outubro 08, 2005

PROJECTO 4 - programa 2005-2006

disciplina anual (12 horas teórico-práticas por semana)

Docentes
Prof. Arq.º Carlos Miguel (regente)
Mestre Arq.º José Sérgio F. Spencer

Objectivos gerais
O programa do ano propõe como objectivo primordial, que o aluno alcance a maturidade ao nível do projecto necessária para estabelecer a relação entre os conhecimentos adquiridos nas várias disciplinas curriculares.
Procurar-se-á a integração dos conhecimentos sectoriais adquiridos nos anos anteriores, quer no plano cultural e arquitectónico, quer no plano tecnológico.

Programa
O conjunto de exercícios a desenvolver ao longo do ano procuram estabelecer a transição dos conhecimentos adquiridos ao longo dos anos lectivos, numa aproximação à prática profissional futura.
Os programas deste ano incidem essencialmente na área temática dos equipamentos públicos, sempre relacionados com o território, quer na vertente urbana quer na paisagística.
Os exercícios propostos correspondem a pretensões de diferentes câmaras municipais da região, procurando simular-se uma relação de cliente/arquitecto através do contanto privilegiado
com essas entidades públicas.

Exercícios

Serão desenvolvidos três (3) exercícios práticos que de forma complementar procurarão desenvolver os objectivos referidos, para que o aluno possa proceder ao reconhecimento dos diversos elementos constitutivos da metodologia de projecto:

1º Exercício – (exercício de curta/média duração)
Pretende-se com este exercício estabelecer uma primeira avaliação dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso, possibilitando o desenvolvimento de um projecto até à fase de execução, com especial consideração pelos materiais e métodos construtivos.
O programa consiste num projecto tipo para uma ONG, que pretende alojar equipas de técnicos projectistas em diferentes pontos do mundo, para efectuarem acções de apoio às populações carenciadas.
Este exercício está coordenado com a disciplina de Gestão de Projecto e Obra, servindo de base de trabalho para a matéria aí ministrada.

2º e 3º exercícios
Os exercícios consistem no desenvolvimento de uma proposta de intervenção urbana e diversas peças de equipamentos públicos para o complexo mineiro do Lousal.
Este exercício/projecto será desenvolvido em coordenação com a disciplina de Desenho Urbano.
Propõe-se que sejam elaboradas propostas de intervenção urbana de pequena escala, que procurem estabelecer a integração das minas com o tecido urbano contíguo e com a paisagem natural envolvente.
O exercício tem como objectivo, levar os alunos a desenvolver um reflexão alargada sobre diferentes questões levantadas pelo discurso da arquitectura – da escala do território até às escalas do projecto de execução, integrando os conhecimentos adquiridos no âmbito das
diferentes disciplinas que compõem o curso.

Metodologia
As aulas desenvolvem-se numa estreita relação entre o acompanhamento dos exercícios práticos e aulas teóricas que serão introduzidas pontualmente como forma de apoio aos trabalhos específicos.
Serão efectuadas visitas a obras de arquitectura, bem como aulas especiais com a participação de arquitectos convidados.

Avaliação
A avaliação será continua, efectuada através do acompanhamento dos trabalhos e implementando o sistema de apresentações orais em fases intermédias e finais.

Interdisciplinariedade
Desenho Urbano – definição de programas e em apoio de projecto na área da sua integração urbana.
Gestão de Projecto e obras – como suporte das opções de projecto.

