outubro 07, 2005

PROJECTO 3 - programa 2005-2006

disciplina anual (12 horas teórico-práticas por semana)

Docentes
Prof. Arq.º Luís M. Santos Paixão (regente)
Arq.º Paulo Adelino

Objectivos Gerais

1 - Atendendo a que a sociedade e o tempo actuais se caracterizam, num dos seus aspectos, por tender a levar a assinatura do arquitecto à habitação unifamiliar (Domus), importa que os alunos adquiram a capacidade e a inteligência para identificar, analisar e compreender a complexidade e a riqueza do habitar nos seus aspectos simbólicos, funcionais, programáticos, construtivos e legais, tanto no respeitante à habitação unifamiliar isolada como aos conjuntos de habitação.

2 - Num mundo em que as agressões ao ambiente e os problemas da energia e dos recursos naturais renováveis estão cada vez mais na ordem do dia, atendendo a que a arquitectura e a arte de construir lidam directamente com estes problemas, será importante que os alunos aprofundem um repertório de soluções diversificado, no âmbito das opções dos materiais estruturais e de revestimento, que extravase as soluções correntes de recurso ao betão armado. A madeira, a pedra, o tijolo, a taipa, o adobe, serão explorados na sua adequação às circunstâncias do sítio e do programa.

3 - Sendo a arquitectura uma arte com uma forte componente do útil, só assim estarão reunidas as condições para cumprir um outro objectivo deste ano, que consistirá no desenvolvimento da capacidade de criar formas que respondam adequada e simultaneamente às componentes objectivas e artísticas dos problemas e constrangimentos que virão a ser colocados na vida profissional real, quer na encomenda privada quer na pública.

4 - No domínio da habitação em conjunto e no da criação de parcelas de cidade, estabelecer uma correcta articulação entre a arte da composição urbana e a do edifício, com suporte no estudo das características do espaço urbano, nas suas vertentes tipo-morfológica e topológica.

1.º Semestre - Conteúdos e Prática

O habitar: Interrogação sobre o conceito, com especial incidência sobre a contemporaneidade portuguesa, na perspectiva antropológica.
As funções e os elementos da habitação

EXERCÍCIO PRÁTICO 1a): Texto de 4 páginas sobre o habitar, exercício de projecto evocando os temas: a água e o fogo. Desenvolvimento à esc. 1:50.

Dimensionamento de lareiras.
Composição: análise comparativa na composição de diferentes casas; partido arquitectónico.
Materiais e estruturas: Estudo de estruturas e paredes em materiais tradicionais - Madeira, pedra, barro taipa e adobe.
Legislação: Regulamento Geral de Edificações Urbanas e outros aspectos legais ligados à concepção da habitação unifamiliar.
O programa: Questionário, definição do âmbito e complexidade.

EXERCICIO PRÁTICO 1: Projecto de uma habitação unifamiliar isolada utilizando apenas materiais tradicionais, com base nas respostas ao questionário de programa. Desenvolvimento até à esc. 1:50 e projecto de execução.

Apresentação de alguns exemplos da recuperação de construções para habitação.

2.º Semestre - Conteúdos e Prática

A cidade: Interrogação sobre o conceito, com especial incidência no caso de Setúbal.
Composição urbana
O espaço urbano: Características e exemplos.
Breve abordagem sobre o urbanismo português. Experiências mais relevantes.

EXERCÍCIO PRÁTICO 2a): Elaboração do projecto de um conjunto urbano de habitações isoladas e, ou em banda - Operação de loteamento; desenvolvimento até à esc. 1:500.

O edifício urbano de habitação em conjunto:
Colunas de acesso e distribuição - o sistema distributivo.
Ligação entre a morfologia urbana e a tipologia arquitectónica: o lote isolado, a correnteza de lotes, o quarteirão, a torre e a banda. As diversas noções de escala.
Espaço humano e espaço urbano.
O programa.
Aspectos legais relacionados com os edifícios de habitação em conjunto.
A composição urbana nos conjuntos de loteamento de habitação em banda ou isoladas. Cenografia e qualificação do espaço público.
A cidade imprevista
- A geração da complexidade
- Palco promotor de acontecimentos sobrepostos
- Laboratório da surpresa
- Factores de assimilação e factores de exclusão

EXERCÍCIO PRÁTICO 2: Projecto de um conjunto habitacional assumido com o parcela da cidade de Setúbal num local com alguma complexidade urbanística. Desenvolvimento da ideia até ao projecto de execução.

Avaliação
A avaliação será efectuada pela observação directa do desenvolvimento dos trabalhos (avaliação contínua) e pela crítica do resultado final, averiguando os aspectos mais ou menos conseguidos na adequação das propostas ao programa e ao sitio.

Bibliografia Básica (títulos existentes na biblioteca a negrito)

ÁLVARO SIZA 1954-1985, Editora BLAU
ÉLÉMENTS D’ANALYSE URBAINE, Philipe Panerai, Maurice Culot, Archives d’Architecture Moderne.
CORPO, MEMÓRIA E ARQUITECTURA, Charles Moore, Editorial Blume.
LA CASA: Forma y diseño Charles Moore / Gerale Allen / Donlyn Lyndon, Editor - Gustavo Gili S.A.
DEPOIS DA ARQUITECTURA MODERNA Paolo Portughesi, Editor - Edições 70
POUR UNE ANTHROPOLOGIE DE LA MAISON, Amos Rapoport, Editor - Dunod - Paris
LA CASA UNIFAMILIAR David Mackay, Editor - Gustavo Gili S.A.
ARCHITECTURAL COMPOSITION Rob Krier, Editor - Academy Editions
FUNÇÕES E EXIGÊNCIAS DE ÁREAS DA HABITAÇÃO Nuno Portas, Editor - LNEC
A POÉTICA DO ESPAÇO Gaston Bachelard, Editor - Martins Fontes
NEW METRIC HANDBOOK PLANNING AND DESIGN DATA, Patricia Tuttand and David Adler, Editor - Butterworth - Heinemann Ltd.
REGULAMENTO GERAL DAS EDIFICAÇÕES URBANAS Editor - Porto Editora
ARQUITECTURA E MITO, Bent Parodi, Editor - Pungitopo
A CIDADE ANTIGA Fustel de Coulanges, Editor - Livraria Clássica
STUTTGART: Teoria y practica de los espacios urbanos, Rob Krier, Editor - Gustavo Gili S.A (Edição francesa: “L’Espace de la Ville - Théorie et Pratique”, AAM Éditions)

