outubro 06, 2005
PROJECTO 2 - programa 2005-2006
Disciplina anual (12 horas teórico-práticas por semana)
Docentes:
Mestre Arq.º Miguel Santiago (regente)
Mestre Arq.º Hugo Nazareth Fernandes
OBJECTIVOS
A Disciplina de Projecto tem por objectivo confrontar os alunos com o exercício do Projecto Arquitectónico, nas vertentes complementares da teoria de enquadramento e da sua prática específica. A disciplina de Projecto promove uma experiência curricular a desenvolver ao longo de um ciclo de estudos de dois anos lectivos (biénio do 2º e 3º anos - Projecto I + Projecto II), explorando conteúdos programáticos, teóricos e práticos:
O objectivo essencial da disciplina de Projecto de Arquitectura II do terceiro ano tem como base dois critérios fundamentais:
A montante, na aposta da continuidade dos hábitos de metodologia do projecto de base, no despertar da consciência crítica do aluno para um acto que se quer intelectual antes de ser técnico, naquilo que se entende por criação e análise do espaço arquitectónico, através de exercícios práticos de carácter experimental, faseados por aulas teóricas que visam a contextualização dos temas abordados. No encorajamento da expressão gráfica, que para além da nomenclatura técnica e das normas universais as quais é afecto, é portador de mensagens a nível semiológico que remetem para mecanismos cognitivos supraconscientes da ordem do sensível passíveis de serem descodificados. Deste modo – no seguimento do segundo ano – o correcto entendimento e manuseamento dos conceitos aplicados sob método é comparado ao produto final, que nunca deixará de ser sempre objecto de procura de excelência, criando bases para as metas seguintes.
A jusante, encorajando o desenvolvimento da criatividade técnica e construtiva, aumentando a capacidade de resposta dos alunos para diferentes situações programáticas, tipológicas, construtivas etc., transmitindo noções de qualidade do desenho arquitectónico como linguagem própria, pelo rigor e coerência do desenho técnico, aumentando o grau de informação, recriando ritmos do projecto de execução a partir da escala 1/50.
Em termos gerais, pretende-se ainda a continuidade dos seguintes critérios – anteriormente abordados em Projecto I:
Transmitir os conceitos de Valor e de Verdade do objecto arquitectónico perante si próprio, expressos tanto pela suas capacidades utilitárias como pelas suas capacidades simbólicas, decorrentes dos mecanismos mais ou menos empíricos da resolução da forma e do espaço.
Transmitir os conceitos de Integração, Continuidades e Roturas do objecto pensado/objecto projectado numa determinada realidade (rural ou urbana), com vista ao correcto entendimento dos Valores, Significados e Códigos desse mesmo objecto, contextualizado em relação ao território.
Encorajar a procura de excelência a nível da representação visual do projecto, não só através dos meios convencionais, (desenho à mão levantada e desenho técnico, incluindo perspectivas reais, estudos de sombras, aplicação de aguarelas, pintura a lápis de cor, aguadas, traçados reguladores e maquetas), mas também utilizando o CAD e os sistemas multimédia (concepção tridimensional; apresentação de perspectivas de realidade; inserção do objecto virtual no espaço real; criação de animações em realidade virtual; criação de apresentações em CD-ROM’s ou outros dispositivos).
Transmitir a noção de auto responsabilização do aluno pelas suas propostas perante a sociedade, a cultura e a civilização, numa perspectiva de consciencialização daquilo que mais tarde virá a entender como o código deontológico profissional.
CONTEÚDOS
O terceiro ano do curso tem como tema principal o estudo das variações tipológicas face a diferentes programas e territórios, retomando o tema do habitat, desenvolvido até ao nível da habitação colectiva de carácter misto, assim como na maior complexidade do programa de um equipamento público, através de exercícios práticos faseados em três partes, a entregar sob forma de painéis na fase um e dois, respondendo a critérios específicos de análise: ora na sua vertente conceptual (estudo do espaço; volumetria, geometria; imaginário; representação), ora na sua vertente práctica e construtiva (relação e organização da forma/espaço; programa; contexto; utilização; tecnologias e expressão dos materiais). Finalmente, sob forma de painéis finais, portofolio, maqueta e/ou representações tridimensionais.
METODOLOGIA
Sob forma de:
1. AULAS DE EXPOSIÇÃO DE MATÉRIA BASE.
2. AULAS DE ACOMPANHAMENTO, EXPERIMENTAÇÃO E APLICAÇÃO.
3. AULAS TEÓRICAS
4. VISITAS DE ESTUDO
Nas aulas de acompanhamento procedem-se a exposições orais das várias fases da proposta, por parte do autor, de modo a consolidar, por um lado, o método de avaliação contínua praticado nesta disciplina (pelo treino sistemático de apresentação em público), e permitindo, por outro, à totalidade da turma um acompanhamento em tempo real do trabalho de cada um dos colegas, cabendo ao docente suscitar o debate, a troca de opiniões, o levantar de dúvidas, numa análise interactiva dos vários aspectos particulares que visam a rectificação dos mecanismos mentais operativos e uma clarificação geral das metodologias de projecto em arquitectura.
As aulas teóricas incidem sobre conceitos, projectos e sistemas construtivos, através do visionamento de slides, filmes e outros suportes, com vista à promoção do debate teórico em aula, promovendo e sensibilizando a aproximação interdisciplinar à Teoria e História da Arquitectura – como memória da cultura arquitectónica – ao Desenho – enquanto forma de expressão e comunicação de ideias – assim como às Tecnologias – como aproximação ao rigor tectónico num enquadramento sustentável – ou ao Paisagismo – como parte integrante da visão global necessária ao arquitecto.
As visitas de estudo organizam-se no contexto dos trabalhos realizados ou de carácter mais abrangente, não obrigatoriamente vinculadas aos trabalhos em curso, sendo entregues aos docentes relatórios após cada visita.
O aluno será ainda encorajado a ampliar os seus horizontes de conhecimento através da sua iniciativa própria, nas leituras variadas, assim como pelas démarches individuais que levam à vivência e à experiência dos lugares.
MATERIAL DIDÁCTICO PRODUZIDO
Portofolios; painéis de estudo; maquetas de estudo; relatórios escritos e apresentações sob formato digital.
CRITÉRIOS GERAIS DE AVALIAÇÃO
A avaliação é contínua, incidindo sobre a assiduidade, no empenho pelo trabalho, na participação do aluno, no seu talento, na aplicação, na persistência e no zelo demonstrados tanto a nível dos mecanismos mentais assim como na clarificação do exercício finalizado. Ou seja:
1. QUALIDADE DA PROPOSTA
2. ASPECTOS TÉCNICOS E FUNCIONAIS
3. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA E PLÁSTICA
4. CUMPRIMENTO DO ENUNCIADO
5. PARTICIPAÇÃO E ASSIDUIDADE
CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE AVALIAÇÃO
1. PAINÉIS DE ESTUDO DA FASE 1
2. PAINÉIS DE ESTUDO DA FASE 2
3. PORTOFOLIOS, PAINÉIS E EXPOSIÇÃO DO TRABALHO FINAL
Os exercícios são avaliados segundo três fases correspondentes a três entregas. Os painéis de estudo (fase um e dois) são avaliados segundo resposta aos critérios do programa da disciplina (estudo do espaço; volumetria, geometria; imaginário; representação; relação e organização da forma/espaço; programa; contexto; utilização; tecnologias e expressão dos materiais).