Bibliografia geral (títulos existentes na biblioteca a negrito)

Aalto, Alvar - La Humanizacion de la Arquitectura - Cuadernos Infimos 81, Tusquets Editores
Boullée, Étienne-Louis - Arquitectura. Ensayo sobre el Arte - 1985, Editorial Gustavo Gili
Hayes, K. Michael - Architectural Theory since 1968 - MIT Press
Helder, Herberto - Os passos em volta - 1963, Assirio e Alvim Ed.
Kahn, Loius I. - Conversa com estudantes - 2002, Editorial Gustavo Gili.
Koolhaas, Rem - Delirious New York - 1994, 010 Publishers, Rotterdam
Loos, Adolf - Paroles dans le Vide - 1979, Editions Champ Libre.
Mies van der Rohe, Ludwing - Escritos, diálogos - Coleccion de arquitectura .1, Colegio oficial de aparejadores y arquitectos técnicos, libreria yerba, murcia 1993.
Nesbit, Kate - Theorizing a new agenda for architecture: An anthology of architectural theory 1965-1995 – Princeton architectural press.
Tanizaki, Junichiro - Elogio da sombra - Relógio d'água, ed.
Terragni, Giuseppe – Manifestos, memorias, borradores y polémica - coleccion de arquitectura, 2004, editorial Gustavo Gili.

Publicado por Helena Pinto às 04:25 PM

DESENHO URBANO - programa 2005-2006

disciplina anual (4 horas teórico-práticas por semana)

Docentes
Mestre Arq.º Miguel Peres Gentil Berger

1. Objectivos
Esta cadeira formatar-se-á enquanto continuação e, de alguma forma corolário, da de URBANISMO, ministrada no ano curricular anterior, constituindo-se como que uma sua concretização detalhada e estruturalmente mais complexa ao nível do fenómeno urbano.

A disciplina de Desenho Urbano tem portanto como objectivo confrontar os alunos com a prática consciente e disciplinarmente integrativa dos vários saberes já curricularmente adquiridos, concretizada através do desenho de estruturas urbanas pormenorizadas, entendido este como exercício de articulação dos elementos constitutivos dessas mesmas estruturas, bem como da configuração das suas formas possíveis.

2. Metodologia
O método a seguir no enquadramento dos alunos desenvolver-se-á através da sua condução na abordagem teórica e prática das diferentes escalas de estudo e desenho de um dado território – ‘estudo de caso’ – como meio de preparar e fundamentar a subsequente concretização de uma sua proposta de desenho detalhado para uma pequena parcela desse mesmo território, quer ao nível do conjunto urbano, como da peça arquitectónica singular.

A disciplina abordará portanto um sistema territorial com uma problemática diversificada e complexa abarcando desde a preservação e recuperação patrimonial, até à reconversão, ambiental e paisagística. O programa da disciplina incidirá também no estudo, análise e investigação do fenómeno urbano como suporte de uma memória cultural, e civil, e do seu entendimento enquanto arquitectura.

Serão temas de reflexão e de prática operativa as questões da:
. Tipologia – tipologia edificativa, urbana e do espaço público.
. Estrutura do tecido urbano – a rua; a praça; as áreas homogéneas. O traçado primário e secundário.
. Forma urbana.

Entretanto a componente teórica visará estimular os alunos na investigação conceptual subjacente às diferentes componentes da problemática projectual proposta, englobando:
. A caracterização das temáticas do ‘’estudo de caso’;
. A caracterização do território, interpretação critica dos instrumentos de planeamento;
. O estudo de modelos conceptuais;
. A leitura e crítica de textos e conteúdos bibliográficos com realização de pequenas sinopses temáticas, bem como a assistência de conferências e participação em visitas de estudo relacionadas com a problemática disciplinar.

A componente prática abarcará por sua vez:
. A selecção e análise crítica comparativa de modelos urbanos de temática análoga ao ‘estudo de caso’ proposto;
. A caracterização do território e a leitura e interpretação critica dos instrumentos de planeamento nele vigentes;
. O estudo e desenvolvimento de modelo (s) conceptuais;
. A identificação e caracterização das ‘unidades de paisagem’;
. O desenho urbano;
. O projecto arquitectónico singular.


3. Sítio
Os exercícios a desenvolver incidirão sobre a pequena vila mineira do Lousal, pertencente ao Concelho de Santiago do Cacém, onde actualmente se desenrola uma riquíssima e bem sucedida experiência de recuperação e reconversão urbana e do seu respectivo património industrial, a par do desenvolvimento e concretização de estratégias urbanas de vitalização da comunidade e da estrutura ambiental do lugar.

