estruturas arquitectónicas e sistemas figurativos.
3.3. A Arte dos Povos das Estepes e do Mediterrâneo Ocidental: povoados fortificados e sistemas decorativos.

4º tema: A Arte na Cidade Antiga:
4.1. As Civilizações Cretense e Micénica: urbanismo, arquitectura e intervenções decorativas;
4.2. Da Polis Helénica ao Império Romano:
4.2.1 A organização do espaço urbano: da polis à urbe;
4.2.2. As ordens clássicas na arquitectura religiosa, civil e militar;
4.2.3. A escultura clássica: da longa duração dos modelos gregos às inovações romanas;
4.2.4. A pintura de cerâmica, os frescos e os mosaicos;
4.3. O Cristianismo e o fim da arte clássica:
4.3.1. Modelos paleocristãos na pintura, na escultura e na arquitectura.

5º tema: A Arte na Cidade de Deus:
5.1. Os modelos artísticos em confronto na Alta Idade Média;
5.2. O renascimento arquitectónico românico:
5.2.1. Fontes, estruturação e irradiação dos modelos: Arte, Igreja e Sociedade:
5.2.2. A simbólica românica na escultura monumental, na pintura mural e na arte do livro;
5.3. Renascimento urbano e arte gótica:
5.3.1. Novos modelos construtivos e a sua regionalização;
5.3.2. A revolução iconográfica: o humanismo e o naturalismo góticos.

III - Metodologia Pedagógica

A carga horária da cadeira (quatro horas semanais) impõe uma Metodologia assente principalmente no Método Expositivo. Os conteúdos do programa serão leccionados com forte apoio no comentário a imagens projectadas (slides e acetatos) e em documentação de apoio. Haverá ainda nas aulas, e tendo em vista as diversas condicionantes, espaço para o debate sobre as temáticas tratadas.

IV - Avaliação
A avaliação da cadeira constará, para além de uma apreciação contínua, baseada na observação da participação dos alunos nos espaços de diálogo, de três provas obrigatórias:
a) um trabalho prático de natureza metodológica sobre o primeiro ponto do programa, de acordo com as normas definidas em Anexo, a entregar no início de Janeiro, e que será apresentado e discutido em aulas práticas do segundo semestre;
b) dois testes: o primeiro teste a realizar no final do 1º semestre e o segundo teste a realizar no fim do 2º semestre;
Enquanto que o trabalho prático visa apurar as capacidades dos alunos na leitura e reflexão teórica sobre os textos ensaísticos de interesse metodológico para a história e a leitura do património construído e das imagens, os testes procuram indagar da progressiva habilitação dos alunos na leitura desse património e dessas imagens ao longo do tempo histórico.
Para serem admitidos à avaliação final os alunos têm de realizar as três provas obrigatórias. A nota final é obtida pela média aritmética das notas das três provas acima descritas, tendo ainda como factor de ponderação a participação e frequência das aulas.

V - Referências bibliográficas de orientação(títulos existentes na biblioteca a negrito)

Obras Gerais
Leituras de acompanhamento
HUYGHE, René (direcção) El Arte y El Hombre, Barcelona: Planeta, 1957-1961, 3 vols. Os textos introdutórios a cada capítulo, da autoria de René Huyghe, foram traduzidos para português com o título: Sentido e Destino da Arte, Lisboa: Edições 70, 1986, 2 vols,
PEVSNER, Nikolaus Perspectiva da Arquitectura Europeia, Lisboa: Ulisseia, 1962
ZEVI, Bruno Saber Ver a Arquitectura, Lisboa: Arcádia, 1977.
A sua leitura é essencial para o acompanhamento das aulas.

Leituras complementares
AA.VV., Ilustrated Dictionary of Historic Architecture, Nova Iorque: Dover Publications, 1977;
GOMBRICH, E.H., L´Art et son Histoire, Paris: Livre de Poche, 1967, II vols.; Existe uma tradução em espanhol: La História del Arte contada por E.H. Gombrich, Madrid: Debate/ Círculo de Lectores, 1997; e