Da entrega final devem constar:
Portofolios com identificação do trabalho, autor, disciplina, etc.; memória descritiva; planta de localização; plantas; cortes; alçados; representações tridimensionais (maquetas; fotos de maquetas; axonometrias; modelos virtuais, etc.); esquissos demonstrativos do processo criativo associado ao projecto, esquemas, etc.
Painéis de apresentação em formato A1 tipo KapaLine; Identificação do trabalho, autor, disciplina, memória descritiva (integral ou parcial) etc. estudos de concepção; plantas, cortes e alçados; peças à escala 1/10 000; 1/5000; 1/2000; 1/1000, 1/500, 1/200 e 1/100, 1/50, 1/20; 1/10; 1/5; 1/2 ou 1/1, consoante as necessidades.
Os portofolios são avaliados segundo os seguintes critérios específicos:
- Apresentação gráfica
- Memória descritiva
- Cumprimento do enunciado
- Desenhos técnicos
- Qualidade da proposta
Os painéis finais são avaliados segundo os seguintes critérios específicos:
- Leitura
- Composição
- Síntese (considerando as peças gráficas, ideias ou esboços mais importantes para o devido esclarecimento da proposta).
A exposição do trabalho realizado deverá passar por uma apresentação oral do trabalho, pelo seu autor, na aula, com apoio nas peças gráficas dos respectivos painéis, podendo o aluno recorrer a maquetas de estudo, ao portofolio ou a outras formas de apoio com vista a um mais amplo esclarecimento da proposta (projecção de slides, vídeo, data-show, etc.). A obrigatoriedade de uma apresentação da proposta em maqueta deverá variar consoante os trabalhos. A apresentação oral do aluno será avaliada segundo os seguintes critérios:
- capacidade de transmissão da proposta, através de uma síntese das intenções assumidas pelo autor explanadas nos painéis e na(s) maqueta(s).
- capacidade de argumentação do autor.
No final do Ano Lectivo proceder-se-á a um avaliação geral dos trabalhos elaborados, com vista a uma melhoria ou mesmo um total reequacionamento de um dado exercício, caso tal se justifique, segundo observação dos docentes, constituídos em júri durante os períodos de exame.
Bibliografia básica (títulos existentes na biblioteca a negrito)
AMENDOLA, Giandomenico – La Ciudad Postmoderna. Madrid: Celeste Ediciones, 2000.
BENÉVOLO, Leonardo, História de la Arquitectura Moderna, GG, Barcelona
BLACKBURN, Simon, Dicionário de Filosofia, Gradiva, 1997
CHING, Francis., Architecture: Form, Space & Order, Van Nostrand Reinhold, 1979, New York
CONSIGLIERI, Victor, A morfologia da Arquitectura 1920-1970, vol I e II, Referência/Editorial Estampa, 1994.
CULLEN, Gordon, Townscape, Architectural Press, 1971.
ELIADE, Mircea – O sagrado e o profano - a essência das religiões. Lisboa: Livros do Brasil, [s.d.].
FRANCASTEL, Pierre – Arte e Técnica no Séc. XIX e XX. Lisboa: Ed. livros do Brasil, [1963].
FRAMPTON, Kenneth, História crítica da arquitectura moderna, Martins Fontes, São Paulo, 2000.
GOITIA, Fernando Chueca, Breve História do Urbanismo, Editorial Presença, Lisboa, 1982
GOITIA, Fernando Chueca, Protótipos na Arquitectura Greco-Romana, Ulmeiro, 1996
HEREU, Pere; MONTANER, Josep Maria; OLIVERAS, Jordi – Textos de Arquitectura de la Modernidade. Madrid: Editorial Nerea, S.A., 1994.
KOOLHAAS, Rem – Delirious New York. Roterdão: 010 Publishers, 1994.1ª edição: 1978.
KRIER, Léon, Arquitectura, Escolha ou Fatalidade, Estar Editora, Lisboa, 1999.
KRIER, Rob, Urban Space, Academy Editions, 1991, Londres.
LYNCH, Kevin – A imagem da Cidade. Lisboa: Edições 70, 1982.
MOUTINHO, Mario, A Arquitectura Popular Portuguesa, Editorial Estampa, Lisboa, 1979.
MONTANER, Josep Maria – Las formas del siglo XX. Barcelona: Ed. Gustavo Gili, 2002.
MUNFORD, Lewis – Arte e Técnica. Lisboa: Edições 70, 1986.
PEVSNER, Nicolaus, Origens da Arquitectura Moderna e do Design, Martins Fontes, São Paulo, 1999.
ROSSI, Aldo – A Arquitectura da cidade. Lisboa: Edições Cosmos, 1977.
ZEVI, Bruno, Saber ver a Arquitectura, Dinalivros/Martins Fontes, 1989, Lisboa
ZEVI, Bruno – A linguagem moderna da Arquitectura. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1984.
Bibliografia complementar
ÁBALOS, Iñaki – La Buena Vida. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, SA, 2000.
ALEXANDER, Christopher – El Modo Intemporal de Construir. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 1981.
BAUDRILLARD, Jean, Le sistème des objets, Gallimard, Paris, 1968.
BACHELARD, Gaston – La poétique de l’espace. 9º édition Paris: Presses Universitaires de France, 1978.
BENEVOLO, Leonardo – As origens da Urbanística Moderna. Lisboa: Editorial Presença L.da, 1981.
BENEVOLO, Leonardo – A cidade e o arquitecto. Lisboa: Edições 70, 1984.
BENEVOLO, Leonardo – A Cidade na história da Europa. 1ª ed. Lisboa: Editorial Presença L.da, 1995.
CALABRESE, Omar, A Idade Neobarroca, Edições 70, 1987.
CALVINO, Italo – As cidades invisíveis. Lisboa: Editorial Teorema, 1993.
CALVINO, Italo – Porquê ler os clássicos. Lisboa: Editorial Teorema,[DL. 1994].
CALVINO, Italo – Seis propostas para o próximo milénio. 2ª ed. Lisboa: Editorial Teorema, 1992.
CONSIGLIERI, Victor, As Etapas da Significação Arquitectónica 1930-1990, Faculdade de Arquitectura, Universidade Técnica de Lisboa, 1997.
DORFLES, Gillo, O Elogio da Desarmonia, Edições 70, 1986.
ECO, Umberto – Obra aberta. Lisboa: Difel L.da., 1982.
ECO, Umberto – Viagem na irrealidade quotidiana. 3ª ed. Lisboa: Difel L.da., 1993.
FONATTI, Franco – Princípios Elementales de la Forma en Arquitectura, GG, sd, Barcelona.