4. Aulas
Os exercícios serão acompanhados por aulas de experimentação, com acompanhamento e esclarecimento aos trabalhos desenvolvidos pelos alunos, intercaladas por aulas de exposição de matéria teórica base.

4.1. Caderno Diário
O percurso do ano será acompanhado por um pequeno livro de esbocetos e apontamentos diversos onde os alunos registarão de forma impressiva os aspectos discursivos e gráficos com especial relevância para o tema e problemáticas territoriais e disciplinares a abordar no decurso do ano lectivo e que constituam as suas referências de memória. Este caderno servirá para exercitar a prática do desenho bem como a sua desejável intersecção com a palavra enquanto referência analógica, poética e discursiva.

4.2. Fichas A5 dos trabalhos
De todos os trabalhos gráficos serão elaboradas pequenas fichas em formato A5 até um máximo de 5 páginas numa estrutura gráfica uniforme para todos os alunos, que funcionará como base para a concretização de uma publicação final do ano.

Nestas páginas os alunos terão de mostrar a abordagem ao sítio e tema do ano, através de uma sintetize do trabalho desenvolvido na disciplina recorrendo às peças elaboradas durante o ano lectivo – esquemas, croquis, esquissos, desenhos rigorosos, memórias descritivas, etc.

5. Avaliação
A avaliação será contínua, efectuada através do acompanhamento e da apreciação do desenvolvimento dos trabalhos, complementada por exercícios de avaliação pontual e da participação e presença nas aulas e possui três componentes: a já referida avaliação continua, a avaliação periódica que incide sobre as apresentações públicas de cada um dos trabalhos etápicos realizados e um exame final, realizado perante júri, onde se avalia o resultado global de todos os trabalhos do ano, tendo em conta as classificações anteriores e as outras componentes de avaliação.

Será feito um registo de presenças em todas as aulas, relevando para a apreciação global um mínimo de 60 % presenças nas aulas.

6. Interdisciplinaridade
Como atrás já ficou referido, pretende-se que os alunos possam vir a integrar nos exercícios propostos, conceitos e conteúdos assimilados nas diferentes disciplinas dos anos anteriores, bem como do ano em curso tais como:

. Projecto – como disciplina própria, de referência nomeadamente nas questões das tipologias edificativas e da configuração da forma edificada da cidade.
. Reabilitação – como reflexão relacionada com a revitalização dos centros históricos.

Bibliografia de referência (títulos existentes na biblioteca a negrito)
. A Arquitectura da Cidade – Aldo Rossi – Gustavo Gilli
. Arquitectura da Cidade, Limite da Forma Urbana – Luís Afonso – FA UTL – Tese
. Morfologia Urbana e Desenho da Cidade – José Lamas – Fundação Gulbenkian / Fundação para a Ciência e Tecnologia, Lisboa, 2000.
. Formas Urbanas – Jorge Carvalho – Ed. Minerva Coimbra
. Ordenar a Cidade – Jorge Carvalho – Ed. Quarteto
. L’Urbanisme, utopies et realités – une anthologie – Françoise Choay – Ed. Seuil
. A linguagem silenciosa – Edward T. Hall – Ed. Relógio d’Água
. Elementos de Analisis Arquitectónico – José Manuel Garcia Roig – Ed. Univ. Valladolid
. Análise das tipologias urbanas – Luciano Patetta
. On Adam’s House in Paradise – The Idea of the Primitive Hut in Architectural History – Joseph Rykwert – Ed. MIT Press
. Textos de apoio e enquadramento específicos serão facultados gradualmente durante o decurso do ano lectivo.