Publicado por Helena Pinto às 07:05 PM

URBANISMO - programa 2005-2006

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Mestre Arq.º Miguel Berger

1. Objectivos

A cadeira de URBANISMO, no contexto do programa curricular da Licenciatura em Arquitectura da EESSD, interrelaciona-se de forma estreita com as cadeiras de Projecto e Arquitectura Paisagista, constituindo, com a de Desenho Urbano, ministrada no ano subsequente, o percurso curricular de introdução e investigação dos fenómenos territoriais em geral e dos urbanos em especial.

Esta disciplina tem portanto como objectivo conferir aos alunos uma primeira perspectiva de abordagem da problemática projectual através dos seus respectivos contextos territoriais específicos, sejam estes urbanos ou simplesmente rurais. Nesta abordagem disciplinar far-se-à a explanação dos quadros conceptuais e normativos subjacentes à prática urbanística, bem como à do ordenamento e planeamento territorial, estabelecendo-se a diferença das respectivas escalas e da natureza metodológica subjacente a umas e a outras.

2. Metodologia

Com vista a atingir os objectivos propostos partir-se-à do estudo de uma situação concreta relativa a um pequeno aglomerado urbano, por meio da dissecação e análise das diversas vertentes presentes primeiro na transformação e depois no uso e manutenção e desenvolvimento daquele território.

Para tanto seleccionar-se-ão diversos outros aglomerados, em contextos diferentes do de referência, mas de escalas análogas, como forma de, tentativamente, ir conduzindo os alunos na busca das analogias e dissemelhanças da sua composição tipo-morfológica, bem como na reflexão sobre as razões de ser da forma urbana, com vista à construção de um quadro de análise crítica sobre a natureza dos diversos territórios palco da actividade humana, sua conformação e iteracção.

Todo este percurso e abordagem far-se-à através da execução de trabalhos de natureza teórica e prática executados quer em grupo, quer individualmente, enquadrados por aulas com idêntica dicotomia, com vista à preparação dos alunos para a concretização de uma proposta de planeamento e outra de desenho urbano no território de referência.

A disciplina abordará portanto um sistema territorial com uma problemática diversificada mas de escala contida abarcando temas que vão desde a reconversão e expansão urbana, até à ambiental e paisagística. O programa da disciplina incidirá também no estudo, análise e investigação do fenómeno urbano como suporte de uma memória cultural, e civil, e do seu entendimento enquanto arquitectura.

Serão temas de reflexão e de prática operativa na uma escala contida de uma pequeno aglomerado urbano (2.000/3.000 habitantes) as questões da:
. Tipologia – tipologia edificativa, urbana e do espaço público.
. Estrutura do tecido urbano – a rua; a praça; as áreas homogéneas. O traçado primário e secundário.
. Forma urbana.

Entretanto a componente teórica visará a investigação conceptual e regulamentar subjacente ao enquadramento jurídico e institucional dos diversos processos urbanos:
. Os níveis de ordenamento e Planeamento do Território;
. Os Panos Regionais de Ordenamento e os Planos Especiais e Sectoriais;
. Os Planos Municipais de Ordenamentos do Território;
. O Plano de Pormenor e o Projecto de Loteamento.

A componente prática abarcará por sua vez:
. A selecção e análise crítica comparativa de modelos urbanos de temática análoga ao ‘estudo de caso’ proposto mas em contextos diversificados;
. A caracterização do território e a leitura e interpretação critica dos instrumentos de planeamento nele vigentes;
. A sistematização de uma Plano de Desenvolvimento Estratégico para um dos aglomerados estudados e respectivos Termos de Referência;
. A elaboração de uma proposta preliminar de acordo com os termos de referência elaborados;
. O desenvolvimento do desenho urbano da proposta com particularização ao nível do desenho arquitectónico de um pequeno espaço urbano equipado;

3. Sítio
Os exercícios a desenvolver terão como aglomerado de partida e referência sobre a vila do Poceirão, pertencente ao Concelho de Palmela, pequeno aglomerado urbano da periferia rural da Área Metropolitana de Lisboa, em processo de transformação e de especulação sobre o seu futuro e real papel no contexto da península de Setúbal.

4. Aulas
Os exercícios serão acompanhados por aulas de experimentação, com acompanhamento e esclarecimento aos trabalhos desenvolvidos pelos alunos, isoladamente ou em grupo, intercaladas por aulas de exposição de matéria teórica base.

4.1. Fichas A5 dos trabalhos
De todos os trabalhos gráficos serão elaboradas pequenas fichas em formato A5 numa estrutura gráfica uniforme para todos os alunos, que funcionará como base para a concretização de uma publicação final do ano.

Nestas páginas os alunos terão de mostrar a abordagem ao sítio e tema do ano, através de uma sintetize do trabalho desenvolvido na disciplina recorrendo às peças elaboradas durante o ano lectivo – esquemas, croquis, esquissos, desenhos rigorosos, memórias descritivas, etc.


5. Avaliação
A avaliação será contínua, efectuada através do acompanhamento e da apreciação do desenvolvimento dos trabalhos, complementada por exercícios de avaliação pontual e da participação e presença nas aulas e possui as seguintes vertentes: a já referida avaliação contínua, a avaliação periódica que incide sobre as apresentações públicas de cada um dos trabalhos etápicos realizados, a realização de provas escritas – testes e/ou frequências - e um exame final, realizado perante júri, onde se avalia o resultado global de todos os trabalhos do ano, tendo em conta as classificações anteriores e as outras componentes de avaliação.

Será feito um registo de presenças em todas as aulas, relevando para a apreciação global um mínimo de 60 % presenças nas aulas.