GRAÇA DIAS, Manuel, Ao Volante, Pela Cidade (dez entrevistas de arquitectura), Relógio D’Agua Editores, Lisboa, 1999.
GRAÇA DIAS, Manuel, O Homem Que Gostava de Cidades, Relógio D’Agua Editores, Lisboa, 2001
KOOLHAAS, Rem – S, M, L, XL. New York: The Monacelli Press, 1995.LE CORBUSIER, A cidade moderna, s.d.
KRIER, Rob, Architectural Composition, Academy Editions, 1991, Londres.LE CORBUSIER – Maneira de pensar o Urbanismo. Lisboa: Publicações Europa América, 1970.
LYOTARD, Jean François – A condição pós-moderna. 2ª ed. Lisboa: Gradiva - Publicações, L.da, 1989.
LYOTARD, Jean François – O inumano: considerações sobre o tempo. Lisboa: Editorial Estampa, 1989.
MERLEAU-PONTY, Maurice, L’OEil et l’Esprit, Éditions Gallimard, Paris, 1964.
MASCARENHAS, Jorge, Sistemas de Construção, Livros Horizonte, 2001.
MIDDLETON, Robin [ed.lit.] – The idea of the City. London: Architectural Associations, 1996. (conjunto de entrevistas elaboradas entre 1971-1990, reunidas posteriormente pelo editor literário).
MONTANER, Josep Maria – Por la modernidad superada / Arquitectura arte y pensamiento del siglo XX. Barcelona: Ed. Gustavo Gili, 2001.
RODRIGUES, António Jacinto – Teoria da arquitectura - O projecto como processo integral na arquitectura de Álvaro Siza. 1ª ed. Porto: FAUP publicações, 1996.
SUMMERSON, John, A Linguagem Clássica da Arquitectura, Martins Fontes, São Paulo, 1997
TAFURI, Manfredo – Projecto e Utopia. Lisboa: Ed. Presença, 1985.
VAN LIER, Henri, L’Animal Signé, De Vischer, 1978.
VIRILIO, Paul, A Inércia Polar, Paris, 1990, Publicações D. Quixote, col. Ciência Nova.
Publicado por Helena Pinto às 10:55 AM
ARQUITECTURA PAISAGISTA - programa 2005-2006
disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)
Docente
Arq.ª Paisagista Inês Norton de Matos
Programa
1. Organização da disciplina
A disciplina de Arquitectura Paisagista, de caracter teórico - pratico decorrerá ao longo 36 aulas de 3 horas dividas por 2 semestres.
Ao longo do Ano serão estudados conceitos e elaborados exercícios com o objectivo de incentivar os alunos à investigação sobre as principais dinâmicas que afectam a construção da paisagem e a transformação do território.
Os exercícios propostos na disciplina de Arquitectura Paisagista, sempre que possível, contextualizarão os exercícios propostos no estudo da disciplina de projectos de arquitectura.
2. Principais conceitos teóricos a desenvolver ao longo do ano
PAISAGEM E SISTEMAS NATURAIS
Estudo dos conceitos de Natureza, Território e Paisagem.
O Território como suporte físico da construção da paisagem.
Paisagem como espaço cultural. Natureza como qualidade.
Conceito de limite, escala, estrutura, unidade de paisagem, elementos de composição, percepção, experiência do espaço.
Dinâmicas ecológicas e geomorfologia, pedologia, hidrologia, clima, vegetação.
PAISAGEM E DINÂMICAS SOCIO-CULTURAIS
Estudo da ideia de paisagem.
A paisagem como produção socio-cultural e a sua transformação no tempo.
Caracterização de arquétipos e de topologias.
A paisagem: espaço aberto construído e espaço aberto naturalizado.
3. Programa detalhado
Os conceitos enunciados serão aplicados e experimentados nos diferentes exercícios propostos ao longo do ano.
Será proposto o estudo e a análise sectorial, das diversas componentes que constituem a paisagem enquanto construção do território, com o objectivo de proporcionar ao aluno de arquitectura:
a) a aquisição dos conhecimentos necessários no reconhecimento da potencialidade, capacidade e vocação de construção de um determinado lugar.
b) a capacidade de integrar a construção arquitectónica numa matriz de relações de complementariedade e de indispensabilidade que sustentam a construção de uma determinada paisagem.
c) desenvolver a sensibilidade de intervenção a diferentes escalas, proporcionando diferentes experiências de leitura e apreensão das dinâmicas da paisagem.
O Estudo da construção e transformação paisagem será abordado sobre o ponto de vista natural, temporal, espacial, socio-cultural, e estético.
Serão estudados os temas da génese geomorfologica e sistemas naturais, morfologias e topologia da paisagem, e biótopos.
Serão analisados sistemas de paisagem a várias escalas territoriais, unidades de paisagem; estruturas; percursos, hierarquia, organização territorial e a relação com a ocupação territorial no tempo e no espaço.
Serão estudadas as tipologias adoptadas na construção do espaço e a sua relação ideológica e temporal. Estudo de tipologias como o jardim, a praça, a quinta, a rua, o pátio, a alameda, o parque, o jardim público, o espaço urbano, e ainda as tipologias do espaço rural, campos, socalcos, matas, compartimentação. Serão ainda estudados aspectos de composição, de desenho, memória e percepção.
Avaliação
Avaliação através da apresentação e discussão dos exercícios práticos (individuais e em grupo), a desenvolver ao longo do ano.
BIBLIOGRAFIA (títulos existentes na biblioteca a negrito)
CALDEIRA CABRAL, F. 1993. Fundamentos da Arquitectura Paisagista. Instituto da Conservação da Natureza, Lisboa.
CALDEIRA CABRAL, F. e RIBEIRO TELES, G. 1960. A Árvore em Portugal. Ministério das Obras Públicas. Direcção-Geral de Urbanização. Centro de Estudos de Urbanismo e Centro de Estudos de Arquitectura Paisagista do Instituto Superior de Agronomia, Lisboa.
JELLICOE, G. e JELLICOE S. 1987. The Landscape of Man. Shaping the Environment from Prehistory to Present Day. (1ª ed. 1975, ed. rev. e amp. 1987). Thames and Hudson, London.
RIBEIRO, Orlando, Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico
SCHAMA, Simon, Landscape and Memory
MAGALHÃES, Maria Manuela Raposo, Morfologia da Paisagem
HUNT, John Dixon, The After Life of Gardens
NYS, Philippe et al., Les Enjeux du Paysage
CORNER, James, Recovering Landscape
SOJA, Edward, Post-modern geographies
KROLL, Lucien, Tout est Paysage
BERQUE, Agustin, Théorie du Paysage
MOSSER, Monique, L'art du Jardin Occidental. De la Renaissance a nos jours
BAZIN, Germain, Paradeisos
FORMAN, Richard T., Land Mosaics
Publicado por Helena Pinto às 09:39 AM
SOCIOLOGIA - programa 2005-2006
disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana - 2h/s no 1º semestre, 4h/s no 2º semestre)
Docente
Dr. ª Ana Paula Ferreira
Objectivos
Pretende-se que o aluno:
• desenvolva capacidades de observação e reflexão sobre o social;
• se conscientize da necessidade de uma observação e reflexão sistemáticas e interdisciplinares;
• se aperceba da importância do papel das ciências sociais na tentativa de “desmontar” a complexidade da vida social, rejeitando soluções lineares;
• reconheça nas ciências sociais a responsabilidade de preparar as sociedades para a mudança que caracteriza o mundo actual.
