outubro 04, 2005

PROJECTO 1 - programa 2005-2006

Disciplina anual (12 horas teórico-práticas por semana)

Docentes Biénio 2005-2007
Mestre Arq.º Miguel Berger (regente)
Arq.º Pedro Mortal

Objectivos gerais
A disciplina de Projecto I estabelece na continuidade de um biénio, uma estrita relação com a disciplina de Projecto II, integrada num ciclo de dois anos lectivos, onde se podem experimentar os diferentes tempos de reflexão, e diferentes níveis de definição que caracterizam os projectos de arquitectura, com objectivos e métodos autónomos.

Objectivos específicos
A disciplina de Projecto I (O primeiro ano do biénio) tem por objectivo a confrontação dos alunos com a prática do projecto, em especial, no desenvolvimento dos aspectos criativos do projecto e das ideias que os consubstanciam.
È também um objectivo da disciplina a análise e investigação do território e da cidade como estruturas de suporte, e como elementos preliminares na configuração dos projectos, bem como o estudo de elementos e sistemas em equilíbrio, construtivos e compositivos.

Programa
O programa do ano procura estabelecer uma aproximação estruturada a criação do objecto Arquitectónico, à sua conformação, e à sua materialização, bem como aos processos e métodos para consubstanciar os conceitos e ideias que o qualificam. Pretende-se que o aluno adquira e desenvolva os processos apropriados de trabalho que enquadrem a prática específica do projecto em arquitectura, no seu desenvolvimento e complexidade.

Exercícios
Enquadrando-se no definindo para os objectivos programáticos, os exercícios propostos procuram desenvolver as capacidades de observação e análise dos alunos, que permitam o entendimento do sitio, do seu contexto na cidade, e da forma como as suas intervenções arquitectónicas estabelecem a transformação critica de um lugar.
Serão desenvolvidos cinco exercícios que de forma complementar procurarão desenvolver os objectivos referidos.
Os exercícios a desenvolver terão programa próprio e serão essencialmente individuais, com durações diferentes, distribuídos por um exercício rápido de 3 a 4 semanas, por três exercícios de média duração, e finalmente um exercício de longa duração, que fará a “ponte” para o segundo ano do biénio.

Aulas
Os exercícios serão acompanhados por aulas de experimentação, com acompanhamento e esclarecimento aos trabalhos desenvolvidos pelos alunos, intercaladas por aulas de exposição de matéria teórica base.

Avaliação
A avaliação será continua, efectuada através do acompanhamento dos trabalhos e implementando o sistema de apresentações orais em fases intermédias e finais.

Interdisciplinaridade
Pretende-se que os alunos possam vir a integrar nos exercícios propostos para a disciplina, conceitos e conteúdos assimilados nas diferentes disciplinas do(s) ano(s) anteriore(s), bem como do ano em curso tais como:
o Desenho – como expressão privilegiada de conceitos e ideias.
o Teoria e Historia da Arq. – como memória da cultura arquitectónica.
o Tecnologia – como suporte das opções construtivas utilizadas nos diferentes exercícios.

Bibliografia geral (títulos existentes na biblioteca a negrito)
Alexander, Christopher – El Modo Intemporal de Construir. Gustavo Gili, ed.
Frampton, Kenneth – Introdução ao Estudo da Cultura Tectónica, 1995. Cadernos de arquitectura, Associação dos Arquitectos Portugueses, ed.
Hall, Edward T. - A Dimensão Oculta, 1966. Relógio d’água, ed.
Norberg-Schulz, Christian – Genius Loci, 1979. Electa, ed..
Rasmussen, Steen Eiler – Arquitectura Vivenciada, 1986 (ed. Brasileira). Martins Fontes, ed.
Lynch, Kevin – A imagem da Cidade, 1960. Edições 70, ed.

Textos de apoio e enquadramento específicos, serão facultados gradualmente durante o decurso do ano lectivo.

Publicado por Helena Pinto às 06:22 PM

DESENHO 2 - programa 2005-2006

Disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Mestre Arq.ª Maria José Sardinha

Introdução
Desenho II é uma disciplina cujo programa deve, por um lado, garantir a sedimentação dos conceitos e práticas definidos em Desenho I (ano precedente), e por outro, permitir uma progressiva autonomia de expressão e intenção gráficas.
Pretendemos com o programa proposto, desenvolver capacidades de observação, análise e registo do objecto e do espaço arquitectónico, espaço dirigido essencialmente para o conhecimento e para a utilização prática de uma linguagem gráfica, fazendo apelo à experimentação e ao manuseamento correcto de meios actuantes, técnicas, processos e suportes diversificados. Pretendemos ainda desenvolver a sensibilidade estética, formando e aplicando padrões de exigência.
Caso se julgue oportuno, o Desenho II poderá estabelecer uma relação transversal com algumas disciplinas, nomeadamente Projecto I, reforçando a relação de que o desenho deve determinar como processo numa vontade de encontrar soluções para as suas propostas.