6. Interdisciplinaridade
Pretende-se que os alunos integrem nos exercícios propostos, conceitos e conteúdos assimilados nas diferentes disciplinas dos anos anteriores, bem como do ano em curso essencialmente ao nível do:
. Projecto – como disciplina própria, de referência nomeadamente nas questões das tipologias edificativas e da configuração da forma edificada da cidade.
. Desenho e construção da Paisagem.

Bibliografia de referência (títulos existentes na biblioteca a negrito)
. A Arquitectura da Cidade – Aldo Rossi – Gustavo Gilli
. Arquitectura da Cidade, Limite da Forma Urbana – Luís Afonso – FA UTL – Tese
. Morfologia Urbana e Desenho da Cidade – José Lamas – Fundação Gulbenkian / Fundação para a Ciência e Tecnologia, Lisboa, 2000.
. Formas Urbanas – Jorge Carvalho – Ed. Minerva Coimbra
. Ordenar a Cidade – Jorge Carvalho – Ed. Quarteto
. L’Urbanisme, utopies et realités – une anthologie – Françoise Choay – Ed. Seuil
. A linguagem silenciosa – Edward T. Hall – Ed. Relógio d’Água
. Elementos de Analisis Arquitectónico – José Manuel Garcia Roig – Ed. Univ. Valladolid
. Análise das tipologias urbanas – Luciano Patetta
. On Adam’s House in Paradise – The Idea of the Primitive Hut in Architectural History – Joseph Rykwert – Ed. MIT Press
. Textos de apoio e enquadramento específicos serão facultados gradualmente durante o decurso do ano lectivo.

Bibliografia complementar
ALBERTI, Leon Battista
L’Art D’edifier”, Éditions du Seuil, Paris, 2004.
ALEXANDER, Christopher
Uma cidade não é uma árvore”, in revista Arquitectura nº 95, Fevereiro 1967.
AYMONINO, Carlo
O Significado das Cidades”, Editorial Presença, Lisboa, 1984.
BENÉVOLO, Leonardo
Diseño de la ciudad vol. I., vol II, vol, III, vol IV, vol V La descripción del ambiente”, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1982.
CASTELLS, Manuel
"A Questão Urbana", Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1983.
CHOAY, Françoise
La règle et le modèle, Éditions du Seuil, Paris, 1980.
CHOAY, Françoise
L'Allégorie du Patrimoine, Éditions du Seuil, Paris, 1992.
CULLEN, Gordon
"A Paisagem Urbana”, Ed. 70, Lisboa.
FRAGA, Francisco Javier Monclús; BAÑALES, José Luis Oyón,
Elementos de Composición Urbana”, Edition UPC, Barcelona, 2001.
FRAMPTON, Kenneth
História Crítica da Arquitectura Moderna”, Martins Fontes, São Paulo, 1997.
GIEDION, Sigfried
Space, Time and Architecture”, Harvard College, 1982.
HALL, Peter
Cities of Tomorrow, Basil Blackwell, Oxford, 1988.
HOLL, Steven
Entrelazamientos, Steven holl, obras e proyectos, 1989 – 1995”, Gustavo Gili, Barcelona, 1997.
JENCKS, Charles
Movimentos Modernos em Arquitectura”, edições 70, Lisboa, 1992.
KOSTOF, Spiro
The City Assembled. the elements of urban form through history”, Thames & Hudson, Londres, 1992.
KOSTOF, Spiro
The City Shaped, Thames & Hudson”, Londres, 1991.
KRIER, Leon
"Arquitectura, escolha ou fatalidade"
KRIER, Robert
"L'Espace de Bâtir les Villes", Ed. Archives d'Architecture Moderne, Bruxelas, 1975.
KRIER, Robert
El espacio urbano”, Editorial Gustavo Gili, S.A.,Barcelona, 1981.
LAVEDAN, Pierre
Géographie des Villes”, Gallimard, Paris, 1959.
LE CORBUSIER
Maneira de pensar o Urbanismo”, Publicações Europa-América, Sintra, 1977.
LE CORBUSIER
La Charte d'Athènes”, Éditons de Minuit, SL, 1957.
LE CORBUSIER
The Modulor”, Fondation Le Corbusier, Paris, 2001.
LE CORBUSIER
Urbanismo”, Martins Fontes, São Paulo, 1992.
LEFEBVRE, Henri
La prodution de l'espace”, Anthropos, Paris, 2000.
LÔBO, Margarida Souza
Planos de Urbanização. A Época de Duarte Pacheco”, Direcção Geral do ordenamento do Território; Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Porto, 1995.
LYNCH, Kevin
A Imagem da Cidade”, Edições 70, 1982.
LYNCH, Kevin
A Boa Forma da Cidade”, Edições 70, 1999.
MEISS, Pierre von
De la Forme au Lieu (Une introduction à l’étude de l’architecture)”, .......
MERLIN, Pierre
L'Urbanisme”, Presses Universitaires de France, Paris, 1991.
MERLIN, Pierre; CHOAY, Françoise
Dictionaire de l'Urbanisme et de l'Aménagement”, Presses Universitaires de France, Paris, 1988.
MERLEAU-PONTY
O olho e o espírito”, Veja, 2002.
MERLEAU-PONTY
Fenomenologia da Percepção”, Martins Fontes, São Paulo, 1994.
MONTANER, Josep Maria
Arquitectura e Crítica”, Gustavo Gili, Barcelona
MONTANER, Josep Maria
Depois do Movimento Moderno, Arquitectura da segunda metade do século XX”, Gustavo Gili, Barcelona, 2001.
MORRIS, Anthony
Historia de la forma urbana. Desde sus orígenes hasta la Revolución Industrial”, Editorial Gustavo Gili S.A., Barcelona, 1991.
MUMFORD, Lewis
A cidade na História, suas origens, transformações e perspectivas”, Martins Fontes, São Paulo, 1982.
NORBERG-SCHULZ, Christian
Arquitectura Occidental, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1999.
NORBERG-SCHULZ, Christian
Genius Loci
PALLADIO, Andrea
Les quatre livres de l'architecture”, Arthaud, Paris, 1980.
PANERAI, Philippe; DEPAULE, Jean-Charles; DEMORGON, Marcelle
Analyse Urbaine”, Éditions Parenthèses, 1999.
PANERAI, Philippe; MANGIN, David
Project Urbain”, Éditions Parenthèses, Marselha, 1999.
POÈTE, Marcel
"Introduction à l'Urbanisme", Boivin, Paris, 1929 - 1ª edição. Reedição Col. Société et Urbanisme, Edit. Anthropos, Paris, 1974.
PORTAS, Nuno
Cerdà e os traçados”, in revista Arquitectura nº138, Setembro/Outubro 1980.
RAGON, Michel
Histoire Mondiale de l’architecture et l’urbanisme Modernes, Pratiques et méthodes, 1911 - 1971”, Editions Casterman, 1972.
ROWE, Colin; KOETTER, Fred,
Ciudad collage”, Gustavo Gili, S.A., Barcelona,1981.
RIBEIRO TELLES, Gonçalo; CALDEIRA CABRAL, Francisco
A Árvore em Portugal”, Assírio Alvim, Lisboa, 1999.
SORIA Y MATA, Arturo
La Cité Linéaire”, Centre d'Etudes et de Recherches Architecturales, Paris, 1979.
UNWIN, Raymond
Town Planning in Practice. An Introduction to the Art of Designing Cities and suburbs” - Ficher Unwing, London, 1909/1911. Tradução castelhana: “La Práctica del Urbanismo, una Introducción al Arte de Proyectar Ciudades y Barrios”, Gustavo. Gili, Barcelona, 1984.
VENTURI, Robert
Complexity and Contradiction in Architecture”, The Museum of Modern Art, New York, 1966.
VITRÚVIO, Marco Poleão
Os dez livros de Arquitectura”, Departamento de Engenharia Civil; Instituto Superior Técnico, Lisboa, 1998.
ZUMTHOR, Peter
Pensar la Arquitectura”, Gustavo Gili, Barcelona, 2004.