Programa
Parte I
1. As Ciências Sociais no Mundo Contemporâneo
1.1. O Ecossistema Terra – A realidade social como subsistema da realidade natural;
1.2. A Unidade e a complexidade do social;
1.3. A Complementaridade e a interdependência das ciências sociais;
2. A Sociologia como Ciência Social
2.1. Os Factos Sociais – O Objecto da Sociologia;
2.2. Sociologia Geral e Sociologias Especializadas;
2.3. O Objectivo da Sociologia;
3. Os Elementos Primários da Vida Social
3.1. Processos de Interacção Social;
4. A Socialização
4.1. Processo de Socialização;
4.2. A Socialização como processo de transmissão cultural;
4.3. Agentes de socialização;
4.4. Socialização, Papel social e Estatuto social.
Parte II
1. Sociologia Urbana
1.1. A grande cidade moderna
1.2. A questão habitacional
1.3. A prática do planeamento
1.4. Teorias da Urbanização – Teóricos: Tonnies, Simmel, weber, wirth e Escola de Chicago.
Parte III
1. Ecologia Social
1.1. Ecologia social do habitat urbano, nomeadamente em relação com a qualidade do habitat, os problemas sociais em áreas degradadas, os grupos sociais de risco e os projectos de intervenção no âmbito do desenvolvimento social local;
1.2. Política Social de Habitação;
1.2.1. O que é que a forma como se constrói, como se organiza um território, tem que ver com o modo de vida?
1.2.2. Que explicações existem para a desertificação das cidades?
1.2.3. Actualmente serão as cidades menos atractivas?
1.2.4. O que podemos dizer sobre a organização do espaço?
1.2.5. Os bairros sociais, na sociedade portuguesa, são uma espécie de condomínio que os exclui?
1.2.6. Não será possível encontrar soluções para os casos de grande concentração populacional em que os aspectos arquitectónicos funcionam como factor de exclusão?
1.2.7. Combinar etnias, pessoas de diferentes tipos e metê-las em urbanizações separadas e afastadas dos “outros”, pode ser uma forma de tentar resolver o problema da criminalidade?
Bibliografia (títulos existentes na biblioteca a negrito)
BARATA, Óscar Soares, Introdução às Ciências Sociais, 5ª Edição, Bertrand Editora, 2º volume, Venda Nova, 1998
BOUNDON, Raymond, (et al), Dicionário de Sociologia, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1990
CASTELLS, Manuel, Problemas de Investigação em Sociologia Urbana, Ed. Presença, Lisboa, 1976
CAVACO, Maria Helena, A Educação Ambiental para o Desenvolvimento, Escolar Editora, Lisboa, 1992
DUBAR, Claude, A Socialização – Construção das Identidades Sociais e Profissionais Porto Editora, Colecção Ciências da Educação, Porto, Novembro de 1997
ÉTIENNE, Jean (et al), Dicionário de Sociologia : As noções os mecanismos e os autores, Plátano Edições Técnicas, Lisboa, 1998
LEDRUT, Raymond, Sociologia Urbana, Forense, Rio de Janeiro, 1971.
MELLOR, J. R., Sociologia Urbana, RÉS-Editora, Lda.
ROSSI, Aldo, A Arquitectura da Cidade, Ed. Cosmos, Lisboa, 1977.
Publicado por Helena Pinto às 09:37 AM
TECNOLOGIAS 2 - programa 2005-2006
disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)
Docente
Arq.º Carlos Perry
Objectivos gerais
Tendo como objectivo geral o desenvolvimento das capacidades do aluno na área de Tecnologias Construtivas, apresenta-se, o processo a utilizar no decorrer do curso proposto, como um processo de ensino aprendizagem em termos globais e qualitativos, possibilitando estratégias e métodos variados. A compreensão crítica do envolvimento arquitectónico e ambiental conduzirá a uma aplicação de conceitos, primeiramente intuídos e depois generalizados, a novos contextos sócio-culturais e tecnológicos, revelando-se valiosos instrumentos noutras situações de trabalho, quer na fase de introdução de novos temas, quer na fase de desenvolvimento destes, induzindo o relacionamento de dados antecedentes à prática do Projecto e da Obra, e a aplicação de tecnologias adequadas.
PROGRAMA
I - Introdução
-Definição do âmbito da disciplina e seu plano de trabalhos.-Bibliografia geral e específica
II - Redes Técnicas
III - Coberturas de edifícios
IV – Sistemas construtivos em madeira e mistos de alvenaria estruturada a madeira.
-Análise e descrição dos sistemas.
V - Sistemas construtivos em alvenaria e com estrutura em betão armado.
-Análise e descrição dos sistemas.
-Processos construtivos tradicionais e inovadores.
-Cuidados a observar em projecto de arquitectura, em função do sistema construtivo a utilizar.
VI - Sistemas construtivos em Aço e mistos Aço/B.A.
-Análise e descrição dos sistemas.
-Processos construtivos tradicionais e inovadores.
-Cuidados a observar em projecto de arquitectura, em função do sistema construtivo a utilizar.
METODOLOGIA
Aulas teóricas e teórico-práticas.
Uma primeira fase essencialmente dedutiva possibilitará o desenvolvimento e o aperfeiçoamento das capacidades de observação, análise e síntese, conduzindo o aluno à elaboração de conceitos e generalizações. Mais tarde, através da discussão e avaliação das suas próprias conclusões poderá então generalizar princípios e conceitos para contextos diferentes, agora numa estratégia indutiva.
AVALIAÇÃO
Componente Prática 40% Componente Teórica 60%
A avaliação prática será processada através da apresentação e discussão dos exercícios a desenvolver por grupos de cinco alunos no decorrer das aulas práticas correspondentes aos módulos de matéria do programa.
A avaliação teórica será processada através de testes individuais e sem consulta, a terem lugar na última aula do mês de Janeiro e na última aula do ano lectivo.
Bibliografia Geral(títulos existentes na biblioteca a negrito)
Collier’s Enciclopédia; aa.vv.; MacMillan Educational Company, New York, P. F. Collier, Inc., London e New York; 1989
BUILDING METHODS AND PRODUCTS -EDITOR DAVID MARTIN AADP REG ARCH, 1984, THE ARCHITECTURAL PRESS.
SEGURADO, João Emílio dos Santos, Trabalhos de Carpintaria Civil 7ª Edição, Biblioteca de Instrução Profissional, Livraria Bertrand, Lisboa, s.d.
BRANCO, J. Paz; Manual do pedreiro; L.N.E.C.