Bibliografia complementar
ALBERTI, Leon Battista
L’Art D’edifier”, Éditions du Seuil, Paris, 2004.
ALEXANDER, Christopher
Uma cidade não é uma árvore”, in revista Arquitectura nº 95, Fevereiro 1967.
AYMONINO, Carlo
O Significado das Cidades”, Editorial Presença, Lisboa, 1984.
BENÉVOLO, Leonardo
Diseño de la ciudad vol. I., vol II, vol, III, vol IV, vol V La descripción del ambiente”, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1982.
CASTELLS, Manuel
"A Questão Urbana", Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1983.
CHOAY, Françoise
La règle et le modèle, Éditions du Seuil, Paris, 1980.
CHOAY, Françoise
L'Allégorie du Patrimoine, Éditions du Seuil, Paris, 1992.
CULLEN, Gordon
"A Paisagem Urbana”, Ed. 70, Lisboa.
FRAGA, Francisco Javier Monclús; BAÑALES, José Luis Oyón,
Elementos de Composición Urbana”, Edition UPC, Barcelona, 2001.
FRAMPTON, Kenneth
História Crítica da Arquitectura Moderna”, Martins Fontes, São Paulo, 1997.
GIEDION, Sigfried
Space, Time and Architecture”, Harvard College, 1982.
HALL, Peter
Cities of Tomorrow, Basil Blackwell, Oxford, 1988.
HOLL, Steven
Entrelazamientos, Steven holl, obras e proyectos, 1989 – 1995”, Gustavo Gili, Barcelona, 1997.
JENCKS, Charles
Movimentos Modernos em Arquitectura”, edições 70, Lisboa, 1992.
KOSTOF, Spiro
The City Assembled. the elements of urban form through history”, Thames & Hudson, Londres, 1992.
KOSTOF, Spiro
The City Shaped, Thames & Hudson”, Londres, 1991.
KRIER, Leon
"Arquitectura, escolha ou fatalidade"
KRIER, Robert
"L'Espace de Bâtir les Villes", Ed. Archives d'Architecture Moderne, Bruxelas, 1975.
KRIER, Robert
El espacio urbano”, Editorial Gustavo Gili, S.A.,Barcelona, 1981.
LAVEDAN, Pierre
Géographie des Villes”, Gallimard, Paris, 1959.
LE CORBUSIER
Maneira de pensar o Urbanismo”, Publicações Europa-América, Sintra, 1977.
LE CORBUSIER
La Charte d'Athènes”, Éditons de Minuit, SL, 1957.
LE CORBUSIER
The Modulor”, Fondation Le Corbusier, Paris, 2001.
LE CORBUSIER
Urbanismo”, Martins Fontes, São Paulo, 1992.
LEFEBVRE, Henri
La prodution de l'espace”, Anthropos, Paris, 2000.
LÔBO, Margarida Souza
Planos de Urbanização. A Época de Duarte Pacheco”, Direcção Geral do ordenamento do Território; Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Porto, 1995.
LYNCH, Kevin
A Imagem da Cidade”, Edições 70, 1982.
LYNCH, Kevin
A Boa Forma da Cidade”, Edições 70, 1999.
MEISS, Pierre von
De la Forme au Lieu (Une introduction à l’étude de l’architecture)”, .......
MERLIN, Pierre
L'Urbanisme”, Presses Universitaires de France, Paris, 1991.
MERLIN, Pierre; CHOAY, Françoise
Dictionaire de l'Urbanisme et de l'Aménagement”, Presses Universitaires de France, Paris, 1988.
MERLEAU-PONTY
O olho e o espírito”, Veja, 2002.
MERLEAU-PONTY
Fenomenologia da Percepção”, Martins Fontes, São Paulo, 1994.
MONTANER, Josep Maria
Arquitectura e Crítica”, Gustavo Gili, Barcelona
MONTANER, Josep Maria
Depois do Movimento Moderno, Arquitectura da segunda metade do século XX”, Gustavo Gili, Barcelona, 2001.
MORRIS, Anthony
Historia de la forma urbana. Desde sus orígenes hasta la Revolución Industrial”, Editorial Gustavo Gili S.A., Barcelona, 1991.
MUMFORD, Lewis
A cidade na História, suas origens, transformações e perspectivas”, Martins Fontes, São Paulo, 1982.
NORBERG-SCHULZ, Christian
Arquitectura Occidental, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1999.
NORBERG-SCHULZ, Christian
Genius Loci
PALLADIO, Andrea
Les quatre livres de l'architecture”, Arthaud, Paris, 1980.
PANERAI, Philippe; DEPAULE, Jean-Charles; DEMORGON, Marcelle
Analyse Urbaine”, Éditions Parenthèses, 1999.
PANERAI, Philippe; MANGIN, David
Project Urbain”, Éditions Parenthèses, Marselha, 1999.
POÈTE, Marcel
"Introduction à l'Urbanisme", Boivin, Paris, 1929 - 1ª edição. Reedição Col. Société et Urbanisme, Edit. Anthropos, Paris, 1974.
PORTAS, Nuno
Cerdà e os traçados”, in revista Arquitectura nº138, Setembro/Outubro 1980.
RAGON, Michel
Histoire Mondiale de l’architecture et l’urbanisme Modernes, Pratiques et méthodes, 1911 - 1971”, Editions Casterman, 1972.
ROWE, Colin; KOETTER, Fred,
Ciudad collage”, Gustavo Gili, S.A., Barcelona,1981.
RIBEIRO TELLES, Gonçalo; CALDEIRA CABRAL, Francisco
A Árvore em Portugal”, Assírio Alvim, Lisboa, 1999.
SORIA Y MATA, Arturo
La Cité Linéaire”, Centre d'Etudes et de Recherches Architecturales, Paris, 1979.
UNWIN, Raymond
Town Planning in Practice. An Introduction to the Art of Designing Cities and suburbs” - Ficher Unwing, London, 1909/1911. Tradução castelhana: “La Práctica del Urbanismo, una Introducción al Arte de Proyectar Ciudades y Barrios”, Gustavo. Gili, Barcelona, 1984.
VENTURI, Robert
Complexity and Contradiction in Architecture”, The Museum of Modern Art, New York, 1966.
VITRÚVIO, Marco Poleão
Os dez livros de Arquitectura”, Departamento de Engenharia Civil; Instituto Superior Técnico, Lisboa, 1998.
ZUMTHOR, Peter
Pensar la Arquitectura”, Gustavo Gili, Barcelona, 2004.