Publicado por Helena Pinto às 06:59 PM

ECONOMIA - programa 2005-2006

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Dr. João Aldeia

Objectivos Gerais
Formação base nos conceitos e leis económicas
Integração histórica da evolução da teoria económica
Interligação e integração da Economia com outras áreas do conhecimento,
e especificamente a Arquitectura

Conteúdo programático

Introdução
Metodologia da Economia.
Correntes e Escolas do pensamento económico.

Microeconomia e Mercados
Definição, noções e conceitos.
Factores produtivos.
Lei da Procura.
Lei da Oferta.
Mercado.
Elasticidade.
Utilidade.
Curvas de Indiferença.
Custos.
Oferta em concorrência perfeita.
Monopólio e oligopólio.
Concorrência monopolística.
Moeda.
Mercado de Emprego.
Preços e inflação.

Macroeconomia
Definição, noções e conceitos.
Contabilidade Nacional.
Despesa e Função Consumo.
Poupança e Investimento.
Oferta e Procura agregadas.
Ciclos económicos.
Comércio Internacional.
Taxas de câmbio e Sistema Financeiro Internacional.
Desenvolvimento Económico.

Economia da Construção
O Sector da Construção.
Construção Civil e Obras Públicas em Portugal.
Eco-eficiência e Avaliação de Ciclo de Vida.
"Desconstrução".

Metodologia
A Cadeira será estruturada em torno de aulas teóricas e aulas práticas com exercícios de aplicação das matérias dadas.

Avaliação
A avaliação será feita através de duas provas escritas semestrais (frequências) e/ou exame final.

Bibliografia básica (títulos existentes na biblioteca a negrito)

ECONOMIA, Paul Samuelson e William Nordhaus, Ed. McGraw-Hill de Portugal, Lisboa., 1993
DESENVOLVIMENTO REGIONAL, A. Simões Lopes, Ed. Fundação C. Gulbenkian, Lisboa, 1980
GUIA DOS INDICADORES ECONÓMICOS, THE ECONOMIST, Ed. Caminho, Lisboa, 1994
L´ARCHITECTURE DES VILLES, Ricardo Bofill e Nicolas Véron, Ed. Odile Jacob, Paris, 1995
GESTÃO DE PROJECTOS, Victor Sequeira Roldão, Ed. Monitor, Lisboa, 1992
A METODOLOGIA DA ECONOMIA, Mark, Blaug, Ed. Gradiva, Lisboa, 1994
O QUE OS ECONOMISTAS SABEM, Robert B. Carson, Ed. Jorge Zahar, Rio de Janeiro,1992

Publicado por Helena Pinto às 06:45 PM

HISTÓRIA DA ARQUITECTURA PORTUGUESA - programa 2005-2006

disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Mestre Arq.º R. V. Almeida

Objectivos gerais

Pretende-se que os alunos se sensibilizem para a especificidade da Arquitectura Portuguesa, e para a problemática das abordagens regionalistas ou etnocêntricas, distinguindo questões de atraso e de resistência no âmbito da Arquitectura Portuguesa e da sua inserção no mundo contemporâneo.

A disciplina pretende constituir um suporte de conhecimento histórico e teórico, conducente a um correcto entendimento da actuação actual que o arquitecto tem dentro de uma realidade temporal e espacial concreta que é a do final do século XX e a da região de Setúbal e do sul de Portugal. O programa articulará o estudo da obra de arquitectura enquanto facto único e irredutível, com o conjunto de relações que estabelece com o seu meio, e com a corrente mais alargada das formas da Arquitectura entendidas num campo temporal alargado. Esta articulação permitirá mais uma vez definir e focalizar o tema dominante da disciplina, a arquitectura como constância e câmbio. A dialéctica estabelecida entre estes dois vectores, permite problematizar em seu torno, temas mais vastos da história da Arquitectura, das teorias da Arquitectura e dos processos projectuais. Pretende-se ainda que os alunos aprofundem metodologias de investigação que permitam a constituição de um património científicamente válido de informação para a região.