COLARES, José Pedro dos Reis; Manual dos Marceneiro, Biblioteca de instrução de profissional, Livraria Bertrand, Lisboa
COLARES, José Pedro dos Reis; Trabalho de Carpintaria Civil, Biblioteca de instrução profissional, Livraria Bertrand, Lisboa
COSTA, F. Pereira da; Enciclopédia prática de construção civil; Portugália Editora, Lisboa
RUIZ, José Zurita; Formulário para a construção; Plátano Editores, 1993, Porto
Biblioteca de Instrução Profissional, Acabamentos das construções, Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris-Lisboa.
Biblioteca de Instrução Profissional, Formador e Estucador, Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris-Lisboa, 2ª edição
LNEC, Curso de especialização sobre revestimentos de paredes - 1º módulo, Lisboa, 5 a 9 de Novembro de 1990
Regulamento de Canalizações de Águas e Esgotos
Guyot, Alain e Izard, Jean Louis, Arquitectura Bioclimática, Tecmología y Arquitectura, GG, 1980
Carvalho, Licínio Catarino de, Iluminação Natural no Projecto de Edifícios, LNEC / ICT, Inf. Técn., Edifícios / DIT 14
Silva, Armando Cavaleiro e Malato, João José , Geometria de Insolação de Edifícios, LNEC / ICT, Inf. Técn., Edifícios
VIEGAS, João Carlos, Ventilação Natural de Edifícios de Habitação, LNEC
MASCARENHAS, Jorge, Sistemas de Construção – Volume I, Livros Horizonte, 2001
MASCARENHAS, Jorge, Sistemas de Construção – Volume II, Livros Horizonte
Publicado por Helena Pinto às 09:34 AM
TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITECTURA 3 - programa 2005-2006
disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)
Docentes
Prof. Doutor Fernando António Baptista Pereira (regente)
1º semestre - Dr. Gustavo Portocarrero
2º semestre - Dr. José Neto
I - Objectivos da cadeira
a) Contribuir para o enriquecimento e valorização da memória visual dos futuros profissionais da arquitectura.
b) Desenvolver a capacidade de leitura da imagem, do objecto e do elemento construído, no tempo e no espaço.
Mais do que um mero acumular de datas, nomes e imagens, em sucessão mais ou menos linear pela História do Homem, pretende-se, nesta cadeira, equacionar as grandes transformações e, sobretudo, a mudança no imaginário das diferentes culturas humanas abordadas e o modo como a arte e a arquitectura expressaram essa mudança.
Daí a importância concedida, no programa da cadeira, às grandes etapas de periodização histórico-artística, centrada na Europa Ocidental e bacia do Mediterrâneo desde o Paleolítico Superior ao final da Idade Média. Perante tão amplo arco cronológico, impunha-se uma selecção de culturas e de momentos que, nas nossas condições actuais, aponta claramente para a opção eurocêntrica. As culturas não europeias, quando referidas, são-no na perspectiva do seu contributo para os sucessivos modelos artísticos dominantes na Europa.
O programa prevê ainda uma introdução teórico-metodológica, em que são abordadas as grandes hermenêuticas histórico-artísticas do século XX, ao longo da qual os alunos são introduzidos no manejo dos operatórios indispensáveis à leitura da obra de arquitectura e do objecto artístico.
II - Conteúdos e Desenvolvimento do Programa
1º Tema: Introdução à Teoria e História da Arte e da Arquitectura:
1.1. O objecto da História da Arte e da Arquitectura. História da Arte e História da Arquitectura; Crítica de Arte e Crítica de Arquitectura.
1.2. Arquitectural, Escultural e Pictural na História da Arquitectura.
1.3. As principais etapas de construção do Discurso Historiográfico sobre a Arte e a Arquitectura.
2º Tema: A Génese das Formas Artísticas e do Espaço Arquitectónico:
2.1. Artefactos das primeiras sociedades de caçadores-recolectores: funções, formas e materiais;
2.2. Pintura e Escultura: a pintura rupestre e a arte móvel no Paleolítico Superior. O suporte e o espaço figurativo; sistemas simbólicos e sequências de evolução formal;
2.3. Arquitectura: das primeiras construções efémeras ao megalitismo. Tipos de estruturas e funções.
3º tema: A Arte e a Arquitectura nos Impérios Agrários e nas Sociedades Agro-Pastoris:
3.1 A Arquitectura e a Arte da Civilização Egípcia: a cidade dos mortos e o templo.
3.2 A Arquitectura e a Arte da Civilização Mesopotâmica: estruturas arquitectónicas e sistemas figurativos.
3.3. A Arte dos Povos das Estepes e do Mediterrâneo Ocidental: povoados fortificados e sistemas decorativos.
4º tema: A Arte na Cidade Antiga:
4.1. As Civilizações Cretense e Micénica: urbanismo, arquitectura e intervenções decorativas;
4.2. Da Polis Helénica ao Império Romano:
4.2.1 A organização do espaço urbano: da polis à urbe;
4.2.2. As ordens clássicas na arquitectura religiosa, civil e militar;
4.2.3. A escultura clássica: da longa duração dos modelos gregos às inovações romanas;
4.2.4. A pintura de cerâmica, os frescos e os mosaicos;
4.3. O Cristianismo e o fim da arte clássica:
4.3.1. Modelos paleocristãos na pintura, na escultura e na arquitectura.
5º tema: A Arte na Cidade de Deus:
5.1. Os modelos artísticos em confronto na Alta Idade Média;
5.2. O renascimento arquitectónico românico:
5.2.1. Fontes, estruturação e irradiação dos modelos: Arte, Igreja e Sociedade:
5.2.2. A simbólica românica na escultura monumental, na pintura mural e na arte do livro;
5.3. Renascimento urbano e arte gótica:
5.3.1. Novos modelos construtivos e a sua regionalização;
5.3.2. A revolução iconográfica: o humanismo e o naturalismo góticos.
III - Metodologia Pedagógica
A carga horária da cadeira (quatro horas semanais) impõe uma Metodologia assente principalmente no Método Expositivo. Os conteúdos do programa serão leccionados com forte apoio no comentário a imagens projectadas (slides e acetatos) e em documentação de apoio. Haverá ainda nas aulas, e tendo em vista as diversas condicionantes, espaço para o debate sobre as temáticas tratadas.
IV - Avaliação
A avaliação da cadeira constará, para além de uma apreciação contínua, baseada na observação da participação dos alunos nos espaços de diálogo, de três provas obrigatórias:
a) um trabalho prático de natureza metodológica sobre o primeiro ponto do programa, de acordo com as normas definidas em Anexo, a entregar no início de Janeiro, e que será apresentado e discutido em aulas práticas do segundo semestre;
b) dois testes: o primeiro teste a realizar no final do 1º semestre e o segundo teste a realizar no fim do 2º semestre;
Enquanto que o trabalho prático visa apurar as capacidades dos alunos na leitura e reflexão teórica sobre os textos ensaísticos de interesse metodológico para a história e a leitura do património construído e das imagens, os testes procuram indagar da progressiva habilitação dos alunos na leitura desse património e dessas imagens ao longo do tempo histórico.