Objectivos
Conhecer e manipular os elementos básicos que compõem a linguagem visual, adequando-os às características do(s) modelo(s) que em dado momento se pretende registar.
Desenvolver as capacidades de observação, análise e registo, aceitando o desenho como forma de pensar. A pessoa que desenha pensa, vê, observa e desenha, pelo que é preciso aprender a pensar, a ver, a observar e a educar a mão.
Desenvolver as capacidades criativas do aluno no domínio da representação gráfica e a particularidade da sua expressão individual, recorrendo ao entendimento, exploração e adequação de potencialidades e comportamentos específicos dos meios gráficos.
Sensibilizar o aluno para a importância das relações lumínicas e cromáticas, como factor de estruturação fundamental do objecto e do espaço arquitectónico.
Iniciação à percepção da imagem urbana. Apreciar o desenho como disciplina específica que permite seleccionar e estabelecer um percurso, no sentido de entender a realidade como forma de expressão pessoal. Aprender a criticar pelo desenho a forma visual da arquitectura, determinando os seus elementos e relacionando-os.

Metodologia
A reduzida carga horária da disciplina (quatro horas semanais) impõe uma metodologia assente principalmente em aulas práticas, onde terá lugar a aplicação e experimentação dos conceitos estudados em cada unidade temática.
Haverá uma incidência teórica no início de cada exercício, onde terá lugar a exposição da matéria base e no final dos mesmos, a título conclusivo. Terá lugar nas aulas, como apoio à matéria base ou aos exercícios propostos, a projecção de imagens (acetatos e diapositivos) e vídeo, para além da entrega regular de documentação de apoio.
Os exercícios propostos serão realizados obrigatoriamente no espaço e no tempo da aula, com algumas deslocações ao exterior, quando as condições climatéricas o permitam. Só desta forma será possível a observação global do esforço, da perseverança e criatividade, manifestados pelo aluno. Serão propostos alguns exercícios paralelos ao tempo da aula (como complemento à escassa carga horária atribuída à disciplina), assim como alguns exercícios de síntese (com enunciados específicos). Pretendemos «enfatizar» as horas de trabalho aplicadas à prática do desenho, tanto no espaço da aula como fora dele.
Será valorizada a participação dos alunos na apreciação individual e conjunta dos exercícios efectuados, através de uma análise crítica e de leituras comparadas, onde se pretende que haja diversidade e pluralidade na resposta aos exercícios propostos.
Tendo em conta a especificidade prática desta disciplina e por não ser compatível aplicar o regulamento de avaliação de conhecimentos existente nesta universidade, faz-se normalmente coincidir a data das frequências ou do exame final, com a entrega de trabalhos, que pode ou não coincidir com a realização de um exercício específico. Prevalece no entanto, todo o trabalho realizado até então, pois o processo de avaliação é contínuo.
Sempre que se considere oportuno, serão organizadas conferências e/ou realizadas visitas de estudo, normalmente em conjunto com a turma de 1º ano, na disciplina de Desenho I.


PROGRAMA

1. Análise e experimentação através do desenho. O desenho como forma de pensar.

1.1 Potencialidades dos meios gráficos actuantes, materiais de suporte e formatos.
1.2 Observação, análise e representação objectiva de formas e espaços arquitectónicos.
1.3 Conceito de Verosimilhança, como uma possibilidade que, para além da semelhança, possibilita a diferenciação individual dos semelhantes.
1.4 Noção de Escala. Complexidade, diferença e totalidade.
1.5 A proporção como relação de grandeza comparativa entre duas partes ou entre cada uma das partes e a grandeza total do(s) objecto(s) arquitectónico(s).
1.6 Construção sistemática de um desenho: Estrutura / Pormenores / Tons e Texturas.
1.7 Métodos de análise e representação gráfica. Aplicação a uma obra arquitectónica.

2. Luz e plasticidade no desenho. Elementos estruturais da linguagem gráfica:

2.1 Lineares.
2.2 Texturais.
2.3 Lumínicos.
2.4 Cromáticos.

3. Dinâmica e crítica do desenho. A arquitectura da Cidade.

3.1 Análise Sequencial: elementos marcantes do espaço urbano.
3.2 Análise Morfológica: dinâmica da forma da arquitectura. Massa e Espaço.

O método de análise sequencial assenta num critério de oposições e contrastes. Hipóteses de sequências e planos:
3.1.1. Disposições gerais esquemáticas  simetria / assimetria; definição lateral / definição central; abertura / fechamento; convexidade / concavidade;
3.1.2. Definição pelas superfícies laterais  saliência / reentrância; perfil (definição vertical); ondulação (definição horizontal);
3.1.3. Relação entre as duas superfícies: no sentido do ponto de fuga  encurtamento; estrangulamento; efeitos de bastidores. valorização (franca ou discreta); no sentido do fechamento do campo visual  diafragma; enquadramento; fechamento; vazio;

4. Cor e Representação.

4.1 O fenómeno Cor. Habitat.
4.2 Teoria da Cor: tonalidade, luminosidade e pureza.
4.3 Princípios de Chevreul.
4.4 O sólido de Munsell: sistema de representação das três dimensões da cor.
4.5 Johannes Itten e a Bauhaus (breve referência a J. Albers, W. Kandinsky e P. Klee).
4.6 Policromia arquitectural de Le Corbusier: os livros de cores de 1931 e de 1959.
4.7 O ambiente cultural de alguns ateliers em Portugal. O atelier Conceição Silva.
O projecto realizado para a loja da Valentim de Carvalho, em Cascais.

Avaliação
O processo de avaliação é contínuo, processa-se através da crítica pontual individual, exigindo-se a presença sistemática do aluno na aula; baseia-se na apreciação qualitativa e quantitativa dos seguintes elementos: exercícios elaborados no decurso das aulas, com a consequente organização de um portfólio síntese, resultante da selecção dos registos mais significativos em resposta aos exercícios propostos; exercícios síntese, elaborados também no decurso das aulas; exercícios resolvidos paralelamente; diário gráfico (opcional) – os alunos devem criar hábitos de registo gráfico quotidiano, pelo uso de pequenos cadernos portáteis (sketchbooks).