Como objectivos específicos pretende-se que os alunos se familiarizem com as seguintes questões:
- Aprofundamento do estudo da Constância e Câmbio.
- Estudo de obras e de temas de arquitectura portuguesa.
- A arquitectura popular como manifestação arquitectónica e cultural.
- A classificação e o estabelecimento de "tipos" formais
- Tradição e Modernidade na Arquitectura Portuguesa.
- A cidade portuguesa ao longo da história.
- A cidade portuguesa actual: modos de transformação ao longo do século XX.
- Ideologias nacionalistas na arquitectura portuguesa.
- Os fenómenos de autor na arquitectura portuguesa contemporânea.

Interrelação Disciplinar
Projecto III – Tecnologias III – Urbanismo

Conteúdos Programáticos

Primeiro Semestre
1. A Arquitectura na região de Setúbal
1.1 Arquitectura de excepção.
1.2 Arquitectura corrente.

2. A Arquitectura Popular: Mentalidade e arquitectura
2.1 A postura do problema. Arquitectura de excepção, arquitectura corrente e arquitectura popular.
2.2 Tradições formais, construtivas e espaciais: fenómenos de resistência e atraso.
2.3 Regionalismo na arquitectura portuguesa.
2.4 Contaminação e mestiçagem na arquitectura portuguesa: a casa "do brasileiro", a casa do emigrante e as aglomerações de génese ilegal (clandestinas).
2.5 Exemplos de contaminação por via erudita: a casa rural dos arredores de Lisboa.
2.6 Tipos e tipologias na arquitectura popular.
2.7 Povoados portugueses: a vila e a aldeia.
2.8 Formas tradicionais de actuação e controle do território.
2.9 Exemplos contemporâneos de intervenções em casas rurais.

3. A Formação da Cidade Portuguesa
3.1 A tradição antiga e a dominação islâmica
3.2 O Povoamento e a formação da nacionalidade
3.3 Cidades de Fundação
3.4 As primeiras renovações urbanas e o espaço público

Segundo Semestre
4. O Estilo Chão e a Tradição Urbana Portuguesa nos séculos XVI a XVIII.
4.1 A influência italiana na arquitectura portuguesa do século XVI.
4.2 Sinais de resistência e afirmação da arquitectura portuguesa: Geometria, austeridade e desornamentação.
4.3 Afirmação e consolidação de valores nacionais na arquitectura portuguesa nos séculos XVII e XVIII.
4.4 A arquitectura militar: breve introdução aos principais sistemas de fortificação dos séculos XV a XVIII e sua importância no contexto da arquitectura e da cidade europeia.
4.5 A arquitectura militar em Portugal: sua importância na formação de uma escola portuguesa de arquitectura e urbanismo.
4.6 A prática urbana em Portugal nos séculos XVI e XVII.
4.7 As cidades portuguesas nos territórios de além-mar: novas fundações urbanas e a eventual especificidade do urbanismo português.
4.8 Os novos traçados urbanos na época pombalina: a Baixa de Lisboa, Vila Real de Santo António, Porto Côvo e o Porto dos Almadas.

5. A Arquitectura Portuguesa no século XX.
5.1 Ecletismo de início de século.
5.2 A introdução do betão armado e as procuras de modernidade.
5.3 As iniciativas do estado na arquitectura dos anos 30, 40 e 50: monumentalidade, classicismo e modelos de renovação urbana.
5.4 A arquitectura como instrumento de actuação urbana.
5.5 A nova modernidade dos anos 50: novas tecnologias, novos materiais e novos programas.
5.6 A ambiguidade da arquitectura portuguesa entre a tradição e a modernidade: Januário Godinho, Keil do Amaral, Fernando Távora e Álvaro Siza.
5.7 As expansões urbanas nas décadas de 50 e 60.
5.8 O processo revolucionário: a suspensão da arquitectura e as operações S.A.A.L.
5.9 Os anos 80 e 90 na arquitectura portuguesa.
5.10 O território e a paisagem: duas novas noções.
5.11 A transformação acelerada do território português nos últimos anos: expansões urbanas, loteamentos casuísticos, aglomerações clandestinas e as infraestruturas de transportes e comunicações.
5.12 A arquitectura como meio de actuação alternativo aos instrumentos correntes de ordenamento do território.
5.13 As intervenções no património: património monumental, cultural e contemporâneo.

Avaliação
A avaliação será feita através da observação directa aos alunos ao longo das suas intervenções ao longo do ano lectivo, e ainda através de testes escritos e de trabalhos teórico-práticos. Os trabalhos incidirão sobre os temas do programa, sendo cada tema específico definido por prévio acordo entre o docente e o(s) aluno(s).

Bibliografia(títulos existentes na biblioteca a negrito)

A bibliografia indicada está referenciada às edições actuais disponíveis em Português. Sempre que possível é indicada a data de edição original.
Durante as primeiras semanas do ano lectivo será distribuída uma bibliografia complementar comentada, sobre alguns dos temas do programa.
É ainda de referir que, desde 1980, têm vindo a ser realizados trabalhos académicos no âmbito de dissertações de mestrado e de doutoramento, que, apesar de permanecerem na sua maior parte inéditos, constituem um acervo importante para os estudos de arquitectura em Portugal; de referir como instituições mais importantes neste aspecto o Departamento de História de Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, as Faculdades de Letras das Universidades de Lisboa e do Porto e ainda as Faculdades de Arquitectura de Lisboa, Porto e Coimbra.