Publicado por Helena Pinto às 04:15 PM

REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS E SÍTIOS - programa

disciplina anual (3 horas teórico-práticas por semana)

Docente
Mestre Arq.ª Manuela Tomé

Objectivos Gerais
Pretende-se transmitir aos alunos uma preparação que lhes permita obter a sensibilidade, cohecimentos e metodologias conceptuais e processuais necessários à resoluçãoo da reabilitação da matéria edificada, seja ela edifício ou conjunto.
Para se intervir numa pré existencia é necessario conhecê-la e compreendê-la. Desenvolver os processos de análise e de sentido críitico que, juntamente com os conhecimentos adquiridos em interdisciplinaridade, nos permitam entender a continuidade dinâmica do objecto da intervenção e chegar a uma solução de respeito pela sua identidade e autenticidade em articulação com as mais recentes necessidades de uso conjugadas com a necessidade de introdução de novas tecnologias, no contexto a preservar, e a atitude a atingir.
Reabilitar impõe-nos também o conhecimento do quadro legal mais directamente relacionado com a salvaguarda do património arquitectónico, dos vários intervenientes no processo e dos procedimentos processuais que se tornam necessários na abordagem da intervenção.

Programa
- Introdução à Disciplina
- Introdução às matérias a desenvolver
- Bibliografia Geral e Específica
- Património, um valor a preservar
- Valor patrimonial de edifícios e sítios
- Conceitos e seu significado
- Enquadramento legal
- Legislação aplicável a acções de salvaguarda do património imóvel
- Procedimentos para a classificação de imóveis
- Cartas e convenções sobre património imóvel
- Agentes intervenientes num processo de reabilitação
- Metodologia processual de intervenção
- Estudos preliminares
- Inventariação de edifícios e de conjuntos urbanos
- Tipificação
- Definição de objectivos
- Definição das áreas de intervenção
- Acções para a valorização do património

Inter-relação disciplinar
0 programa foi delineado fazendo apelo aos conhecimentos já adquiridos pelos alunos ao longo do curso, nomeadamente nas disciplinas e matérias que a seguir se indicam e no pressuposto de uma estreita ligação interdisciplinar com as matérias do ano a que diz respeito.