Critérios Gerais de Avaliação
Assiduidade: pretende-se que o aluno não exceda os 20% de faltas, no entanto, tendo em conta as características do corpo estudantil, com a existência de vários estudantes trabalhadores, este critério é por vezes contornado, embora em situações muito específicas e de modo pouco expressivo. Sempre que ocorrerem visitas de estudo ou noutras iniciativas no âmbito da disciplina de Desenho, só serão admitidas faltas em situações muito específicas e com justificação antecipada.

Durante o ano lectivo serão marcadas duas avaliações periódicas e uma avaliação final; para os alunos serem submetidos à avaliação final, terão de comparecer obrigatoriamente a todas as avaliações periódicas.
O trabalho a desenvolver ao longo do ano constitui-se pelos exercícios correntes resolvidos no espaço das aulas e ainda, em pelo menos três exercícios práticos individuais de síntese (também preferencialmente resolvidos no espaço da aula) e um exercício paralelo de grupo ou individual (no âmbito da análise e representação gráfica).
A avaliação será feita através da observação directa aos alunos ao longo do ano lectivo, tendo em conta os seguintes critérios: o seu grau de empenhamento, interesse e curiosidade manifestados; compreensão, desenvolvimento e rigor demonstrados; organização, evolução, poder de síntese e crítica revelados; conhecimentos adquiridos; evolução de todo o trabalho produzido.
Às tarefas propostas já enunciadas, atribui-se um peso relativo de 40% para os exercícios correntes, 40% para os exercícios de síntese e 20% para o exercício de grupo. Outros elementos adicionais, como o diário gráfico, serão também analisados como trabalho complementar, assim como eventuais exercícios paralelos.

Materiais actuantes
Preferencialmente, sugere-se a utilização de riscadores (grafites, esferográficas, feltros, e afins), aquosos (canetas de aparo(s), pincéis, tinta da china, guaches, e afins) e de diferentes formatos (como exemplo, os graus de dureza, as espessuras); aceitam-se no entanto, outros materiais apropriados à realização de exercícios específicos, sugeridos pelos alunos.

Materiais de suporte
Papel de máquina (80 a 100gr) e papel cavalinho A4, A3 e A2. Pontualmente podem ser utilizados outros tipos de papel, com propriedades diferentes (espessuras, texturas, cores), como o esquisso, manteiga, craft/reciclado, ou outras matérias, que sejam adequados à especificidade do exercício.

Bibliografia Básica(títulos existentes na biblioteca a negrito)

ALBERS, Josef - La interacción del color. Madrid: Alianza Editorial, 1996. (Col. Alianza Forma I).
ARNHEIM, Rudolf - Arte & Percepção Visual, uma psicologia da visão criadora. 7ªed. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1992. (Col. Arte, Arquitectura e Urbanismo).
BENEVOLO, Leonardo - Diseño de la Ciudad. Barcelona: Editorial Gustavo Gili.
BRUSATIN, Manlio – Desenho/Projecto, Enciclopédia Einaudi, Vol. 25. Lisboa: INCM, 1993.
CARNEIRO, Alberto – Campo, sujeito e representação no ensino do desenho. Porto: FAUP Publicações, 1995.
CHING, Francis D. K. ; JUROSZEK, Steven P. – Dibujo y proyecto. Barcelona : Editorial Gustavo Gilli, 1999.
CULLEN, Gordon - Paisagem Urbana. Lisboa: Edições 70, 1996. (Col. Arquitectura & Urbanismo 1).
GOETHE, J. W. - Traité des Couleurs. Paris: Éditions du Centre Triades, 1995.
ITTEN, Johannes - Art de la Couleur. Paris: Dessain et Tolra, 1986.
ITTEN, Johannes - Le Dessin et La Forme. Paris: Dessain et Tolra, 1995.
LENCLOS, Jean-Philippe et Dominique  Les Couleurs de L’Europe. Géographie de La Couleur. Paris: Publications du Moniteur, 1995.
LYNCH, Kevin - A Imagem da Cidade. Lisboa: Edições 70, 1988. (Col. Arte & Comunicação 15).
MASSIRONI, Manfred - Ver Pelo Desenho. Aspectos Técnicos, Cognitivos, Comunicativos. Lisboa: Edições 70, 1983.
MOLINA, Juan José Gómez (coord.) - Las Lecciones del Dibujo. Madrid : Ediciones Cátedra, 1995.
MOLINA, Juan José Gómez (coord.) - Estrategias del Dibujo en el Arte Contemporâneo. Madrid : Ediciones Cátedra, 1999. (Col. Arte, Grandes Temas).
NICOLAIDES, Kimon  The natural way to draw. Boston: Hougthon Mifflin, 1976.
ROBBINS, Edward  Why Architects Draw (Architects - Interviews). Massachusetts: The MIT Press, 1994.
RODRIGUES, António Jacinto - A Bauhaus e o Ensino Artístico. Lisboa: Editorial Presença, 1989. (Col. Dimensões / Série Especial 15).
ROSSI, Aldo  L’Architettura della Città. Padova: Marsilio Editori, 1966.
RUDEL, Jean  A Técnica do Desenho. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 1980.
VIEIRA, Joaquim  O Desenho e o Projecto são o mesmo Porto: FAUP Publicações, 1995.