Bibliografia básica
A Arquitectura Popular em Portugal. Lisboa: Associação dos Arquitectos Portugueses, 1992.
Arquitectura do Século XX: Portugal. Lisboa-Frankfurt: DAM, Portugal-Frankfurt 97, 1997.
Arquitectura Popular dos Açores. Lisboa: Ordem dos Arquitectos, 1999 (no prelo).
ALMEIDA, Rogério Paulo Vieira de - O Peso da História. In Almeida, Rogério Paulo Vieira de - Álvaro Siza: O Tempo e o Sentido - A Obra e o Arquitecto 1948-1995. Porto: FAUP, 1999 (no prelo).
ARAÚJO, Renata Malcher - Cidades de Fundação Portuguesa na Amazónia. Porto: FAUP, 1998.
Arquitectura Portuguesa Contemporânea: Anos Sessenta / Anos Oitenta. Porto: Fundação de Serralves, 1991.
CALDAS, João Vieira - A Casa Saloia dos Arredores de Lisboa. Porto: FAUP, 1999 (no prelo).
História da Arte Portuguesa. Lisboa: Círculo de Leitores, vol. III, 1995.
KUBLER, George - Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e Diamantes. Lisboa: Vega, 1988 (1ª ed. 1972)
PORTAS, Nuno - A Evolução da Arquitectura Moderna em Portugal, uma Interpretação. In ZEVI, Bruno - História da Arquitectura Moderna. Lisboa: Arcádia, 1978.
RIBEIRO, Orlando - Mediterrâneo: Ambiente e Tradição. Lisboa: F. C. G., 1987.

Bibliografia complementar
ALMEIDA, Pedro Vieira de - A Arquitectura Moderna em Portugal. Lisboa: Alfa, 1986.
ALMEIDA, Rogério Paulo Vieira de - Panorama da Arquitectura Portuguesa Actual. In Enciclopédia Portugal Moderno: Artes e Letras. Lisboa: POMO, Vol. 7, 1992.
BARROS, Henrique de ; BASTOS, Eduardo Alberto Lima - Inquérito à Habitação Rural. Lisboa: Universidade Técnica de Lisboa, 1943-1948, 2 vol.
CORREIA, José Eduardo Horta - Urbanismo em Portugal. Lisboa: Alfa, 1991.
CORREIA, José Eduardo Horta - Arquitectura Portuguesa: Renascimento, Maneirismo e Estilo Chão. Lisboa: Presença, 1991.
CORREIA, José Eduardo Horta - Vila Real de Santo António. Porto: FAUP, 1998.
COSTA, Alexandre Alves - Introdução ao Estudo da Arquitectura Portuguesa. Porto: FAUP, 1995.
Desenho Etnográfico de Fernando Galhano. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica; Centro de Estudos de Etnologia, 1985.
FERREIRA, Alfredo Durão de Matos - Aspectos da Organização do Espaço Português. Porto: FAUP, 1995.
KUBLER, George - La Configuración del Tiempo. Observaciones sobre la Hist¬oria de las Cosas. Madrid: Nerea, 1988 (1ª ed. 1962)
LEVI-STRAUSS, Claude - Tristes Trópicos. Lisboa: Ed. 70, 1981 (1ª ed. 1959)
LINO, Raul - Casas Portuguesas. Lisboa: Cotovia, 1992.
LOBO, Margarida de Sousa - Duas Décadas de Planos de Urbanização em Portugal. Porto: FAUP, 1995.
MACHADO, José Luis Pinto - Habitação Rural. Lisboa: Instituto Fontes Pereira de Melo, 1984.
MARTINS, Mário Correia - A Côr na Arquitectura de Lagos. Lagos: Câmara Municipal de Lagos, 1994.
Moderno Escondido. Porto: FAUP, 1997.
Património Cultural Construído. Loures: Câmara Municipal de Loures, 1988.
Points de Répère: Architectures du Portugal. Bruxelles: Fondation Europalia International. 1991
PORTAS, Nuno - A Cidade como Arquitectura. Lisboa: Livros Horizonte, 1969.
RIBEIRO, Orlando - A Arrábida: Esboço Geográfico. Sesimbra: Câmara Municipal de Sesimbra, 1986.
RIBEIRO, Orlando - Geografia e Civilização: Temas Portugueses. Lisboa: Livros Horizonte, s.d.
RIBEIRO, Orlando - Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1987.
Universo Urbanístico Português. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1998.
TOSTÕES, Ana Cristina dos Santos - Os Verdes Anos: Arquitectura Portuguesa nos Anos 50 ou o Movimento Moderno em Portugal. Porto: FAUP, 1997.

Publicado por Helena Pinto às 06:16 PM

TECNOLOGIAS 3 - programa 2005-2006

disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Arq.ª Maria do Céu C. Medeiros Martins

Objectivos gerais
Este curso será o culminar da formação lectiva na área generalista das tecnologias construtivas. Todavia, e antes da materialização de um projecto de execução de Arquitectura, importa desenvolver alguns aspectos, apenas passíveis de bom entendimento nesta fase do aprendizado, tal como a técnologia da Arquitectura dos grandes vãos e a legislação específica e normativa a ter em consideração durante a execução do projecto.

PROGRAMA
I - Introdução
-Definição do âmbito da disciplina e seu plano de trabalhos.-Bibliografia geral e específica
II - Redes e Instalações especiais.
III – Sistemas construtivos de vector activo, superfície activa, massa activa e mistos.
-Análise e descrição dos sistemas.
IV - Regulamentação específica aplicada à tecnologia arquitectónica.
V - O projecto de execução

Metodologia
Aulas teóricas e teórico-práticas.
O curso será ministrado em módulos teóricos, seguidos de módulos práticos, com recurso, sempre que possível a situações de simulacro o mais próximo possível da realidade, de modo a preparar e a adequar as capacidades do aluno à prática do exercício da Arquitectura na sua vertente tecnológica.
Esta disciplina será apoiada por uma vertente de mecânica a desenvolver em simultâneo no curso de Estruturas.

Avaliação
Componente Prática 40% Componente Teórica 60%
A avaliação prática será processada através da apresentação e discussão dos exercícios a desenvolver por grupos de cinco alunos no decorrer das aulas práticas correspondentes aos módulos de matéria do programa.
A avaliação teórica será processada através de testes individuais e sem consulta, a terem lugar na última aula do mês de Janeiro e na última aula do ano lectivo.

