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novembro 09, 2005

projecto II - 2º exercício 2005-2006

Exercício #2
CASA DO ESTUDANTE

PROJECTO II - 3º ANO
Ano lectivo 2005-2006

ptcook.jpg Plug-in-City,
desenho de Peter Cook, 1964

1 - INTRODUÇÃO

“Os tratados de Vitrúvio, Alberti, Blondel, Durad e Semper fornecem uma referência triádica à arquitectura: solidez técnica, utilidade programática e estética. Porém Siza não aplica académica e estaticamente estas referências. Siza Vieira coordena organicamente esta tríade na vivência concreta das suas obras. É uma triunicidade que se afirma. O observar atento, a grande abertura à construção popular, a sensibilidade de artista consolidam também uma especial atenção pelo «lugar».”

In RODRIGUES, António Jacinto – Teoria da Arquitectura. O Projecto como Processo Integral na Arquitectura de Álvaro Siza.
Porto: FAUP publicações, 1996. p. 31, 32.


A partir do enunciado proposto na disciplina de Tecnologias II, o aluno deve aprofundar o conhecimento integrado entre as várias disciplinas que ajudam a concretizar o projecto – interdisciplinaridade. Os levantamentos, desenhos, maquetas e relatórios realizados até ao momento fornecem uma base de trabalho para o desenvolvimento do projecto proposto.


2 - ENUNCIADO

A maior parte dos cascos históricos das nossas cidades e outras áreas dos aglomerados urbanos ou rurais encontram-se em muito mau estado de conservação, ou mesmo em estado de degradação avançado e por vezes ruína. O arquitecto tem, neste início de século, um desafio no que diz respeito à requalificação urbanística e/ou arquitectónica nestas áreas do tecido construído.

A área de intervenção deste exercício é a Casa da Tuna, junto ao edifício da Universidade Moderna de Setúbal. Este conjunto de pequenas construções deve ser adaptado para um albergue de jovens (pousada da juventude).

Do programa devem fazer parte os seguintes espaços:
a) – Dormitório: 10 a 15 camas (de preferência quartos triplos/duplos);
b) – Espaços de serviços (cozinha, instalações sanitárias, lavandaria, arrumos);
c) – Espaços de lazer (salas de refeições, de jogos);
d) – Espaços de estudo (biblioteca/sala de leitura);
e) – Espaços exteriores (pátios, arranjos exteriores/jardins, estacionamento).

Este exercício pretende, que o aluno, através da compreensão das construções existentes e das suas características tipológicas, espaciais, construtivas e estéticas, tenha a capacidade de reconstruir, remodelar, recuperar e edificar, tendo m conta um programa existente.
A intervenção deve no final realçar um carácter de conjunto, evitando fragmentações. Assim, a relação entre velho e novo, cheios e vazios, técnicas construtivas e materiais torna-se relevante para alcançar os objectivos pretendidos.

3 - OBJECTIVOS

” (...) O agente criador, arquitecto, exerce na qualidade de mestre a arte de construir traçando planos, hierarquizando valores, supervisionando a execução das construções; assim, projecta e imagina o edifício, controla as fases de construção, observa as necessidades práticas do útil, cumpre a satisfação de desejos humanos, quer estes signifiquem valores ontológicos, éticos ou estéticos, quer se enquadrem em contingências económico-financeiras.
A arquitectura, não sendo uma ciência, é um saber fazer, isto é, uma capacidade de ordenar o mundo e por essa acção humanizá-lo. A arquitectura, como todos os objectos existentes, comporta uma historicidade, quer como estrutura própria – história da arquitectura –, quer como conjunto de valores, ideias, opiniões, desejos que constituem para a humanidade um conjunto revelador de uma teoria das mentalidades.”

In RODRIGUES, Maria João Madeira – O que é Arquitectura.
s.l.: Quimera Editores, Lda, 2002. p. 10, 11.


Este exercício pretende estabelecer uma ligação entre as disciplinas de Projecto II, Estruturas I, Tecnologias I e Arquitectura Paisagista. Cada docente destas disciplinas abordará os temas convenientes tendo em conta o programa da respectiva disciplina.

Relacionar o projecto de arquitectura (programa, espaço, forma, função, ritmo, proporção, equilíbrio) com as exigências das disciplinas referidas. Perceber que a arquitectura não é autónoma, mas multidisciplinar e globalizante no acto de projectar.

Despertar a análise do objecto arquitectónico tendo em conta a história, o contexto, o tipológico e o construtivo. Estudar e analisar de forma cuidada as relações entre os vários elementos intervenientes no existente e na proposta. Reflectir tendo em conta alguns textos teóricos paradigmáticos sobre os temas – reconstrução, recuperação, requalificação, reabilitação, revivificação, remodelação, ampliação e alteração.

O projecto deve, na sua proposta final, através dos desenhos, textos e maquetas mostrar uma vertente técnica e construtiva, em que as soluções adoptadas e os materiais utilizados funcionem como elementos de consonância e de exaltação da parte conceptual desenvolvida.

foscoa.jpg Fotografia junto a Foz Côa, escarpa para o rio Douro, Miguel Santiago, 2003.

4 – APRESENTAÇÃO

As peças desenhadas serão apresentadas em três painéis (suporte rígido) de formato a1. Farão parte destes painéis os seguintes elementos:
Memória Descritiva
Levantamento – esc. 1/50,
Plantas, Cortes e Alçados (proposta) – esc. 1/50
Pormenores Construtivos – esc. 1/20
Fotomontagens

Do processo farão parte todos os estudos de concepção e pesquisa de material relevante, desenvolvidos ao longo da pesquisa, permitindo uma leitura adequada da evolução de todo o trabalho. Este documento será apresentado em formato normalizado, dobrado em A4.
Maqueta em cartão ou balsa – esc. 1/100.
O trabalho termina com a apresentação oral por parte de cada aluno.

Entrega final – 16 de Janeiro de 2006.

Bom trabalho.
Setúbal, 13 de Outubro de 2005.

Miguel João Mendes Santiago Fernandes
Hugo Nazareth Fernandes de Cerqueira
Arquitectos

Publicado por Helena Pinto às novembro 9, 2005 11:46 PM