Bibliografia Complementar
BERGER, John  Modos de Ver. Lisboa: Edições 70, 1996. (Col. Arte & Comunicação 3).
CALVINO, Italo  As Cidades Invisíveis. Editorial Teorema, 1990. (Colecção Estórias).
CONSIGLIERI, Victor  A Morfologia da Arquitectura, 1920-1970, vol. 1. Lisboa: Editorial Estampa, 1994. (Colecção Referência 7).
CONSIGLIERI, Victor  A Morfologia da Arquitectura, 1920-1970, vol. 2. Lisboa: Editorial Estampa, 1994. (Colecção Referência 8).
CONSIGLIERI, Victor  As Significações da Arquitectura, 1920-1990. Lisboa: Editorial Estampa, 2000.
CÔRTE-REAL, Eduardo  O Triunfo da Virtude. As Origens do Desenho Arquitectónico. Lisboa: Livros Horizonte, 2001. (Colecção Horizonte Arquitectura ; 1).
FOCILLON, Henri  A vida das Formas. Lisboa: Edições 70, 1988. (Col. Arte & Comunicação 38).
HALL, Edward T.  A Dimensão Oculta. Lisboa: Relógio d’Água, 1986.
HICKEFHIER, Alfred  Le cube des couleurs. Paris: Dessain & Tolra, 1969.
KANDINSKY, Wassily - Curso da Bauhaus. Lisboa: Edições 70, 1987. (Col. Arte & Comunicação 36).
KANDINSKY, Wassily - Do Espiritual na Arte. 2ª ed. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1991.
KANDINSKY, Wassily - Ponto, Linha, Plano. Lisboa: Edições 70, 1996. (Col. Arte & Comunicação 34).
KANDINSKY, Wassily - Gramática da Criação. Lisboa: Edições 70, 1998. (Col Arte & Comunicação 66).
KANDINSKY, Wassily - O Futuro da Pintura. Lisboa: Edições 70, 1999. (Col Arte & Comunicação 67).
LEYMARIE, Jean  Le Dessin, Histoire d’un Art. Genebra: Ed. Skira, 1979.
MATISSE, Henri - Écrits et Propos sur l’Art. Paris: Hermann, Éditeurs des sciences et des arts, 1972. (Collection Savoir: sur l’Art).
MIRÓ, Joan  Écrits et entretiens. Paris: Daniel Lelong Éditeur, 1995.
PANOFSKY, Erwin  O Significado nas Artes Visuais. Lisboa: Editorial Presença, 1989. (Colecção Dimensões / Série Especial 14)
PANOFSKY, Erwin  A Perspectiva como Forma Simbólica. Lisboa: Edições 70, 1993. (Colecção Arte & Comunicação 57)
RODRIGUES, Ana Leonor M.  O Desenho. Ordem do Pensamento Arquitectónico. Lisboa: Editorial Estampa, 2000. (Colecção Referência 24).
RUSKIN, John  The Elements of Drawing (1857). New York: Dover, 1971. Londres: The Herbert Press, 1991.
SACKS, Oliver  «O caso do pintor acromatóptico», in Um Antropólogo em Marte. Sete Histórias Paradoxais. Lisboa: Relógio d’Água, 1996, pp. 25-67. (Colecção Antropos).
TANIZAKI, Jun’ichiro  Em louvor às sombras. Maputo: Faculdade de arquitectura e Planeamento Físico (Universidade Eduardo Mondlane), 1999.
WITTGENSTEIN, Ludwig - Anotações sobre as cores. Lisboa: Edições 70, 1996. (Col. Biblioteca de Filosofia Contemporânea 4).

Publicado por Helena Pinto às 06:00 AM

TECNOLOGIAS 1 - programa 2005-2006

Disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Arq.ª Maria do Céu C. Medeiros Martins

Objectivos Gerais
A disciplina de Tecnologias I tem como objectivo a aquisição do conhecimento sistemático das características físicas e químicas dos materiais e de elementos de construção, bem como a sua inventariação e tecnologias de aplicação.

PROGRAMA

Introdução
Definição do âmbito da disciplina e seu plano de trabalhos

I - Os materiais e os processos de construção
Importância do conhecimento dos materiais na concepção do espaço arquitectónico
Evolução histórica das técnologias de aplicação dos materiais
Novas tecnologias de aplicação induzidas pelo aparecimento de novos materiais

II - Caracterização física, química, patológica e ambiental dos materiais. Aspectos regulamentares
1. Pétreos
2. Madeiras
3. Metais
4. Cerâmicos
5. Aglomerantes e produtos aglomerados
6. Vidros e plásticos
7. Tintas, vernizes, adesivos e vários


III - Introdução às construções
Classificação e inventariação dos elementos construtivos
Materiais e elementos construtivos no edificado

Metodologia
Aulas teóricas (uma por semana) e teorico-práticas (duas por semana).
Partindo de experiências de aprendizagem individuais e em grupo, apoiadas e orientadas por conhecimentos complementares disponibilizados pelo docente, o aluno utilizará métodos activos de trabalho de pesquisa, verbais e visuais, através da observação de casos, situações e exemplos de fácil apreensão ao nível dos seus pré-requisitos.