Para serem admitidos à avaliação final os alunos têm de realizar as três provas obrigatórias. A nota final é obtida pela média aritmética das notas das três provas acima descritas, tendo ainda como factor de ponderação a participação e frequência das aulas.
V - Referências bibliográficas de orientação(títulos existentes na biblioteca a negrito)
Obras Gerais
Leituras de acompanhamento
HUYGHE, René (direcção) El Arte y El Hombre, Barcelona: Planeta, 1957-1961, 3 vols. Os textos introdutórios a cada capítulo, da autoria de René Huyghe, foram traduzidos para português com o título: Sentido e Destino da Arte, Lisboa: Edições 70, 1986, 2 vols,
PEVSNER, Nikolaus Perspectiva da Arquitectura Europeia, Lisboa: Ulisseia, 1962
ZEVI, Bruno Saber Ver a Arquitectura, Lisboa: Arcádia, 1977.
A sua leitura é essencial para o acompanhamento das aulas.
Leituras complementares
AA.VV., Ilustrated Dictionary of Historic Architecture, Nova Iorque: Dover Publications, 1977;
GOMBRICH, E.H., L´Art et son Histoire, Paris: Livre de Poche, 1967, II vols.; Existe uma tradução em espanhol: La História del Arte contada por E.H. Gombrich, Madrid: Debate/ Círculo de Lectores, 1997; e existe ainda uma edição brasileira.
HAUSER, Arnold, História Social da Arte e da Cultura, Lisboa: Vega/Estante Editora, 1989 (existe uma edição brasileira com o título História Social da Arte e Literatura, S. Paulo: Martins Fontes)
JANSON, H., História da Arte, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1979;
1º Tema
Leitura de acompanhamento
ARGAN, Giulio Carlo, Arte e Crítica de Arte, Lisboa: Estampa, 1988;
ARGAN, Giulio Carlo e FAGIOLO, Maurizio, Guia de História da Arte, Lisboa: Estampa, 1994;
BAZIN, Germain, Histoire de l´Histoire de l´Art, Paris: Albin Michel, 1986 (Há uma edição brasileira: História da História de Arte, S. Paulo: Martins Fontes, 1989, Colecção a);
CREMADES, Ferguera e Turina, Guia para el Estudio de la História del Arte, Madrid: Cátedra, 1980;
Leituras complementares
BAYER, Raymond, História da Estética, Lisboa: Estampa, 1979;
CLARK, Kenneth, O Nú, Lisboa: Ulisseia, s/d;
IDEM, A Paisagem na Arte, Lisboa: Ulisseia, s/d;
IDEM, Civilización, Madrid: Cátedra, 1979, II vols.;
FRANCASTEL, Pierre, Études de Sociologie de l´Art, Paris: Denoel, 1970;
Leituras recomendadas para o trabalho prático
ARNHEIM, Rudolph, Arte e Percepção Visual (existe uma edição brasileira e outra em língua espanhola: Arte y Percepción Visual. Psicologia de la vision creadora, Buenos Aires: Editorial Universitária, 1976;
*IDEM, O Poder do Centro, Lisboa: Edições 70, 1983;
BERGER, John, Modos de Ver, Lisboa: Edições 70, 1987;
*BRONOWSKY, Jacob, Arte e Conhecimento, Lisboa: Edições 70, 1983;
CALABRESE, Omar, A Linguagem da Arte, Lisboa, Presença, 1986;
ECO, Umberto, A Definição da Arte, Lisboa: Edições 70, 1990;
FOCILLON, Henri, A Vida das Formas, Lisboa: Edições 70, 1988;
FORMAGGIO, Dino, Arte, Lisboa: Presença, 1985;
FRANCASTEL, Pierre, Imagem, Visão e Imaginação, Lisboa: Edições 70, 1987;
IDEM, Arte e Técnica nos séculos XIX e XX, Lisboa: Livros do Brasil, s/d;
GOMBRICH, E.H., Arte e Ilusão, S. Paulo, Martins Fontes, 1995 (edição brasileira);
HADJINICOLAOU, Nicos, História da Arte e Movimentos Sociais, Lisboa: Edições 70, 1989;
HAUSER, Arnold, Teorias da Arte, Lisboa: Presença, 1973;
HUYGHE, René, O Poder da Imagem, Lisboa: Edições 70, 1986;
*KRIS, Ernst e KURZ, Otto, Lenda, Mito e Magia na Imagem do Artista, Lisboa: Presença, 1988;
KUBLER, George, A Forma do Tempo, Lisboa: Vega, 1991;
PANOFSKY, Erwin, Estudos de Iconologia. Temas humanísticos na Arte do Renascimento, Lisboa: Estampa, 1982 (2º edição de 1995)
IDEM, O Significado das Artes Visuais, Lisboa: Presença, 1989;
*IDEM, Idea, Madrid: Cátedra, 1974 (edição espanhola);
*WÖLFFLIN, Heinrich, Conceitos Fundamentais da História da Arte, S. Paulo: Martins Fontes, 1996;
2º tema
Leitura de acompanhamento:
LEROI-GOURHAN, André, As Religiões da Pré-História, Lisboa: Edições 70, 1983;
Leituras complementares:
AA.VV., Vale do Côa Arte Rupestre e Pré-História, Lisboa: Parque Arqueológico do Côa, 1996;
AA.VV., Arte Rupestre e Pré-História do Vale do Côa. Trabalhos de 1995-96. Relatório científico ao governo..., Lisboa: Ministério da Cultura, 1997;
BRIARD, J., Les Mégalithies de L´Europe Atlantique. Architecture et art funéraire (5000- 2000avant J.C.), Paris: Éditions Errance, 1995;
CALADO, Manuel, "Menires, Alinhamentos e Cromlechs", in João Medina (dir.), História de Portugal, Lisboa: Ediclube, 1993, vol.I, pp. 294-301
DELICES, Germán, El Magalitismo Ibérico, Barcelona: História 16, 1985, Cuadernos História 16, nº 233;
GIEDION, Sigfried, El Presente Eterno: Los Comienzos del Arte, Madrid: Alianza, 1988;
GONÇALVES, Victor, "As Práticas Funerárias nas Sociedades do 4º e do 3º Milénio. O Megalitismo" in João Medina (dir.), História de Portugal, Lisboa: Ediclube, 1993, vol.I, pp.246-294 e 302-323
GUILAINE, Jean, La Mer Partagée. La Méditerranée Avant L´Écriture: 7000-2000 a.C., Paris: Hachete, 1994;
LEROI-GOURHAN, André, Préhistoire de L´Art Occidental, Paris, Mazenos, 1965 (2º edição de 1996);
NOUGIER, Louis-René, L´Art de la Préhistoire, Paris: Le Livre de Poche, 1993;
3º tema
BENDALA, Manuel, Arte Ibérica, Barcelona: História 16, 1989, Colecção História del Arte, nº 10;
CASTRO, Maria Cruz Fernandez, La Edad de los Metales, Barcelona: História 16, 1989, Colecção História del Arte, nº 4;
CORDOVA, J. e LARA, Federico, Entorno Mesopotámico, Barcelona: História 16, 1989, Colecção História del Arte, nº 6;