ARQUITECTURA ANALÍTICA Função e forma
Construção e Forma
Tipologia dos espaços
Proporção escala e dimensão

ANTROPOMETRIA E ERGONOMIA Tipos da proporções
Numero de Ouro - Proporção divina ou áurea
Metrologia
Ergonometria

PROJECTO I Questões de Tipologia
Questões de análise morfológica
Os materiais e os processos de construção

TECNOLOGIAS I Caracterização física, química, patológica e ambiental dos materiais

ESTÁTICA Comportamento mecânico dos materiais empregues em estruturas

TECNOLOGIAS II Sistemas construtivos

TECNOLOGIAS III Sistemas construtivos

HISTÓRIA DA ARQUITECTURA PORTUGUESA A arquitectura na região de Setúbal
A arquitectura popular
0 estilo chão e a tradição Urbana portuguesa nos Sec XVI a XVIII
A arquitectura Portuguesa no Sec XX

Metodologia
Haverá uma incidência teórica e uma incidência prática. A componente prática incidirá em trabalhos a executar pelos alunos, onde serão aplicados os conhecimentos adquiridos no âmbito da matéria leccionada, que serão apresentados e discutidos em grupo, por fases correspondentes à respectiva aprendizagem.

Avaliação
Componente Prática 40% Componente Teórica 60%
A avaliação prática será processada através da apresentação e discussão dos exercícios a desenvolver por grupos de cinco alunos no decorrer das aulas práticas correspondentes aos módulos de matéria do programa.
A avaliação teórica será processada através de testes individuais e sem consulta, a terem lugar na última aula do mês de Janeiro e na última aula do ano lectivo.

Bibliografia (títulos existentes na biblioteca a negrito)

10 Anos Após o Sismo dos Açores de 1 de Janeiro de 1980, VOL.s I, n, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, 1992.
APPLETON, João Augusto da Silva - Edifícios Antigos, Contribuição Para o Estudo do seu Comportamento e Acções de Reabilitação a Empreender, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, 1991.
Arquitectura Popular em Portugal, Associação dos Arquitectos Portugueses, Lisboa, 1980.
CABRITA, António Reis, AGUIAR José, APPLETON, João - Manual de Apoio à Reabilitação dos Edifícios do Bairro Alto, Câmara Municipal de Lisboa, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, 1992.
Cartas e Convenções Internacionais, Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico I Direcção Regional de Lisboa, Lisboa, 1996.
CANTACUZINO, Sherban - Nuevos Usos Para Edificios Antigos, Editorial Gustavo Gili (S.A., Barcelona. 1979.
CHOAY, Francoise - L' Allegorie du Patrimoine, Editions du Seuil, Paris, 1992.
CORREIA, João Rosado - Monsaraz e o Seu Termo, Plano de Salvaguarda Uma Estratégia de desenvolvimento, Fundação Convento da Orada, Lisboa, 1994.
Critérios de Classificação de Bens Imóveis, Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico / Direcção Regional de Lisboa, Lisboa, 1996.
CULLEN, Gordon - Paisagem Urbana, Edições 70, Lisboa, 1984.
Legislação Nacional, Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico/Direcção Regional de Lisboa, Lisboa, 1996.
Dar Futuro ao Passado, Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico, Lisboa, 1993.
LYNCH, Kevin - .? De Que Tiempo es Este Lugar, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1972.
K1RSCHENMANN, Jorg C., MUSCHALLEK;, Christian - Diseño de Barrios Residenciales, Remodelacion y Crescimiento de la Ciudad, Editorial Gustavo Gili, SA., Barcelona, 1980.
Manual de Reabilitação do Património de Faro, Gabinete de Gestão e Reabilitação do Património Histórico, Câmara Municipal de Faro, Faro, 1997.
Monumentos, Revista Semestral de Edifícios e Monumentos, Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais Lisboa.
NORBERG-SCHULZ, Christian - Existence, Space and Architecture, London, 1971.
TEIXElRA, Gabriela de Barbosa, BELEM, Margarida da Cunha - Diálogos de Edificação Técnicas Tradicionais de Construção, Centro Regional de Artes Tradicionais, Porto, 1998.
THORNBERG, Josep Muntañola - La Arquitectura Como Lugar, Editorial Gustavo Gili, S.A., Barcelona, 1974 TOSTÕES, Ana, SILVA, Jorge Filipe, CALDAS, José Vieira, FERNANDES, José Manuel, JANEIRO, Maria de Lurdes, BARCELOS, Nuno, MESTRE, Vítor - Arquitectura Popular dos Açores, Ordem dos Arquitectos, Lisboa 2000.
LOPES DOS SANTOS, VITOR MANUEL "0 Sistema Construtivo Pombalino" Faculdade de Arquitectura da U.T.L., Lisboa, 1995.
FOLHAS DE ACOMPANHAMENTO DA MATÉRIA - Documentos coligidos por Vítor Lopes dos Santos, U. M. Setúbal, 1999.