Avaliação
Componente Prática 40% Componente Teórica 60%
A avaliação prática será processada através da apresentação e discussão dos exercícios a desenvolver por grupos de cinco alunos no decorrer das aulas práticas correspondentes aos módulos de matéria do programa.
A avaliação teórica será processada através de testes individuais e sem consulta, a terem lugar na última aula do mês de Dezembro e na última aula do ano lectivo.


Bibliografia Geral
1. Catálogo de Rochas Ornamentais Portuguesas. Direcção-Geral de Geologia e Minas, Abril de 1983 Porto
2. SEGURADO, João Emilio dos Santos, "Materiais de Construção" 4ª Edição, Biblioteca de Instrução Profissional, Aillaud Ld.ª, Paris, Lisboa, s.d.
3. SEGURADO, João Emilio dos Santos, "Trabalhos de Carpintaria Civil" 7ª Edição, Biblioteca de Instrução Profissional, Livraria Bertrand, Lisboa, s.d.
4. VELOSO, A.J. Barros; ALMASQUÉ, Isabel, "Azulejos de Fachada em Lisboa", Câmara Municipal de Lisboa, Lisboa,1989
5. VELOSO, A.J. Barros; ALMASQUÉ, Isabel. Azulejaria de Exterior em Portugal . Edicões Inapa, Lisboa, l991
6. COSTA, F.Pereira da, "Enciclopédia Prática da Construção Civil", edição do autor, Lisboa, sd.
7. Fotocópias de trabalhos práticos e monografias executadas em anos lectivos anteriores.
8. LOPES DOS SANTOS, Vítor, Monografias de Materiais de Construção, edição de autor, Lisboa, 1999

Publicado por Helena Pinto às 04:15 AM

GEOGRAFIA - programa 2005-2006

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Arq.º Carlos Perry

Objectivos Gerais
Dotar os estudantes de conhecimentos e de princípios metodológicos que lhes permitam de forma intuitiva, no acto da concepção do espaço, encarar como indispensáveis as questões de conforto ambiental e funcional e sempre relacionadas do ponto de vista da geografia humana com o meio físico.
Estabelecer inter-ligações entre as formas arquitectónicas, materiais e soluções construtivas, e os factores da geografia física.
Abordar a regulamentação existente num ponto de vista pedagógico e não exclusivamente disciplinar.
Resolver soluções propostas.

Programa

Introdução
Definição do âmbito da disciplina e do seu plano de trabalhos
Bibliografia geral e específica

I - Evolução do Pensamento Geográfico
II - A Geografia Humana e o Homem.
.O Universo, a Terra, o Homem e a Visão Humana
III - Antropogeografia
.Origem, dispersão e diferenciação da espécie humana.
.Modos de vida, Ambientes e Fixação Humana.
.Recolecção e gregarismo. Socialização e doença.
IV - Habitats e Civilizações
.Meios naturais, meios artificiais e controle ambiental na arquitectura.
.Mitos e Ritos. Civilizações passadas (Orientais, Ameríndias, Africanas e Mediterrâneas).
.Clima e sucessão civilizacional. Adaptação climática e domesticação do clima.
.Cultura e contracultura. Qualidade Orgânica da paisagem. Arquitectura Bioclimática.
V - Topografia, Geodesia e Cartografia.
.Método de análise física do território e sua representação.
VI - Movimento de solos e Sismicidade. Rudimentos de mecânica de solos e solos de fundação. Incidência nas infra estruturas do edifício e cuidados a estabelecer antes e durante o projecto de Arquitectura.
VII - Sistemas de Arquitectura Solar Passiva e Activa e de controle ambiental.
Optimização da organização interna dos espaços funcionais em termos de orientação aos factores externos naturais. Fenómenos naturais. O Sol, a Terra e o Clima. Princípios de Calorimetria. Princípios de Termodinâmica. Princípios de Conforto e Bem Estar.
VIII- Vias de comunicação.
Introdução ao estudo de Redes de Infraestruturas.
Redes de Transportes e Comunicação. Redes Viárias. Definição, Conceito, Hierarquização, Traçado e Implicações na Paisagem Rural e Urbana.

Avaliação
Componente Prática 40%
Componente Teórica 60%.
A avaliação prática será processada através da apresentação e discussão dos exercícios a desenvolver por grupos de cinco alunos ou individuais no decorrer das aulas práticas correspondentes aos módulos de matéria do programa.
A avaliação teórica será processada através de 2 testes individuais e sem consulta.

Bibliografia (títulos existentes na biblioteca a negrito)