FAURE, Élie, A Arte Antiga, S. Paulo: Martins Fontes, 1990;
FREIJEIRO, António Blanco, Egipto, Barcelona: História 16, 1989, Colecção História del Arte, nº 1 e 2;
GIEDION, Sigfried, El Presente Eterno: Los Comienzos de la Arquitectura, Madrid: Alianza, 1993;
LUCAS, Rosario, El Arte Calcolítica, Barcelona: História 16, 1993, Cuadernos de Arte Español, nº 81;
PEINADO, Federico Lara, Mesopotamia, Barcelona: História 16, 1989, Colecção História del Arte, nº 5;
SPENCE; Lewis, Mitologia Egípcia, Lisboa: Estampa / Círculo dos Leitores, 1996;
WIESNER, Joseph, Egipto, Lisboa: Verbo, 1971, col. ARS MUNDI, nº 15;
ZOILO, Joaquim C., Iran e la Arte de las Estepes, Barcelona: História 16, 1989, Colecção História del Arte, nº 11;
4º tema
ARRESE, Miguel Cortés, Bizancio, Barcelona: História 16, 1989, Colecção História del Arte, nº 14;
ELVIRA, Miguel Angel, Grecia III, Barcelona: História 16, 1989, Colecção História del Arte, nº 9;
ELVIRA, Miguel Angel e FREIJEIRO, António Blanco, Etruria. Roma Republicana, Barcelona: História 16, 1989, Colecção História del Arte, nº 12;
FAURE, Élie, A Arte Antiga, S. Paulo: Martins Fontes, 1990;
FREIJEIRO, António Blanco, Roma Imperial, Barcelona: História 16, 1989, Colecção História del Arte, nº 13;
GRACIA, Jacobo Storch, Grecia I, Barcelona: História 16, 1989, Colecção História del Arte, nº 7;
HAMILTON, Edith, A Mitologia, Lisboa: D. Quixote, 1983;
HOMO, Léon, Rome Impériale et l´Urbanisme dans l´Antiquité, Paris, Albin Michel, 1971;
LEÓN, Pilar, Grecia II, Barcelona: História 16, 1989, Colecção História del Arte, nº 8;
5º tema
D´ARCHIMBAUD, Gabrielle Démians, Histoire Artistique de L´Occident Médiéval, Paris: Armand Colin, 1992;
DUBY, Georges, O Tempo das Catedrais. A Arte e a Sociedade: 980-1420; Lisboa: Estampa, 1979;
IDEM, S. Bernardo e a Arte Cisterciense, Lisboa: Asa, 1997;
DUBY, George e LACLOTTE, Michel, História Artística da Europa. A Idade Média, Lisboa: Quetzal, 1997, tomo I;
FOCILLON, Henri, Arte do Ocidente. A Idade Média Românica e Gótica, Lisboa: Estampa, 1980;
HUIZINGA, Johan, O Declínio da Idade Média, Lisboa: 1985;
LE GOFF, Jacques, A Civilização do Ocidente Medieval, Lisboa: Estampa, 1983-1984, 2 vols;
(Nota: Ao longo do ano serão indicados, sempre que necessário, outros elementos bibliográficos mais específicos)
Observações
Bibliotecas especializadas em História de Arte:
Bibliotecas das Faculdades de Arquitectura e de Belas Artes de Lisboa;
Biblioteca do Instituto de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa: Av. de Berna, Lisboa;
Biblioteca do Instituto de História de Arte da Faculdade Letras de Lisboa: Alameda da Universidade, Campo Grande;
Bibliotecas dos Museus de Arte Antiga, do Azulejo, do Traje, dos Coches e de Arqueologia, em Lisboa, do Convento de Jesus, em Setúbal, da Casa da Cerca, em Almada;
Biblioteca da Associação dos Arquitectos Portugueses: Travessa do Carvalho, 21
Biblioteca do Instituto Arqueológico Alemão: Av. da Liberdade, 244
(Para informações de horários e acessos, consultar as Agendas Culturais de Lisboa, Setúbal e Almada, publicações mensais de distribuição gratuita.)
Anexo 1
Normas para a execução do trabalho prático:
1. O trabalho prático será executado por uma equipa de 2, 3 ou 4 alunos. Após a escolha do texto, os alunos preenchem a ficha em anexo onde deve constar o nome, número dos alunos que fazem equipa e o nome do texto escolhido;
2. Constará, basicamente, da leitura crítica de um capítulo, conjunto de capítulos ou um livro constante no tema 1 da bibliografia assinaladas com o *;
3. O trabalho deverá obedecer ao seguinte esquema:
-1. Introdução: apresentação do autor, da sua obra e do texto em análise (livro em que se encontra inserido, suas características, situação na época de produção do autor);
-2. Resumo (ideográfico) do texto (redução a 1/3, pelo menos);
-3. Conclusão (as principais contribuições do texto para a metodologia histórico-artística e a sua eventual crítica, fundamentada; parecer do grupo sobre a importância do texto para a formação científica e artística dos alunos);
-4. Bibliografia onde devem constar os livros de apoio consultados;
-5. Ficheiro dos principais conceitos abordados ou tratados no texto, em fichas temáticas e em fichas de citação, apresentadas, de acordo com as indicações do professor, no modelo A5 à venda no comércio;
4. O trabalho deve ser entregue, dactilografado (excepto o ficheiro), no inicio de Janeiro;
5. O trabalho deve ser antecedido de uma ficha bibliográfica do texto analisado em que conste o nome do autor, título do texto e o título do livro de que faz parte (o primeiro entre "aspas", e o segundo sublinhado ou em itálico e precedido de "in"), o local de edição, a editora, a data de edição e as páginas a que corresponde.
Exemplo: ECO, Umberto, "O que é uma tese e para que serve" in Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas, Lisboa: Presença, 1982, pp. 23-30;
5.1. Se se tratar de uma obra integral deve constar o nome do autor, título do livro (deve estar sublinhado), o local de edição, a editora e a data de edição.
Exemplo: ECO, Umberto, Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas, Lisboa: Presença, 1982;
6. O trabalho deve ter na folha de rosto o nome dos alunos, respectivos números, a identificação do texto analisado (segundo modelo acima descrito), universidade e curso, nome da cadeira e ano lectivo.
Bibliografia de apoio a esta metodologia:
ECO, Umberto, Como se faz uma tese em Ciências Humanas, Lisboa: Presença, 1982.