Bibliografia Geral (títulos existentes na biblioteca a negrito)

1. Collier’s Enciclopédia; aa.vv.; MacMillan Educational Company, New York, P. F. Collier, Inc., London e New York; 1989
2. BUILDING METHODS AND PRODUCTS -EDITOR DAVID MARTIN AADP REG ARCH, 1984, THE ARCHITECTURAL PRESS.
3. Koncz, Tihamer – Construccion Industrializada, H. Blume Ediciones, Madrid, 1977
4. Hengel, Heino – Sistemas de Estruturas, Hemus Editora, Ldª, Brasil, 1981
5. DATAWIN 99 (CD)– Legislação Portuguesa, OBRAS, Jurinfor, Lisboa, 1999
6. Regulamento Geral da Edificações Urbanas, Porto Editora, Ldª
7. Instruções para cálculo de honorários referentes a projectos de Obras Públicas. Porto Editora, Ldª
8. MORAIS, Isaltino e José Gomes Luís Estatuto Jurídico do Licenciamento Municipal de Obras Particulares, Editora Rei dos Livros, Lisboa, 1996.
9. Regulamento de Segurança Contra Riscos de Incêndio em Edifícios de Habitação
10. Regulamento de Segurança Contra Riscos de Incêndio em Edifícios Administrativos
11. Regulamento de Segurança Contra Riscos de Incêndio em Edifícios Escolares
12. Fotocópias temáticas fornecidas pelos docentes da disciplina

KIND-BARKAUSKAS, Friedbert; et al., Concrete construction manual, Birkhauser Publishers, Sonnenstrassa 17, D-80331 Munchen, Germany
MASCARENHAS, Jorge, Sistemas de Construção – Volume III, Livros Horizonte
MASCARENHAS, Jorge, Sistemas de Construção – Volume IV, Livros Horizonte
NATTERER, Julius; et al., Timber construction manual, Birkhauser Publishers, Sonnenstrassa 17, D-80331 Munchen, Germany
PEREIRA, Telmo (coord.), Gestão da Construção, Verlag Dashover, Edições Profissionais, Lisboa
PFEIFER, Gunter; et al., Masonry construction manual, Birkhauser Publishers, Sonnenstrassa 17, D-80331 Munchen, Germany
SANTOS, Fernando; et al., Edifícios: Visão Integrada de Projectos e Obras, Ingenium Edições, Lisboa
SCHITTICH, Christian; et. al., Glass construction manual, Birkhauser Publishers, Sonnenstrassa 17, D-80331 Munchen, Germany
SCHULTZ, Helmut C. ; et al., Steel construction manual, Birkhauser Publishers, Sonnenstrassa 17, D-80331 Munchen, Germany
SCHUNK, Eberhard; et al., Roof construction manual, Birkhauser Publishers, Sonnenstrassa 17, D-80331 Munchen, Germany
SOUSA, A. Vaz Serra e; et al., Manual da alvenaria de tijolo, Associação Portuguesa de Materiais Cerâmicos, Coimbra.
SOUSA, A. Vaz Serra e; et al., Manual de aplicação de revestimentos cerâmicos, Associação Portuguesa de Materiais Cerâmicos, Coimbra.
SOUSA, A. Vaz Serra e; et al., Manual de aplicação de telhas cerâmicas, Associação Portuguesa de Materiais Cerâmicos, Coimbra.

Publicado por Helena Pinto às 06:09 PM

ESTRUTURAS 2 - programa 2005-2006

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Prof. Eng.º Fernando Cabral

1. Introdução
Esta disciplina insere-se no curso de Arquitectura na sequência das cadeiras de Estática do 2º. ano e de Estruturas do 3º. ano, que constituem um conjunto de matérias que visam criar uma linguagem comum entre profissionais do ramo de arquitectura e engenharia.

2. Objectivo
Esta cadeira, em particular, tem o objectivo de criar um espírito de liberdade na formação dos estudantes de arquitectura, no sentido de os desinibir das limitações impostas no dimensionamento dos espaços pela lógica da sua construtividade. Concretamente, pretende-se que os arquitectos tenham uma formação adequada para que possam ganhar coragem de projectar estruturas “arrojadas”.

3. Conteúdo programático
O programa da cadeira é ponderadamente articulado com outras disciplinas do mesmo ano e contém duas fases distintas:
3.1 - Análise e projecto de estruturas de cobertura de grandes espaços, com recurso às diversas tecnologias de construção. Definição das exigências funcionais requeridas para cada situação e apreciação qualitativa e quantitativa da distribuição de esforços. Reforço e recuperação de estruturas sujeitas a acções de acidente. Abordagem aos comportamentos dos materiais estruturais, os materiais naturais, a pedra e a madeira, os materiais fabricados tradicionais, a taipa e o adobe, o tijolo, o betão, o aço e os de tecnologias recentes tais como os lamelados colados de madeira, as telas, os compósitos, etc.. Técnicas construtivas e soluções estruturais, estruturas tridimensionais, atirantadas, pré-esforçadas, etc..
3.2 - Técnicas de construção de edificações urbanas. Fundações directas e indirectas, muros de suporte em caves, caixas de escada resistentes, estruturas laminares e porticadas, análise de resistência aos sismos e a ventos excepcionais. Estruturas de betão armado e metálicas. Pormenores construtivos. Problemas específicos de edifícios de grande altura.