MEDEIROS, Carlos Alberto, Geografia de Portugal-Ambiente Natural e Ocupação Humana, Uma introdução, Imprensa Universitária, Ed. Estampa
REBELO, Fernando e LEMA, Paula Bordalo, Geografia de Portugal, Meio Físico e Recursos Naturais, Universidade Aberta (nº 97)
DAVEAU, Suzanne e colaboradores, Mapas climáticos de Portugal - Nevoeiro e Nebulosidades – Contrastes Térmicos, Memórias do Centro de Estudos Geográficos, nº7, Lisboa, 1985
VILA NOVA, Alberto C., Réseau de conservation de la nature et de protection du paysage, Commune de Sesimbra, Serviço de Estudos do Ambiente, Lisboa, 1983
CHRISTOFOLETTI, António, Modelagem de Sistemas Ambientais, Ed. Edgard Blüchter, Ltda,1999
GASPAR, Joaquim Alves, Cartas e Projecções Cartográficas, Col. Geomática, LIDEL
Santos Barata - Lições de Topografia, Imprensa Universitária nº 60, Editorial Estampa, Lisboa 1987
CRUZ, Sousa, 500 Exercícios de Topografia, PF, Lisboa, 1996
BOISSELLIER, Stéphanie, Naissance d’une identité portugaise - La vie rural entre Tage et Guadiana de l’islam à la reconquête (Xe – XIVe Siècles), Estudos Gerais - Série Universitária
CATARINO, Maria Manuela, Na margem direita do Baixo Tejo - Paisagem rural e recursos alimentares (Sécs. XIV e XV), Cascais 2000, Patrimonia Histórica
GASPAR, Jorge, A área de influência de Évora - Sistema de funções e Lugares Centrais, Lisboa, 1972 (2ª Ed. - 1981)
BRITO, Raquel Soeiro de, Lisboa, Esboço Geográfico, Lisboa
CHING, Francis - Building Constrution Ilustrated
Santos, Carlos A.Pina dos e José A. Vasconcelos de Paiva - Coeficientes de Transmissão Térmica de Elementos de Envolvente dos Edifícios, LNEC(ITE 28)
Carvalho, Licínio Cantarino de - A Envolvente dos Edifícios e a Iluminação Natural, LNEC
MALATO, João José e SILVA, Armando Cavaleiro, Geometria de Insolação de Edifícios, LNEC / ICT, Inf. Técn., Edifícios
Iluminação Natural no Projecto de Edifícios, LNEC (DIT 14)
Moita, Francisco - Energia Solar Passiva, Direcção Geral de Energia
MAZRIA, Edward, El Libro de la Energia Solar Passiva, Ediciones G. Gili, S.A., México 1983
BRUCE Anderson, MALCOM Wells, Guia Fácil de la Energia Solar Pasiva-Calor e Frio Natural, Ediciones G. Gili, S.A., México 1984
WRIGHT, David - El Libro de la Energia Solar Passiva. Tecnologia e Arquitectura
Classificação e Descrição Geral de Revestimentos para Paredes de Alvenaria ou de Betão, LNEC (ITE 24)
Regulamento “Características do Comportamento Térmico em Edifícios”
Regulamento Geral sobre o Ruído
Ventilação Natural de Edifício de Habitação, LNEC
SILVA, P.Martins da, Acústica em Edifícios, LNEC

Publicado por Helena Pinto às 03:21 AM

abril 10, 2005

PROJECTO 1 - programa 2004-2005

Disciplina anual (12 horas teórico-práticas por semana)

Docentes:
Mestre Arq.º Miguel Santiago (regente)
Mestre Arq.º Nuno Nazareth Fernandes

A Disciplina de Projecto tem por objectivo confrontar os alunos com o exercício básico do Projecto Arquitectónico, nas vertentes complementares da teoria de enquadramento e da sua prática específica.

A disciplina de Projecto I promove uma experiência curricular a desenvolver ao longo de um ciclo de estudos de dois anos lectivos (2º e 3º anos - Projecto I + Projecto II), explorando os seguintes conteúdos programáticos, teóricos e práticos:

Programa
Análise dos elementos e sistemas em equilíbrio, construtivos e compositivos, como determinantes da formação e caracteri¬zação do espaço.

Aulas:
Aulas de exposição de matéria base.
Aulas de experimentação e aplicação.
Aulas de acompanhamento e esclarecimento, em horário pré-estabelecido.

Exercícios
Propõem-se três exercícios.
Os dois primeiros (um individual e um de grupo), decorrentes da matéria ministrada, - Composição, Equilíbrio, Construção - e o terceiro proposto pelo aluno, segundo um tema pré-estabelecido.

Interdisciplinaridade
Desenho - enquanto forma de expressão e comunicação de ideias.
Geometria - como instrumento rigoroso de expressão arquitectónica.
T.H.Arqtª - como memória da cultura arquitectónica.

Bibliografia
BAUDRILLARD, Jean, Le sistème des objets, Gallimard, Paris, 1968.
BENÉVOLO, Leonardo, História de la Arquitectura Moderna, GG, Barcelona
BLACKBURN, Simon, Dicionário de Filosofia, Gradiva, 1997
CALABRESE, Omar, A Idade Neobarroca, Edições 70, 1987.
CHING, F., Architecture: Form, Space & Order, Van Nostrand Reinhold, 1979, New York
CONSIGLIERI, Victor, A morfologia da Arquitectura 1920-1970, vol I e II, Referência/Editorial Estampa, 1994.
CONSIGLIERI, Victor, As Etapas da Significação Arquitectónica 1930-1990, Faculdade de Arquitectura, Universidade Técnica de Lisboa, 1997.
CULLEN, Gordon, Townscape, Architectural Press, 1971.
DORFLES, Gillo, O Elogio da Desarmonia, Edições 70, 1986.
FONATTI, Franco – Princípios Elementales de la Forma en Arquitectura, GG, sd, Barcelona
FRAMPTON, Kenneth, História crítica da arquitectura moderna, Martins Fontes, São Paulo, 2000
GOITIA, Fernando Chueca, Breve História do Urbanismo, Editorial Presença, Lisboa, 1982
GOITIA, Fernando Chueca, Protótipos na Arquitectura Greco-Romana, Ulmeiro, 1996
GRAÇA DIAS, Manuel, Ao Volante, Pela Cidade (dez entrevistas de arquitectura), Relógio D’Agua Editores, Lisboa, 1999
GRAÇA DIAS, Manuel, O Homem Que Gostava de Cidades, Relógio D’Agua Editores, Lisboa, 2001
LE CORBUSIER, A cidade moderna, s.d.
LYNCH, Kevin, A imagem da cidade, Edições 70, sd, Lisboa.
KRIER, Léon, Arquitectura, Escolha ou Fatalidade, Estar Editora, Lisboa, 1999
KRIER, Rob, Architectural Composition, Academy Editions, 1991, Londres
KRIER, Rob, Urban Space, Academy Editions, 1991, Londres
MERLEAU-PONTY, Maurice, L’OEil et l’Esprit, Éditions Gallimard, Paris, 1964.
MASCARENHAS, Jorge, Sistemas de Construção, Livros Horizonte, 2001
MOUTINHO, Mario, A Arquitectura Popular Portuguesa, Editorial Estampa, Lisboa, 1979
PEVSNER, Nicolaus, Origens da Arquitectura Moderna e do Design, Martins Fontes, São Paulo, 1999
SUMMERSON, John, A Linguagem Clássica da Arquitectura, Martins Fontes, São Paulo, 1997
VAN LIER, Henri, L’Animal Signé, De Vischer, 1978.
VIRILO, Paul, A Inércia Polar, Paris, 1990, Publicações D. Quixote, col. Ciência Nova.
ZEVI, Bruno, Le Langage Moderne de l’Architecture, Dunod, 1981
ZEVI, Bruno, Saber ver a Arquitectura, Dinalivros/Martins Fontes, 1989, Lisboa