Anexo 2
Ficha de registo do trabalho prático a entregar ao professor após o seu preenchimento
TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITECTURA III
Ano lectivo 2004/2005
Membros da Equipa (por ordem alfabética do primeiro nome)
Nome, Número, Curso, Turma
1-_______________________________ _______ _____________ ______
2-_______________________________ _______ _____________ ______
3-_______________________________ _______ _____________ ______
4-_______________________________ _______ _____________ ______
Texto escolhido
______________________________________________________________
______________________________________________________________
Assinatura dos membros da equipa
U.M. ______/______/_______
Publicado por Helena Pinto às 09:28 AM
abril 12, 2005
PROJECTO 2 - programa 2004-2005
disciplina anual (12 Horas teórico-práticas por semana)
Docentes
Mestre Arq.º José Sérgio F. Spencer (regente)
Mestre Arq.º Miguel Berger
Objectivos gerais
A disciplina de Projecto II estabelece a continuidade de um biénio, ciclo de dois anos lectivos onde se pode experimentar os diferentes tempos de reflexão, e diferentes níveis de definição que caracterizam os projectos de arquitectura, com objectivos e métodos autónomos.
O primeiro ano do biénio centra os exercícios e métodos complementares nos aspectos criativos de desenvolvimento das ideias, como processo determinante na conformação e caracterização espacial, e a sua passagem para o projecto, ao nível do estudo prévio.
O segundo ano do biénio centra os exercícios e métodos complementares no desenvolvimento subsequente do projecto, na integração dos processos construtivos, e na sua evolução para fases de execução, como processo criativo contínuo de adjectivação e caracterização dos projectos.
Programa
O programa do ano procura estabelecer uma estrutura de suporte para a consolidação dos conhecimentos adquiridos no ano transacto, nomeadamente no que diz respeito ao entendimento do objecto Arquitectónico, do espaço, da sua organização e dos métodos de representação. Pretende-se que o aluno adquira e desenvolva os processos apropriados de trabalho que enquadrem a prática específica do projecto em arquitectura, no seu desenvolvimento para escalas de maior definição e complexidade tecnológica e construtiva.
Exercícios
Enquadrando-se no definindo para os objectivos gerais do ano, os exercícios propostos procuram desenvolver as capacidades de observação e análise dos alunos, que permitam o entendimento do sitio, do seu contexto na cidade, e da forma como as suas intervenções arquitectónicas estabelecem a transformação critica de um lugar.
Após a abordagem inicial da cidade, das matérias construtivas e dos conceitos bases da arquitectura, propõe-se um desenvolvimento mais sistemático dos processos construtivos. Proceder-se-á assim ao desenvolvimento das características racionalistas da arquitectura, recorrendo à pormenorização como valor acrescentado do projecto, e num segundo desenvolvimento aos estudos urbanos da cidade de Setúbal.
Serão desenvolvidos três (3) exercícios que de forma complementar procurarão desenvolver os objectivos referidos:
1º Exercício – (exercício de grupo de curta duração)
Será um exercício a ser executado em grupos de 4 alunos. O trabalho consiste numa proposta de apresentação para um dos projectos desenvolvidos no ano transacto pelos elementos do grupo. Pretende-se que este exercício lance um debate crítico sobre a compreensão do objecto arquitectónico, sobre os seus significados e formas de representação.
2º Exercício
Exercício individual de desenvolvimento do último exercício do ano anterior, com a conclusão em escalas pormenorizadas que permitam uma melhor definição dos espaços e ambiências – garantindo assim continuidade à matéria dada. Desenvolve-se em três fases distintas: Revisão do programa funcional e espacial; Caracterização do espaço; Definição dos sistemas construtivos.
3º Exercício
Estudo urbano da cidade, através da arquitectura, segundo a matéria ministrada, de Composição Urbana, Traçado e Construção. Com um tema pré-estabelecido deverá ter um carácter de construção colectiva – equipamento – que inter-relacionará as escalas urbanas da cidade e da arquitectura. Desenvolve-se em três fases distintas: Análise da morfologia urbana; Proposta de inserção urbana e paisagística; Arquitectura.
Aulas
Os exercícios serão acompanhados por aulas de acompanhamento e esclarecimento aos trabalhos desenvolvidos pelos alunos, intercaladas por aulas de exposição de matéria teórica base.
Avaliação
A avaliação será continua, efectuada através do acompanhamento dos trabalhos e implementando o sistema de apresentações orais em fases intermédias e finais.
Interdisciplinaridade
Teoria e Historia da Arq. – como memória da cultura arquitectónica.
Tecnologia – como suporte das opções construtivas utilizadas nos diferentes exercícios.
Paisagismo – em apoio de projecto na área da sua integração com o meio ambiente.
Bibliografia geral
Calvino, Italo - Seis Propostas para o Próximo Milénio, 1990. Teorema, ed.
Frampton, Kenneth – Introdução ao Estudo da Cultura Tectónica, 1995. Cadernos de arquitectura, Associação dos Arquitectos Portugueses, ed.
Hall, Edward T. - A Dimensão Oculta, 1966. Relógio d’água, ed.
Norberg-Schulz, Christian – Genius Loci, 1979. Electa, ed.
Rasmussen, Steen Eiler – Arquitectura Vivenciada, 1986 (ed. Brasileira). Martins Fontes, ed.
Lynch, Kevin – A imagem da Cidade, 1960. Edições 70, ed.
Alexander, Christopher – El Modo Intemporal de Construir. Gustavo Gili, ed.
Publicado por Helena Pinto às 09:43 AM
ESTRUTURAS 1 - programa
disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)
Docente
Eng.º João Guterres
Objectivos Gerais
Explicação do funcionamento estrutural.
Exposição e análise do comportamento das estruturas.
Introdução à regulamentação.
Caracterização dos solos de fundação e sua adequabilidade às diferentes soluções estruturais
Conteúdos Programáticos
Apresentação de modelos estruturais. Modelos analógicos.
Análise do funcionamento de estruturas. Tipificação de sistemas estruturais resistentes: asnas, cabos, arcos, vigas, pórticos e cascas. Introdução ao cálculo.
Arco parabólico. Análise de comportamento e utilização em arquitectura.
Observação de estruturas complexas e interpretação da sua resistência e pontos de fragilidade: detecção de mecanismos.
Aspectos fundamentais dos Regulamentos de Segurança e Acções, Betão Armado e Pré-Esforçado, de Fabricação de Cimento Portland Normal, Estruturas Metálicas, de Madeira e de Alvenaria.
Encaminhamento de acções desde o ponto de aplicação até às fundações. Fundações directas e indirectas em edifícios. Estruturas de suporte e de contenção.
Caracterização dos solos. Ensaios de laboratório e no terreno. Determinação dos parâmetros de resistência.
Estratégia
Observação na cidade dos vários tipos de estruturas, sua caracterização e funcionamento.
Relacionamento das soluções estruturais com as épocas de construção e os materiais aplicados.
Avaliação
Apresentação dos trabalhos de observação de estruturas.
Construção de um modelo reduzido para ensaio de resistência.
Outros trabalhos práticos relacionados com o desempenho de estruturas observadas.
Frequências e exames
Bibliografia
Eduardo Toroja - Razon y ser de los tipos estruturales. Ed. Instituto Eduardo Toroja - Madrid
Tabelas Técnicas - ed. Instituto Superior Técnico
Regulamento de Segurança e Acções em Edifícios e Pontes
Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado
Publicado por Helena Pinto às 09:22 AM