1º SEMESTRE
Introdução à Concepção Estrutural
Introdução ao Funcionamento Estrutural
1-Lajes Maciças apoiadas em Vigas
2-Lajes Aligeiradas Pré-Esforçadas
3-Lajes Fungiformes
4-Outros Tipos de Lajes
Betão Armado
1-Composição do Betão
2-Características Resistentes do Betão
3-Características Resistentes das Armaduras
4-Ensaios de Betão
5-Transporte e Colocação do Betão
6-Compactação e Cura
7-Moldes
8-Aspectos Construtivos de uma Betonagem
Concepção de Estruturas de Edifícios Correntes de Betão Armado
1-Critérios Gerais a Considerar na Concepção
2-Tipos de Soluções Estruturais
3-Concepção de Estruturas de Edifícios
Concepção Sísmica de Edifícios
Métodos de Dimensionamento
1-Lajes
2-Vigas
3-Pilares
4-Tirantes
5-Sapatas

2º SEMESTRE
Estruturas Pré-Esforçadas
1-Introdução
2-Tipos de Pré-Esforço
3-Características das Estruturas Pré-Esforçadas
4-Dimensionamento de Estruturas Pré-esforçadas
5-Forças Equivalentes ao Pré-esforço
Estruturas Mistas
1-Introdução
2-Lajes
3-Vigas
4-Pilares
Estruturas de Madeira
Técnicas para Recuperação de Estruturas e Reconversão de Edifícios
1-Introdução
2-Tipo de Intervenção
3-Edifícios com Estrutura em Alvenaria
4-Edifícios com Estrutura em Betão Armado

4. Metodologia
A forma de transmissão de conhecimentos será baseada em exemplos práticos e exercícios propostos no sentido da descoberta das soluções possíveis e análise crítica da melhor solução para cada situação. Os problemas abordados deverão pôr sempre em causa a liberdade e os constrangimentos relativos aos confrontos e às dificuldades construtivas.

5. Material didático produzido
Folhas teóricas cobrindo toda a matéria leccionada nas aulas teóricas
Utilização de software interactivo (Microsoft powerpoint)
Fichas de exercícios com problemas práticos de dificuldade crescente

6. Avaliação
Dois testes semestrais de avaliação
Exame 1ª e 2ª épocas
Avaliação contínua; participação nas aulas práticas de resolução de exercícios

Bibliografia (títulos existentes na biblioteca a negrito)

FARINHA, J.S. Brazão; REIS, A. Correia - Tabelas Técnicas - ed. P. O.B.
CARVALHO, Eduardo Cansado; OLIVEIRA, Carlos Sousa - Construção Anti-sísmica – edifícios de pequeno porte- DIT 13, LNEC
LIMA, J. D´Arga e; MONTEIRO, Vítor; MUN, Mary – Betão armado. Esforços normais e de flexão - LNEC
LIMA, J. D´Arga e – Betão armado. Armaduras. Aspectos gerais - LNEC
LIMA, J. D´Arga e; MONTEIRO, Vítor; PIPA, Manuel – Betão armado. Esforços Transversos, de torção e de punçoamento - LNEC
Regulamento de Segurança e Acções em Edifícios e Pontes - INCM
Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado - INCM
Regulamento de estruturas de aço para edifícios - INCM


Publicado por Helena Pinto às 05:58 PM

abril 09, 2005

ESTRUTURAS 2 - programa 2004-2005

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Prof. Eng.º Fernando Cabral

1. Introdução
Esta disciplina insere-se no curso de Arquitectura na sequência das cadeiras de Estática do 2º. ano e de Estruturas do 3º. ano, que constituem um conjunto de matérias que visam criar uma linguagem comum entre profissionais do ramo de arquitectura e engenharia.

2. Objectivo
Esta cadeira, em particular, tem o objectivo de criar um espírito de liberdade na formação dos estudantes de arquitectura, no sentido de os desinibir das limitações impostas no dimensionamento dos espaços pela lógica da sua construtividade. Concretamente, pretende-se que os arquitectos tenham uma formação adequada para que possam ganhar coragem de projectar estruturas “arrojadas”.

3. Conteúdo programático
O programa da cadeira é ponderadamente articulado com outras disciplinas do mesmo ano e contém duas fases distintas:
3.1 - Análise e projecto de estruturas de cobertura de grandes espaços, com recurso às diversas tecnologias de construção. Definição das exigências funcionais requeridas para cada situação e apreciação qualitativa e quantitativa da distribuição de esforços. Reforço e recuperação de estruturas sujeitas a acções de acidente. Abordagem aos comportamentos dos materiais estruturais, os materiais naturais, a pedra e a madeira, os materiais fabricados tradicionais, a taipa e o adobe, o tijolo, o betão, o aço e os de tecnologias recentes tais como os lamelados colados de madeira, as telas, os compósitos, etc.. Técnicas construtivas e soluções estruturais, estruturas tridimensionais, atirantadas, pré-esforçadas, etc..
3.2 - Técnicas de construção de edificações urbanas. Fundações directas e indirectas, muros de suporte em caves, caixas de escada resistentes, estruturas laminares e porticadas, análise de resistência aos sismos e a ventos excepcionais. Estruturas de betão armado e metálicas. Pormenores construtivos. Problemas específicos de edifícios de grande altura.

4. Metodologia
A forma de transmissão de conhecimentos será baseada em exemplos práticos e exercícios propostos no sentido da descoberta das soluções possíveis e análise crítica da melhor solução para cada situação. Os problemas abordados deverão pôr sempre em causa a liberdade e os constrangimentos relativos aos confrontos e às dificuldades construtivas.

5. Material didático produzido
Folhas teóricas cobrindo toda a matéria leccionada nas aulas teóricas
Utilização de software interactivo (Microsoft powerpoint)
Fichas de exercícios com problemas práticos de dificuldade crescente

6. Avaliação
Dois testes semestrais de avaliação
Exame 1ª e 2ª épocas
Avaliação contínua; participação nas aulas práticas de resolução de exercícios

Bibliografia
FARINHA, J.S. Brazão; REIS, A. Correia - Tabelas Técnicas - ed. P. O.B.
CARVALHO, Eduardo Cansado; OLIVEIRA, Carlos Sousa - Construção Anti-sísmica – edifícios de pequeno porte- DIT 13, LNEC
LIMA, J. D´Arga e; MONTEIRO, Vítor; MUN, Mary – Betão armado. Esforços normais e de flexão - LNEC
LIMA, J. D´Arga e – Betão armado. Armaduras. Aspectos gerais - LNEC
LIMA, J. D´Arga e; MONTEIRO, Vítor; PIPA, Manuel – Betão armado. Esforços Transversos, de torção e de punçoamento - LNEC
Regulamento de Segurança e Acções em Edifícios e Pontes - INCM
Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado - INCM
Regulamento de estruturas de aço para edifícios - INCM


Publicado por Helena Pinto às 05:58 PM