Publicado por Helena Pinto às 09:40 AM

TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITECTURA 2 - programa 2004-2005

disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Mestre Arq.º Rogério Vieira de Almeida

Objectivos Gerais
A disciplina pretende constituir um suporte de conhecimento histórico e teórico, conducente a uma prática mais lúcida, informada e consciente do processo projectual, bem como fornecer aos alunos os instrumentos que permitam a aquisição duma base cultural cada vez mais alargada, operativa e actuante. O programa articulará o estudo da obra de arquitectura como facto único e irredutível, com o conjunto de relações que estabelece com o seu meio, e com a corrente mais alargada das formas da Arquitectura entendidas num campo temporal alargado. Esta articulação permitirá definir e focalizar o tema dominante da disciplina, a arquitectura como constância e câmbio. A dialéctica estabelecida entre estes dois vectores, permite problematizar em seu torno, temas mais vastos da história da Arquitectura, das teorias da Arquitectura e dos processos projectuais.
Dum ponto de vista temporal, os dois semestre organizam-se em torno de dois “momentos” da história da arquitectura:
O século XVIII, enquanto momento charneira entre a herança clássica e as transformações da época contemporânea
A arquitectura do Império Romano
Entre si, estes dois tempos distantes de 1500 anos, têm em comum, o facto corresponderem a momentos em a arquitectura se deixa afectar pelo problema da complexidade; uma complexidade exterior à arquitectura, mas que a arquitectura assume como complexidade formal e espacial. Os dois enfoques temporais permitem também que se passe de uma abordagem centrada no objecto arquitectónico (1º semestre – Séc. XVIII e os sistemas clássicos e classicizantes desde o século XV), para um outro nível em que o espaço público e a forma urbano interagem com o objecto arquitectónico (2º semestre – Império Romano Antigo)
Para além dos dois enfoques temporais enunciados, três vectores dominam o programa:
Constância e Câmbio.
O tema da Complexidade na Arquitectura.
A forma urbana e o objecto arquitectónico como forma previligiada de relação entre o do espaço público (exterior) e o espaço privado (interior).

Como objectivos específicos pretende-se que os alunos se familiarizem com as seguintes questões:
Introdução ao estudo da Constância e Câmbio.
Estudo de tempos e estudo de temas.
Entendimento do fenómeno da Arquitectura num espaço temporal: Tempos Breves e Tempos Longos, Leituras Diacrónicas e Sincrónicas. Micro História e Macro História.
Formas de abordagem da história de Arte e da Arquitectura: Escolas e tendências historiográficas ou o que dizer de uma obra.
Criatividade e Imitação. Transformação versus Invenção.
A história da cidade: arquitectura de excepção e arquitectura corrente, objectos e conjuntos.
Referência à Antiguidade Clássica - Egipto, Grécia e Roma - e ao aparecimento das primeiras tipologias.- Tipologias Formais e Tipologias Funcionais.
Introdução ao processo projectual de alguns arquitectos do século XX.
As vanguardas históricas.
A ancoragem na história versus a recusa da história.
A relação entre Arquitectura e factores culturais, técnicos, económicos, sociais e políticos.

Com carácter introdutório pretende-se ainda que os alunos se sensibilizem para a especificidade da Arquitectura portuguesa, e para a problemática das abordagens regionalistas ou etnocêntricas, distinguindo questões de atraso e de resistência no âmbito da Arquitectura portuguesa.