Publicado por Helena Pinto às 04:06 PM

DIREITO - programa 2005-2006

disciplina semestral (2 horas teóricas por semana - 2º semestre)

Docente
Dr. José dos Reis Gameiro

OBJECTIVOS GERAIS
Formação base nos conceitos e princípios jurídicos;
Identificação com a instrumentalidade do Direito na protecção do Ambiente;
Interligação da actividade administrativa pública, nas áreas do ordenamento do território e da sua ocupação, com a Arquitectura.

PROGRAMA

I- Introdução ao Direito
NORMAS SOCIAIS, NORMAS TÉCNICAS E NORMAS JURÍ-DICAS:
O DIREITO COMO INSTRUMENTO DE SOCIABILIDADE:
A COERCIBILIDADE DO DIREITO
AS FONTES DO DIREITO:
A PRODUÇÃO DO DIREITO:
OS RAMOS DO DIREITO:
INICIO E CESSAÇÃO DA VIGÊNCIA DO DIREITO:

II- O Direito do Ambiente
O AMBIENTE NA CONSTITUIÇÃO:
• Como fim do Estado;
• Como direito fundamental.
COMPOSIÇÃO DO DIREITO DO AMBIENTE:
• Componente pública
• Componente privada
O DIREITO ADMINISTRATIVO DO AMBIENTE:
• A Lei de Bases
• As leis sectoriais;
• As leis integradoras.
CONCEITOS FUNDAMENTAIS:
OS PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES:
A JUSTIÇA DO AMBIENTE:

III- O Direito do Urbanismo
ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO:
• Os Instrumentos de gestão territorial:
• Os Planos;
- classificação.
- vinculação
• Os planos de ordenamento
• As restrições à propriedade;
- Expropriações, servidões, restrições;
• Medidas preventivas;
• Instrumentos de execução dos Planos
OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO:
• As operações urbanísticas:
• O Loteamento;
• A Edificação;
OS PROCEDIMENTOS URBANÍSTICOS:
• Princípios gerais da actividade administrativa;
• Fases do procedimento;
• Tipos de procedimento:
• Decisório;
- De Licenciamento;
- De Autorização
• De planificação
• A titulação dos direitos:
• alvarás
A DEFESA DO PATRIMÓNIO NATURAL E CONSTRUÍDO:
AS VIOLAÇÕES URBANÍSTICAS:
• Embargos;
• Demolições;
• Actuações contra-ordenacionais.
AS RESPONSABILIDADES:
• Da Administração:
• Dos funcionários;
• Do operador urbanístico;
• Do Autor do projecto e do técnico responsável pela obra;

AVALIAÇÃO
É feita sobre exame final escrito, ponderado se for o caso, sobre intervenções, programadas, nas aulas, ou sobre trabalho escrito de investigação que o aluno opte por assumir.