Interrelação Disciplinar
Projecto I – Tecnologias I - Desenho II

Programa

1. A História e a Teoria da Arquitectura
1.1 Tradição e questões epistemológicas
1.2 História, passado, Memória e historicidade
1.3 Correntes historiográficas

2. A Arquitectura Pós-Barroca e as Vanguardas Históricas
2.1 A unidade da Arquitectura europeia entre século XV e o século XVIII: Sistemas clássicos e classicizantes
2.2 A independência das partes e a desestruturação dos sistemas clássicos e classicizantes de composição: Piranesi, Boulée, Ledoux, Soane.
2.3 Exotismo, historicismo e eclectismo na Arquitectura da segunda metade do século XVIII.
2.4 Novos conceitos artísticos: invenção, imitação, sublime, razão e natureza.
2.5 A arquitectura como lógica geométrico-combinatória
2.6 O século XIX como suspensão; a arquitectura a-histórica: Schinkel, Semper e Viollet Le-Duc.
2.7 A emergência dos novos tempos.
2.8 A evolução da pintura europeia entre 1850 e 1920: do realismo a Dada, Cézanne e Picasso.
2.9 A Arquitectura como programa e manifesto social, cultural e político.
2.10 A ebulição das ideias e das formas entre 1900 e 1930

3. A Arquitectura do Império Romano como Coisa Urbana
3.1 A arquitectura romana: Tipologias, formas e sistemas construtivos.
3.2 A Arquitectura como bem público
3.3 A cidade romana
3.4 A Arquitectura como configurador e geradora de cidade.

4. A Cidade Europeia entre 1500 e 1800: Forma, Articulação e Fragmentação
4.1 Teorias arquitectónicas do Renascimento
4.2 A arquitectura e a cidade do Renascimento: Finitude, Regularidade e Homogeneidade.
4.3 O Maneirismo como operatividade das formas clássicas e a busca de articulações para lá da arquitectura.
4.4 A Arquitectura e a cidade barroca: Continuidade e articulação permanente.
4.5 A complexidade e interacção espacial da arquitectura e do espaço urbano.

Avaliação
A avaliação será feita através da observação directa aos alunos ao longo das suas intervenções ao longo do ano lectivo, e ainda através de testes em número não inferior a três e dois trabalhos. Cada aluno deverá ainda apresentar ao longo do ano um livro da sua escolha, do qual fará um apresentação crítica perante a turma. Dos trabalhos a realizar deverão constar a análise de obras de arquitectura inseridas no tema do trabalho.

Bibliografia
A bibliografia indicada está referenciada às edições actuais disponíveis em Português ou em línguas familiares ao estudante português (Espanhol, Francês, Inglês e Italiano). Sempre que possível indicada a edições original.
Considera-se como não necessária a menção a obras do programa da disciplina do 1º ano, entendendo-se no entanto que os alunos estão familiarizados com as mesmas. Exceptuam-se os casos de obras que se consideram essenciais ao programa do 2º ano.
Durante as primeiras semanas do ano lectivo será distribuída uma bibliografia complementar comentada, contendo os títulos do programa e outros específicos sobre deteminados temas.

Bibliografia básica:
GIEDION, Sigfried - La Arquitectura Fenómeno de Transición. Barcelona: Gustavo Gili, 1975, (1ª ed. 1969)
KAUFMAN, Emil - La Arquitectura de la Ilustración. Barcelona: Gustavo Gili, 1974 (1ª ed. 1953)
KUBLER, George - La Configuración del Tiempo. Observaciones sobre la Historia de las Cosas. Madrid: Nerea, 1988 (1ª ed. 1962)
MERLEAU-PONTY, M. - O Elogio da Filosofia. Lisboa: Guimarães Ed., 1988 (1ª ed. 1953)
MERLEAU-PONTY, Maurice - Avant-Propos. In Phénoménologie de la Perception. Paris: Gallimard, 1989 (1ª ed. 1945).
NORBERG-SCHULZE, Christian - Arquitectura Ocidental. Barcelona: Gusta¬vo Gili, 1983 (1ª ed. 1973)
PANOFSKI, Erwin - Iconografia e Iconologia: uma Introdução ao Estudo da Arte do Renascimento. In O significado nas Artes Visuais. Lisboa: Presença, 1989 (1ª ed. 1939)
TAFURI, Manfredo - Teorias e História da Arquitectura. Lisboa: Presença, 1979 (1ª ed. 1968)

Publicado por Helena Pinto às 05:31 AM

ESTÁTICA - programa

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Eng.º João Guterres

Objectivos Gerais
* Transmitir a noção de equilíbrio físico de corpos.
* Introduzir os conceitos básicos de equilíbrio de forças.
* Analisar a distribuição de esforços devidos a acções exercidas sobre as estruturas.
* Conferir noções de estática gráfica, visando a futura concepção de soluções estruturais.
* Sensibilizar os alunos para os comportamentos dos materiais.

Conteúdo Programático
* Estudo das diversas formas de equilíbrio físico: estável, instável e indiferente.
* Determinação do centro de gravidade de figuras planas.
* Utilização do modelo da alavanca: inter-potente, inter-resistente e inter-fulcral.
* Sistema Internacional de Unidades.
* Estudo das forças e momentos actuantes em estruturas lineares isostáticas. Determinação das reacções de apoio. Distribuição de esforços normais, esforços transversos, momentos flectores e momentos torsores.
* Soluções analíticas e gráficas. Polígono funicular.
* Caracterização de materiais. Comportamentos mecânicos dúcteis e frágeis, homogéneos e heterogéneos. Explicação dos comportamentos de materiais usuais: aços, madeiras e betões.

Avaliação
* Exercícios classificados no final de cada capítulo.
* Frequência
* Exames

Bibliografia
* Adhemar Fonseca - Curso de Mecânica - Estática - vol I e II, ed. Centro do Livro Brasileiro
* Beer & Johnston - Mecânica vectorial para engenheiros- Estática, 6ª. ed. Mc Graw Hill

Publicado por Helena Pinto às 02:42 AM