Bibliografia
CORDEIRO, António – A Protecção de Terceiros em face de Decisões Urbanísticas, ed. Almedina, Coimbra, 1995.
CORREIA, Fernando Alves – O Direito do Ordenamento do Território e do Urbanismo, ed. Almedina, Coimbra, 2003;
CORREIA, Fernando Alves – Manual de Direito do Urbanismo, ed. Almedina, Coimbra, 2001;
COSTA, António Pereira da – Direito dos Solos e da Construção, ed. Livraria Minho, Braga, 2000;
MENDES, João Castro – Introdução ao Estudo do Direito, ed. Pedro Ferreira. Lisboa, 1997;
OLIVEIRA, Fernanda Paula Marques de – Perequação, Taxas e Cedências, ed. Almedina, Coimbra, 2001;
REIS, João Pereira – Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação, ed. Almedina, Coimbra, 2002;
VV.AA – A Execução dos Planos Directores Municipais, ed Almedina, Coímbra, 1998;
Revista Jurídica do Urbanismo e Ambiente – IDUAL, ed. Almedina, Coímbra:
“RevCEDOUA” – Revista do Centro de Estudos de Direito do Ordenamento, do Urbanismo e do Ambiente- Coímbra

Publicado por Helena Pinto às 03:59 PM

GESTÃO DO PROJECTO E OBRAS - programa 2005-2006

disciplina semestral (2 horas teórico-práticas por semana - 1º semestre)

Docente
Arq.º Roque N. Brás de Oliveira

Objectivos GeraisÉ objectivo deste curso transmitir aos alunos uma preparação que lhes permita obter a sensibilidade, conhecimentos e metodologias conceptuais e processuais necessárias ao seu desempenho na prática de coordenador de projecto e em obra.

Programa

ESTALEIROS E PLANEAMENTO DE OBRAS
CUSTOS

Orçamentação
Medições - critérios e regras gerais
Custos directos
Rendimentos
Determinação de custos unitários complexos (mão-de-obra, equipamento, etc.)
Custos de estaleiro e indirectos
Controlo de custos de empreitadas
Enquadramento legal
Tipos de concursos e empreitadas
Critérios de apreciação e adjudicação
Erros e omissões, trabalhos a mais, alterações de projecto
Facturação
Revisão de preços

PRAZOS

Controlo de prazos
Enquadramento legal
Multas ou prémios por atrasos ou antecipação
Prorrogações legais e graciosas de prazos - consequências

PLANEAMENTO DE RECURSOS

Cálculo de cargas
Cargas de mão-de-obra
Cargas de materiais ou equipamentos
Cargas financeiras (cronograma/plano de pagamentos)
Formação de equipas
Controlo de Qualidade e Segurança

Inter-relação Disciplinar
0 programa foi delineado fazendo apelo aos conhecimentos já adquiridos pelos alunos ao longo do curso, nomeadamente nas disciplinas e matérias que a seguir se indicam e no pressuposto de uma estreita ligação interdisciplinar com as matérias do ano a que diz respeito.

Metodologia
Haverá uma incidência teórica e uma incidência prática. A componente prática incidirá num trabalho a executar pelos alunos, onde serão aplicados os conhecimentos adquiridos no âmbito da matéria leccionada, que serão apresentados e discutidos em grupo, por fases correspondentes à respectiva aprendizagem.

Avaliação
Componente Prática 40% Componente Teórica 60%
A avaliação prática será processada através da apresentação e discussão dos exercícios a desenvolver por grupos de cinco alunos no decorrer das aulas práticas. A avaliação teórica será processada através de teste individual e sem consulta.

Bibliografia
Publicações temáticas do L.N.E.C. e documentação coligida pelos docentes, sob a forma de sebenta.

Publicado por Helena Pinto às 03:55 PM